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Mostrando postagens de Fevereiro, 2009

Notinha do busão

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E não podia ser diferente.
Os comentários dentro do coletivo tinham mesmo de girar em torno do navio "Costa Romântica" que ficou parado na costa do Uruguai com mil e quatrocentas pessoas à bordo.
As noticias oficiais dão conta de que um incêndio de causa desconhecida teria causado o incidente, mas segundo o motorista; o cobrador e alguns passageiros do ônibus que uso diariamente os motivos foram um tanto diferentes:
Zé Pequeno, que está de volta ao cockpit do busão após ter ido participar dos festejos de 2 de Fevereiro na Bahia – dia de Iemanjá – acha disse que o navio era velho e japonês.
Carleto, o cobrador acrescenta que os motores do navio eram todos novos e alemães.
Dona Marialva, que é assistente social e utiliza o transporte sem muita regularidade disse que a troca dos propulsores não foi uma idéia muito boa e que o acerto dos motores – que são verdadeiros canhões – naquele casco velho e desajeitado teria de ser melhor trabalhado o que atrasaria o lançamento da embarcação …

Tinha começado tão bem...

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E na sede do Speed Channel , os proprietários da mais nova equipe de F1 – a USF1 – Ken Anderson e Peter Windsor falam aos jornalistas e fãs de automobilismo do mundo todo sobre os planos para seu time.
PW: - Well, nos queremos trazer definitivamente o gosto pela F1 ao povo norteamericano...
KA: - Yes... And pensamos que a melhor forma seria promovendo uma nova visão e fazendo assim a ligação mais intima de um homem com o esporte: A ligação pela pátria.
Repórter: - Mas para isto já não existe a A1GP?
PW: - E o senhor assiste A1GP?
Repórter: - Não...
PW: - Nem os americanos.
KA: - Ninguém assiste, como levar à sério uma categoria onde Portugal tem uma equipe de ponta...
PW: - Tem é?
KA: - Tem!
PW: - E os búlgaros? Tem uma equipe forte?
KA: - Quem? Búlgaros?
Repórter: - Ao que parece não... Não tem equipe forte, não.
KA: - E a Bulgária realmente existe?
Repórter: - Nem sei... Nunca conheci ninguém que tivesse ido nem vindo de lá.
Outro repórter: - Mas como os senhores pensam em estreitar os laços do po…

E voltando a trabalhar...

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“-Acabou... Acabou...” – Diria o Galvão Bueno.
Finalmente acabou, ainda que enquanto alguém ai estiver lendo este texto é bem possível que haja um bloco, uma agremiação, um afoxé ou alguns desocupados pulando em algum canto do país.
Pessoalmente não gosto. Não vejo graça.
Gente que afeta um sorriso de felicidade quando se acendem as câmeras de TV, gente que faz do carnaval desculpa para agir como idiota e encher a paciência dos outros.
Os entendidos em samba que insistem em falar das nuances e diferenças entre as batidas das baterias das escolas de samba... Para cima de mim não cola, é o mesmo baticum o tempo todo e com um pouquinho de esforço é capaz de colar nela a métrica de todas as letras dos sambas enredo.
Letras aliás que contém em sua grande maioria palavras pomposas que os compositores nem imaginam o que querem realmente dizer.
Sem contar o maçante papo de “comunidade” que todos os carnavalescos entrevistados insistem em mandar. Quando na verdade, se pudessem, encheriam as alas e c…

Re post - A cidade depois do viaduto - Capitulo XII

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Esta história - que dá título a este post - vem sendo escrita já há algum tempo, e nunca estou completamente contente com os restultados.Porém, este é um dos capitulos que mais gosto e já havia publicado ainda no outro blog.
Espero que gostem.


Uns dias.
O expresso do oriente/rasga a noite passa rente.
Paralamas do Sucesso in Bora Bora


Sandro sempre foi um sujeito surpreendente. Suas atitudes eram tão imprevisíveis quanto suas letras. Tinha rompantes geniais, e momentos de pasmaceira completa. Podia tanto ser uma besta como ser bestial. Tudo dependia do estimulo. Estivesse sua platéia a fim de por fogo e ele se incendiava. Mas se a recepção fosse morna, não precisava nem ser frívola, ele ia esfriando até se tornar um bloco de gelo. Geralmente queimava. Os pais de seus amigos, não todos, mas uns e outros tinham o habito de assistir no domingo pela manhã o programa ‘Som Brasil’ do compositor e contador de causos Rolando Boldrin, o Sr. Brasil, e justamente neste dia um destes amigos estava na sa…

Mundo afora...

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O ministro das finanças japonês Shoichi Nakagawa, pediu demissão do cargo após ter sido acusado de comparecer bêbado a uma reunião do G7 – grupo dos sete países mais ricos – em Roma no dia 14 de Fevereiro ultimo.
Ele negou, disse que não estava bêbado e sim sob o efeito de remédios contra uma gripe.
-Era shó uma gripezinha... E tem maish... Che o Kimi pode pilotar, por quê eu não pocho fazer um discurso?
Particularmente acreditamos em Soichi, o remédio para gripe que ele tomou é muito usado aqui no Brasil: Conhaque com limão.



Não nego que a xenofobia exista por lá, mas acompanhando o caso da brasileira que diz ter sido atacada por extremistas de direita na Suíça sinto um forte cheiro de fraude no ar.
A imprensa fala em skinheads. Se fosse mesmo um ato dos ‘carecas’ – como são conhecidos aqui - ela não contaria a história.
Quem conhece esta ‘tribo’ sabe dos métodos empregados quando o assunto é xenofobia ou homofobia. Nada tem haver com riscos nas pernas ou tortura psicológica. E não acredit…

Inventário de boatos - Faça o seu!

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Se for para especular...
Muito tem se escrito sobre o futuro do espólio da equipe Honda de formula um.
Já foi dito que um milionário mexicano, magnata das telecomunicações teria comprado o time.
Que um pool de empresas inglesas iria encampar a fabrica de Brackley.
Também foi ventilado que a própria Honda voltaria à categoria por que seria mais barato manter o time na ativa do que indenizar os quatrocentos funcionários que perderam seus empregos com a extinção do time japonês.
E mais recentemente uma história amalucada em que Bernie Ecclestone iria financiar - dos cofres da entidade que preside - o inicio da temporada e então os patrocinadores para o restante. Nick Fry e Ross Brown assumiriam a equipe e seriam responsáveis por manter toda a parte esportiva estável e funcionando. Sem contar claro, a captação de mais patrocinadores.
Até agora todas estas histórias não passaram de boatos que, mal eram lançados e já tinham o desmentido oficial para jogar água na fervura de parte da imprensa que …

O nome da coisa

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E se conseguir a salvação?
Como vai se chamar o time que emergirá das cinzas da ex Honda?
Também não tenho idéia, o que não me impede de especular, certo?
Pois bem...
Se o grupo que ficar com os restos da equipe for:

Mexicano – A equipe se chamará Flying Burrito Brothers, e terá os mariachis Bruno Senna no violão e Jenson Button na guacamole, que usarão sombreiros em vez de capacetes.
Francês – Ai vai se chamar Les enfants du Honoré de Balzac – LEHB diria o Galvão – e terá como pilotos Senna de Beauvoir e Jenson Paul Sartre. O carro será um Citroen 2CV.
ItalianoScuderia Coliseum. O mecânico que errasse seria atirado ao Webber (leão de treino) e os pilotos seriam: Brutus Senna e Jenson Cezar, o imperador que ninguém liga.
Se a equipe for muito mal o chefe de equipe Nero Fry atearia fogo nela. Burn Honda, burn!


BelgaArtois Racing Team – teria carros verdes e todos correriam atrás deles, só para apreciar o conteúdo. Pilotos: Para que pilotos? Com este combústivel quanquer um vira Xumaquer!…

Re post - Que disco te marcou um periodo?

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Discos não têm o poder de mudar vidas, mas em certos aspectos muda então...
O ano é 1986, e eu então moleque de treze anos só queria saber de musica se fosse cantada em inglês, mesmo que à época não entendesse nada.
Português nem pensar.
Ficava fulo da vida quando ouvia as músicas metidas a engraçadinhas da Blitz e a ingenuidade das letras de Paulo Ricardo e seu RPM não me atraíam: “Loiras geladas” nunca foram meu forte, tanto que até hoje não as tomo.
“Chope com batatas frita” eu até gosto, mais da segunda que do primeiro, só que musicalmente esta mistura me era simplesmente intragável.
Meu negócio era outro: Queen; Beatles; ACDC; Scorpions; Iron Maiden... Estas coisas de heavy metal e algum punk-rock. Ramones para dizer a verdade.
Mais adolescente impossível.
Vestia as camisetas, que por conta do Rock’n’Rio – o original - viraram ‘carne-de-vaca’.
Quando chegava da escola, ligava meu radio gravador Sanyo (será que existe isto ainda?) e colocava minha fita cassete virgem (e isto? Será que exi…

Sóbrio?

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Vi no ótimo blog F1-V8 das irmãs Fernanda e Giselle que o ‘manguaceiro-mor’ da F1 moderna deu um basta no vício.
É isto mesmo: Kimi Raikkonen disse que parou de beber. Pelo menos na escala industrial em que entornava.
Segundo o campeão ‘soft ass’, os efeitos de tanta cangibrina estavam influindo diretamente no resultado de seu trabalho e que a temporada extremamente apagada de 2008 é a mais visível consequência.
Disse também que tomou esta decisão sozinho. Para assim brigar pelo seu segundo título mundial.
Mas como não sou de deixar bola levantada na área sem um chute, eis aqui o momento de redenção do ‘ice vodca’: Na placa presa à porta lia-se: Alcoólatras Anônimos da Finlândia.
Varias cadeiras dispostas em circulo no centro da sala estavam todas ocupadas por usuários do programa.
Um homem, alto e magro levanta-se e vai o centro da roda:
-Meu nome é Aarii, sou o membro mais velho desta entidade, estou a seis anos sem beber.
E todos o cumprimentam: - Olá Aarii!
-Eu gostaria de apresentar o mai…

New kids on the grid

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Alguns de meus amigos vêem com certa desconfiança a chegada de mais uma equipe “made in USA” à F1.
Foram várias e nenhuma foi muito longe.
À saber: América Anglo Racers (Eagle); Hass; Kurts Kraft; Parnelli; Penske; Scarab, Snowberger e Veritas. (A lista é cortesia da Wikipédia, se houver alguma incorreção ou absurdo me perdoem, mas foi o único lugar onde achei as informações).
Nenhuma conseguiu ganhar o campeonato, aliás, nenhuma não européia conseguiu.
Já pelo lado dos pilotos a coisa nem é tão ruim assim.
Phil Hill foi campeão e também Mario Andretti, ainda que sobre este último seja bom dizer que era naturalizado.
Eu vou remar na contramão, mas não sem dar certa razão a quem desconfia.
Também penso que o enorme orgulho ufanista do povo estadunidense não suportaria por muito tempo uma equipe que andasse no fim do grid, tomando tempo de um carro da Force Índia, por exemplo.
Porém, contudo, entretanto, quem disse que eles virão apenas para andar no fim da fila?
Se a formula um é uma categoria …

A quarta

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As crônicas do Nardo

Se os olhos não podem ver...Tinha alguma coisa errada demais no ar.
Faltavam apenas quinze minutos para o fim do expediente e ainda nada tinha dado errado.
Dias assim são raríssimos e costumam preceder verdadeiras tragédias profissionais.
Este era o medo.
A vontade de que algo desse errado naquele dia era tanta que chegávamos a fazer pequenas sabotagens, mas mesmo assim tudo corria bem. Demais até.
Ficávamos imaginando, cada qual em seu canto e sem contar ao outro o que poderia dar errado nos dias seguintes se aquela segunda feira terminasse sem que algo de estranho acontecesse.
Para ter-se uma idéia do grau de estranheza que nos rodeava basta dizer que de um momento para o outro até o drive de cd´s do computador voltara a funcionar. Ele que nem sequer abria a gaveta para que pudesse recuperar o disquinho do Eric Clapton que estava lá dentro havia pelo menos seis meses.
Do nada, como que por encanto a gaveta abriu, entregando de bandeja o objeto prateado.
Aproveitando o en…

Notinha do busão - Segunda feira alagada.

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O dia nem bem começara e já estava estragado.
A lama, a água suja enfim, o caos.
A chuva que caiu durante toda a noite sem violência, diga-se, inundou tudo.
Arrastou alguns carros, tombou uma carreta no Paço Municipal, melecou todo o centro novo e de quebra ainda mostrou que o centro velho não mudou nadinha. Inundou também.
Para chegar ao ponto de ônibus costumeiro teria de atravessar um mar de lama. Sem contar que talvez o coletivo nem passasse naquela rua. Como realmente não passou.
Melhor ir até outro ponto que talvez estivesse melhor. Talvez...
Mas não estava, aliás, parecia uma cena de “Guerra dos mundos”.
Era lá que estava a tal carreta tombada com todas as dezesseis rodas para cima.
Ao menos o local que serve de ponto de ônibus lá estava assim por dizer “utilizável”.
Um trânsito medonho. Uma fila quase infinita de carros em velocidade reduzidíssima para poder passar pela enorme poça de água.
Passaram uns três ônibus que serviam. Não pararam.
A irritação ganhava força quando quarenta minut…

Quando inventaram as corridas...

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“-Quando foi mesmo que inventaram as corridas de carro?”.
“-Ih faz tempo... Foi quando terminaram de construir o segundo carro.”.
Deve ter sido isto mesmo.
Assim que o segundo carro ficou pronto, que foi apertado seu ultimo parafuso alguém deve ter tido a brilhante idéia: “-Vamos ver qual dos dois anda mais rápido?”.
E o cara que estava dando uma limpadela no primeiro carro construído pensou: “-Ora! Porque não?”.
Alinharam as carroças sem cavalo, pediram para que alguém, muito provavelmente um garoto que freqüentava a oficina, dar a largada. Avisar quando eles poderiam começar.
O moleque então pega um pano sujo de graxa, se posta entre os dois bólidos e avisa:
“-Quando o pano aqui cair no chão vocês saem, ok?”.
Os dois concordam. Arrumam-se nos bancos com os motores devidamente ligados. Lembre-se que pra dar a partida nos primeiros carros era preciso girar uma manivela que ficava embaixo do pára-choque.
O menino então solta o pano, que pesado de graxa cai rapidamente.
Dirão os maldosos que o pa…

3,1416 e Bourdais fica com a vaga

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A prova - como não poderia deixar de ser - foi marcada para o autódromo sagrado de Monza.
Dizem que é lá que se separam homens de meninos na formula um.
Os candidatos eram: Takuma Sato; Sebastien Bourdais; Bruno Senna e até Jenson Button.
Todos chegaram cedo aos boxes e foram se ajeitando nos melhores lugares.
Logo em seguida chega o titular já confirmado da Toro Rosso: Sebastien Buemi que se senta em um banquinho ao lado da mesa do examinador.
Então chega Franz Tost com um laptop e alguns livros debaixo do braço.
O nervosismo toma conta dos pilotos, todos transpiravam muito e Buemi percebendo o fato abre uma janela para arejar o ambiente.
Franz então pega um maço de folhas e faz com que sejam distribuídas entre os quatro e pede para que no momento apenas a assinem.
Depois olha no relógio e diz:
-Assim que acabar o minuto de silêncio pela morte do Lux Interior - cantor dos Cramps - começa o exame de avaliação. Vocês terão duas horas para responder todas as questões. Não será permitido cola. Al…

Discutindo a relação e o orçamento

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- Amor... Amor! Amor? – Ele a chamou varias vezes sem obter resposta.
- Andei olhando os extratos de nossas contas e os dos seus gastos no cartão de crédito...
Ela continuava sem lhe dar ouvidos. Já estava cansada daquelas conversas sobre gastos.
- Olha... Gastar $400 milhões de dólares é um tanto abusivo, cê não acha?
Ela continua sem responder, cortando as unhas do pé.
- Veja bem... – continua ele – Estamos num período difícil e perigoso. Muita gente boa, e bem mais forte que nós já teve problemas e se não sumiu do mapa financeiro, pelo menos encolheu.
Ela continuava impassível. Agora escolhendo o esmalte.
- De forma que eu pensei então... Que tal se a gente diminuísse os gastos? Fizesse um plano para corte de custos? Seria uma boa, não? Ao menos nos manteria ativos enquanto o momento turbulento não passa...
Ela escolhe um esmalte de cor tradicional: "Vermelho Maranello" e começa o delicado ritual de pintura das unhas...
- Pensei em diminuir nossas viagens ao exterior, limitar o nu…

Nelson Angelo Piquet, ano II

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Seu ano de estréia não foi nada de surpreendente.
Foi muito criticado pela inconstância e por ter feito um inicio de campeonato muito ruim melhorando no decorrer do ano.
Acontece que nem tanto ao céu e nem tanto a terra.
Mesmo argumentando-se que podia ter feito mais, já que pilotava uma Renault e que seu companheiro de equipe até ganhou corridas penso que sua estréia foi razoável.
Seu companheiro de equipe pouco serve como parâmetro para um estreante. Afinal trata-se do bi campeão mundial Fernando "sobrancelha" Alonso. Um sujeito que por mais que não se goste dele – e conheço muita gente que não gosta, nem eu – tem de se admitir que é um piloto excepcional.
Claro que as vitórias vieram em circunstâncias extraordinárias e no fundo o carro da montadora francesa na temporada passada era pouco mais que uma carroça. O que reforça minha tese de que a estréia de Piquet filho não foi tão desapontadora assim.
Nelson marcou bons pontos e conseguiu um pódio, que obviamente pesou a favor da …

E na fábrica da Renault...

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Ao chegar a Fábrica de carros de corrida da Renault, Fernando Alonso foi logo reclamando de tudo:
- O carro não anda... Não desenvolve, no tem personalidade!
O engenheiro que estava mais livre no momento se interessou pela choradeira e pediu mais detalhes.
- Eu quero um carro que se sobressaia, um bólido que tenha alma.
- Então ce quer uma Ferrari? – Disse o engenheiro, um dos únicos alemães a trabalhar na Renault.
- Não, não... Quero um Renault mesmo! – Disse o Asturiano mesmo sem crer que tinha dito.
- Mas me diga: Como assim alma?
- Me faça um carro veloz, que queira sair do controle como se tivesse vida própria, como se pensasse. Que eu tenha dificuldades em dominar.
- Dificuldades em dominar? E quer competir com ele?
- Oras! Eu sou Fernando Alonso!
- E quer que ele seja bonito ainda por cima?
-Não... Beleza não é fundamental. Mas que pelo menos seja simpático!
O engenheiro alemão bateu nos ombros do piloto e disse:
- Não se preocupe, terei o carro para você antes do GP da Austrália. – E saiu.

Notinha do busão

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Dois de Fevereiro é dia de festejar Iemanjá. A senhora das aguas.
Dia de Festa na Bahia e meu amigo motorista de ônibus Amaral, o Zé Pequeno, foi até Salvador para prestar suas homenagens à Rainha do Mar.
Com certeza Zé também participará da lavagem da escadaria na igreja de Nosso Senhor do Bonfim.
Este que é sem duvidas o maior ritual do sincretismo religioso brasileiro. As mães e filhas de santo, praticantes do candomblé, lavam as escadarias do templo católico com água de cheiro e rendem suas homenagens à Senhora das Marés – Santa Barbara no catolicismo – deixando oferendas a Iansã em barquinhos por toda a orla de Salvador.
Alguns maldosos disseram que Zé vai participar dos festejos vestido de baiana do acarajé. Eu não duvido, mas espero sinceramente que nosso chauffeur não leia esta nota.
Mas os objetos destas pequenas notas do busão são sempre fatos passados nas viagens e acontece que desta vez a coisa foi estranha.
A viagem que era para ser feita entre quinze e vinte minutos, demorou t…