27 de nov de 2014

F1 2014 - Pequeno balanço da temporada

Foi um ano ruim, sem duvidas.
Mas não pelo tão propalado e verificado domínio da Mercedes durante todo o ano.
Longe disto.
Domínio sempre tem desde que a F1 se tornou algo moderno: McLaren, depois Williams, Ferrari, Red Bull... Houve pequenas interrupções como a Benetton, a Brawn e foi só.
O grande problema foi quem dominou.
A Mercedes nem é um time de F1 de verdade.
Está mais para velozes peças de marketing para a venda de seus (incríveis) carros de rua.
“-Ah, mas a Ferrari também é!” – pode dizer alguém.
Sim, é... Mas a possibilidade de ser ter uma Mercedes para os simples mortais é muito mais plausível do que a de ter uma Ferrari.
Ouso dizer que não existem torcedores da Mercedes.
Os pilotos também.
Dois tipos insossos que só são relevantes quando seus carros são dominantes.
Com carros medianos feitos pela McLaren, Hamilton sequer foi figurante.
Rosberg ainda mais, só existiu após entrar no time prateado.
Antes... Deixa pra lá.

Mas houve coisas boas dentro da ruindade do ano.
A surpresa Daniel Ricciardo (sim, para muita gente foi surpresa) vencendo corridas e sendo constante.
Terminou à frente do companheiro de equipe que não é nada, não é nada, é só tetra campeão.
Vettel teve um ano difícil, mas sempre que pode beliscou pontos importantes para garantir o vice-campeonato de construtores para a Red Bull.
Se houvesse premiação para os pilotos fora o título propriamente dito, penso que Daniel Ricciardo deveria ser o MVP da temporada.

Mais importante ainda o renascimento da Williams.
Desde seu corpo técnico que fez um belo carro onde acomodaram o potente motor Mercedes até seus pilotos que fizeram o que podiam de melhor dentro de suas possibilidades.
O terceiro lugar nos construtores mostra bem.
Tanto Massa quanto Bottas, que, aliás, ficou à frente na tabela de pontos dos pilotos, foram muito bem.
E se não foram melhor é porque por algumas vezes os estrategistas do time pisavam feio na bola.
Para o ano que vem a esperança segue firme.

A Ferrari teve um ano para esquecer.
Kimi, tanto pela ruindade do carro quanto por sua própria apatia, não foi sequer sombra do piloto que correu pela Lotus.
Se não mudar profundamente algo dentro do time, pobre Vettel.

Ainda mais descartável é o ano de Fernando Alonso.
Mas a ele resta a esperança que o projeto da McLaren com a Honda seja vitoriosa ou, num primeiro ano, ao menos promissora.
O time de Woking não tem nada para comemorar neste ano.
Tinha o melhor motor, mas o pior carro possível.

Para equipes médias o cenário foi de terror financeiro.
Esportivamente não fizeram nada para merecer grana dos organizadores.
Porém... Que se danem

As nanicas foram o que delas se esperou: nulas.
O melhor resultado veio seguido da pior noticia.
O único piloto a marcar ponto pilotando um cortador de grama daqueles (Jules Bianchi) sofreu o mais grave acidente do ano e ficou entre a vida e a morte.
A Marussia -seu time - se extinguiu, foi tarde.
A Caterham se valeu de uma vaquinha suspeita para estar no grid na última corrida do ano, mas também deve sumir para o ano que vêm.
Não fará falta.

Que o ano que vem seja melhor, porque se for pior que este, pode passar a régua e fechar a conta.

6 comentários:

Marcelonso disse...

Groo,


Foi uma temporada que não empolgou, é verdade.

Apesar de renovarmos nossas esperanças para o próximo ano, a verdade é que será mais uma temporada onde o campeão vestirá prata, talvez com um pouco mais de dificuldade...

abs

Anselmo Coyote disse...

Não é nada, não é nada, NÃO É NADA MESMO. Se o título do Hamilton não vale nada (falando em termos numéricos, vale zero) porque foi com carro melhor, os quatro (estamos falando de números, não?) do Vettel valem zero da mesma forma, porque 4 x 0 = 0. Matemática simples. Vá estudar, blogueiro.
Abs.

Manu disse...

Definitivamente o pior ano dos últimos. Se 2015 for pior, é de se cogitar "abandonar o barco".
Agora, devo dizer que se tivesse jeito Ricciardo seria também a minha escolha para MVP, sem sombra de dúvida.

Abs!

Magnum disse...

"Domínio sempre tem desde que a F1 se tornou algo moderno: McLaren, depois Williams, Ferrari, Red Bull... Houve pequenas interrupções como a Benetton, a Brawn e foi só."

Na era moderna, três das que vc citou aí só dominaram sob a batuta do Ross Brawn...

Alberto disse...

Não é time de F1 de verdade... Repito o que falei antes. Tá na hora de parar de ver corrida. Só porque o domínio não foi de quem gostava fica de chorinho.
Chupa Groo! Para justificar a surra do alemãozinho, Ricciardo passou a ser uma certeza desde o início da temporada..

Ron Groo disse...

Começou a ler o blog ontem né Alberto?
Então entendo sua desinformação.