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Mostrando postagens de Outubro, 2009

Onde andaria Takeo Fukui, diretor executivo da Honda F1?

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No principal portão de entrada do circuito de Yas Marina em Abu Dhabi dois fãs esperam para tomarem seus lugares nas arquibancadas.
Devidamente munidos de câmeras fotográficas, binóculos e –claro – seus ingressos para os treinos e corrida, Coyote e Marcelo conversam animadamente.

-Lugar bonito este, heim? –diz Marcelo.
-E dizem que até bem pouco tempo atrás era um enorme deserto. – responde Coyote.
-O que não é a força da grana, não?
-Pois é... Já dizia Caetano...
-Pode crer, mas, mudando de assunto: tá com fome não?
-Agora que você falou... To sim. Vamos comer onde?
-Sei lá, andei vendo as comidas típicas aqui e não fiquei muito empolgado, pensei em comer um lanche qualquer, um “Jesus me chama”.
-Será que aqui tem “churrasco grego”?
-Não deve ter, mas mesmo que tivesse não seria muito legal...
-Por quê?
-Aqui é muito limpo!
-Não entendi...
-Simples, os melhores “churrascos grego” ficam onde o lugar é mais sujo... Quanto mais mosquinhas em volta, pode crer. Melhor o sabor do lanche.
-Cê tá zuando?
-D…

Quando o stress fala mais alto II

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Dia destes contei de um sujeito estressado com uma revendedora de cosméticos e com um treco lá... Um tal de ‘alargador de cútis’...
Pois bem, o sujeito voltou a ter problemas, mas, com outro objeto.
Era sábado e já passavam da seis da tarde quando um ‘pinga-pinga’ debaixo da pia da cozinha começou a enervar o cara.
Aquela ‘aguazinha’ escorrendo pelo piso tinha que parar.
Pegou a caixa de ferramentas e foi à cozinha para examinar o encanamento verificando que o vazamento vinha do sifão, para ser mais exato de uma rosca que prende o sifão a cuba da pia...
-Ah! Ta fácil, é só dar uma giradinha aqui... E... – crack! – Ai... Ferrou! Quebrou a rosca! Agora sim... O ‘pinga-pinga’ se transformou num fio de água mais forte e aquela ‘aguazinha’ agora era uma pequena poça.
-P.q.p! Mas... Se eu passar uma colazinha aqui? Vai ficar bom! Um super bonder aqui e... Ahá! Grudou!
Passou a cola na peça sem ao menos tirá-la do cano e colou a rosca também nos dedos dele.
Puxou e não saiu, puxou mais forte e de nov…

Mademoseille

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O saco já andava por transbordar por ter de tocar contrabaixo em bandas de churrascaria onde geralmente o público era mais preocupado com o ponto da picanha que com música.
Não era para isto que havia estudado e sentia que desperdiçava seu talento, sua vocação.

Afinal, aos que lá frequentam pouco importa se tem alguém tocando algo, se é rádio ou há silêncio no ambiente.
Para alguns, aliás, o silêncio seria a melhor pedida.

Mas então por que continuar? Qual o sentido em seguir?
Em seu íntimo pensava que um dia aquilo valeria a pena, e um dia finalmente valeu...

Ela adentrou o recinto trajando um vestido longo, em tons de vermelho degrade e com uma generosa abertura ao lado da perna esquerda que subia até a altura da coxa. Sentou-se à terceira fileira de mesas, bem visível do palco e com ótima visão deste.
Acendeu um cigarro.
O estabelecimento ao que parece dava mais importância a satisfação do cliente que as leis anti fumo do estado. Ou seria apenas a ela permitida tal violação?
Hipnotizara a t…

Dois takes, um para pensar e outro para descontrair

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Para pensar.
Saiu o relatório final sobre o acidente com o vôo 3054 da TAM no aeroporto de Congonhas em São Paulo.
O documento lista os motivos que contribuíram para a tragédia e nem um deles faz referência alguma ao comprimento da pista de pouso, pelo contrário, todos apontam para falhas: humanas, de treinamento e de manutenção da aeronave.
Me lembro bem de haver comentado em algum lugar que ninguém estava atentando ao fato de que o maior acidente aéreo neste aeroporto até ali, havia sido também com uma aeronave desta mesma companhia – um Fokker 100 em Outubro de 1996 que matou 99 pessoas.
Á época apurou-se que os problemas causadores do acidente eram exatamente os mesmos que agora surgem no relatório.
Por conta da comoção - em 96 - muito se falou no comprimento da pista, que era curta, cercada de prédios, em zona de alta densidade de habitação. Sem sequer mencionar que o problema poderia estar na aeronave, como se viu depois.
Em 2007 foram ditas as mesmas coisas e a opinião pública novame…

Tem coisas que não mudam nunca...

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É estranho...
Amamos Peterson, Gilles, Stirling Moss e até Regazonni, que nunca ganharam nada. Mas sacaneamos Keke Rosberg, James Hunt, Alan Jones... Sinceramente não consigo entender, apesar de fazer também.
Por que será que todo campeão não tem a mesma medida?
Jenson Button é tão campeão quando Prost, Senna ou Schumacher? Ou só quanto Jaqques Villeneuve, Damon Hill ou Denny Hulme?
Esqueça a quantidade de títulos e cada um, mas pense em termos de haverem ganho um campeonato.
Teriam diferença?

Todos nós temos uma mania estranhíssima de comparar campeões e colocar em alguns o adjetivo de geniais e outros a pecha de medíocres.
Por quê?
Mas se cada campeonato tem uma história diferente, é justo que coloquemos todos no mesmo saco na hora de comparar?

Qual o demérito de Jenson Button em relação ao titulo ganho por Nigel Mansell, por exemplo?
Obvio, Nigel era um piloto mais chegado ao show que à regularidade e acabou sendo campeão com um carro que até seu chefe rotulou como “anti Mansell” de tão perf…

Nada de novo debaixo do sol

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Naquela sexta feira o sol nasceu sobre Paris da mesma forma que no resto do mundo, nem mais nem menos luminoso. Na Champs Elisées os carros andavam lentos, engarrafando tudo como sempre.
Exatamente como acontece todos os dias nos Campos Elíseos paulistano.
O Arco do Triunfo continua tão belo quanto os Arcos da Lapa, ou até mesmo a Fontana di Trevi. Tudo claro, guardando as devidas proporções. Os parisienses andavam pelas ruas apressados, como todos os habitantes das grandes capitais. A vida tem rítmo frenético, quer na França, São Paulo, Londres ou NY.

Nos parques franceses os pássaros cantavam como todos os dias em que o sol dá o ar da graça.
Nunca ouvi falar de pássaros livres que cantassem em dias de chuva...

Dentro do aeroporto Charles De Gaulle, as lojas de conveniência vendem normalmente seus produtos, e todos os turistas de primeira vez – sem exceção – iam direto experimentar as baguetes com café. Exatamente como acontece todos os dias, sempre.

O Louvre continua imponente, maravilho…

Contos do Le Sanatéur, epílogo.

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-Anselmo? O que o De Fran queria?
-Esqueci... Ce trocou de assunto... Eu esqueci.
-Faz uma força... Lembra ai.
-Não consigo. Eu não tenho memória fotográfica, por isto sou fotografo.
-Ah... Agora deu pra filosofar?
-Tem mais coisas entre a lente e o olho do que supõe sua vã filosofia...
-Vixe!

E virando para Leandrus:
-Ô russo... Chega!
-Mas Ron! Ainda estar no gênesis do assunto!
-Vai logo pro apocalipse.
-E enton eles non vem mais. – termina Leandrus.

-E ai? – tornando a falar com Anselmo.
-Não entendi porra nenhuma... Ô Leandrus... Faz o seguinte: a gente veio aqui pra fotografar... – diz Anselmo.
-Ou não! – corta Ron.
-... Um fantasma que nosso chefe e o concorrente cismaram que existe no seu hotel....
-Besteira, na maximo tem ratos aqui...
- Também acho, mas arruma um pra gente fotografar e fazer uma matéria que eu arrumo uma banda de jazz pro festival.
-Fechada! – E Leandrus sai depressa para cumprir sua parte no combinado.
-Anselmo, produzir fantasma falso e matéria tudo bem, mas onde ce vai arru…

Contos do Le Sanatéur, pt 1

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-Não existe!
-Eu não sei...
-Não existe!
-Eu não duvido...
-Poxa, isto é golpe, só pode ser.
-Se for, então vai lá e descobre, e faz o seguinte: Leva o Coyote com você e pede para ele fotografar tudo, fraudes, ectoplasmas, mulheres bonitas e mais o que ele quiser.

A conversa acima se passou dentro da sala de Mar Céu L´Onça, o editor chefe do periódico Le Sanatéur e envolveu além do próprio, o repórter Ron.
E o tema da conversa eram os frequentes boatos que davam conta da aparição de um suposto fantasma no prédio do Hotel Paradise, situado à Rua 45, e que o jornal concorrente, Kronbauers News, vinha cobrindo com ótimas histórias.

Cabe aqui uma pequena explicação:
Muitos foram os cadáveres encontrados dentro do Hotel Paradise desde sua fundação e o caso mais curioso e comovente foi o de um homem encontrado morto na suíte 545 e que tinha nas mãos a fotografia de uma mulher e uma garrafa de uísque barato, seu nome era Stephen Foster: musico; poeta e pintor. Reza a lenda que o funcionário que encon…

Notinha do busão

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Estava sentado a dois bancos de distância do cobrador - que desde que disse que tem cara de retardado me olha com cara de poucos amigos - já que aqui ainda não há catracas eletrônicas em todos os ônibus.
No fundo acho bom, afinal mantém alguns empregos e acaba rendendo boas conversas entre o cobrador e alguns passageiros.
Esta foi uma delas:

- O Doni voltou! – diz o cobrador
- Doni... Doni? Qual Doni? – responde o passageiro que estava passando pela catraca.
- Poxa, já esqueceu? O Doni. Donizete... Da roda de samba!
- Donizete? E ainda do samba? Vixe, eu não vou lembrar mesmo. Eu sempre gostei de rock.
- É, eu sei que você era roqueiro, mas do Doni todo mundo lembra...
- De qual grupo ele era? Era amigo da gente?
- Era amigo sim, estudou com você se não me engano no ginásio. E você até apelidou o grupo dele com sua maldade característica: Estragasamba!
- Ah tá... O Estragasamba... Não tinha ninguém pior que eles... Mas, uma coisa, eu não me lembro do Doni no grupo. Tocava o que ele?
-Ah vá! Não …

Rock Band F1

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Após a corrida, Felipe Massa convidou vários pilotos para um jantar em sua casa e entre eles, claro, estavam Rubens Barrichello e Jenson Button.
Sebastian Vettel chegou atrasado por conta de ter passado antes – com toda sua equipe de mecânicos – em um barbeiro próximo ao autódromo.

-Poxa Vettel! Demorou heim? – disse Massa.
-Eu perdi no “dois ou um” e acabei ficando por último para raspar a barba... E cê viu quantos mecânicos fizeram a mesma promessa que eu?
-Vi sim... Mas pelo menos você chegou... Trouxe?
-Opa! Claro... Tirei do meu motorhome, mas trouxe sim... Posso ligar lá?
-Claro! Vai lá. Alguém chamou o Alonso?
-Acho que não... - diz Vettel...
-Ainda bem, ufa!

Vettel atravessa a sala de estar da casa dos Massa com uma caixa enorme nas mãos, cumprimenta Barrichello e Button com o mesmo aceno de cabeça. Ainda está bravo.
Ajoelha-se em frente ao enorme aparelho de TV full HD e começa a desembrulhar o que trouxe.
De dentro da caixa saem fios, cabos e um XBox novinho, alguns cabos e um adaptado…

Ava(ca)liações brasileiras - Ces´t fini!

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Webber: A bordo do melhor carro do fim de semana, foi perfeito.

A transferência para a Renault animou o narigudo. Ele sabe que ano que vem não passa nem perto de um pódio, então é melhor aproveitar agora.

Depois de aparecer na Globo comentando a música (?) da namorada o melhor que ele podia fazer era uma boa corrida. Foi o que fez.

É é é. O Massa é melhor que o Pelé!

Um presentinho para Vettel e sua equipe de mecânicos.

É uma merda mesmo quando as pessoas não se conhecem... Eu só sei quem é o Serra ai...

Kamui Kobayashi, o nome da corrida. Vou telefonar ao Tio Frank Williams e sugerir que ele esqueça esta história de contratar o Barrichello e se concentre em trazer este japonês, que seguramente é melhor que o que ele tem lá agora.

Este está paramentado para torcer pelo Alonso no ano que vem.

Dois nervosos e uma nervosa no fim da fila.

Precisa legenda?

Internagos - It´s the end of the world (championship) and I fell fine.

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Um Grande Prêmio do Brasil nunca é um evento de automobilismo apenas.
Para muitos – não estou incluso - é um a festa para mostrar o patriotismo e até por isto tem um clima diferenciado das demais corridas do ano – excluam-se os países onde a corrida acontece pela primeira vez – e tem sempre momentos e imagens diferenciadas.
Por isto abro este texto defendendo o arranjo feito para que Daniela Mercury cantasse o Hino Nacional.
Se lembrarmos bem, o Hino é uma canção civil e como tal pode ter arranjos modificados e adaptados para qualquer ritmo e estilo. Desde que haja respeito.
Este arranjo e esta interpretação mostraram muito respeito.
Eu que não gosto de Daniela Mercury e a música que ela representa sou obrigado a me render e dizer que ficou bonito, respeitoso e representou muito bem a cara deste povo que foi ao autódromo, que se não entende ulhufas de F1, ao menos entende muito de festa e de ser festeiro.
Ponto para a organização pela execução do Hino.
Uma largada caótica para alguns pilotos…

GP Brasil com dicas do Groo: pt 5 Alimentação

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Ok, ok chegou então a vez da: Alimentação.

A etapa brasileira da F1 será neste fim de semana. Aqui um roteiro gastronômico para quem vai à corrida no domingo.

Milhares de turistas vêm à São Paulo e - como manda a etiqueta - quando se visita uma um lugar novo o melhor é se inteirar de sua cultura, costumes e principalmente da culinária, certo?
Certo mas... Em São Paulo é possível encontrar a culinária do mundo todo. Japão, Austrália, Europa. Do nordeste então... Vixe!Mas a culinária paulista? Se é que existe está escondida.
Fui procurá-la e não encontrei vestígios de sua existência, sinto muito. Então resolvi mandar aqui um roteiro de comidas rápidas paulistanas.
Como a própria F1! É muito difícil chegar ao autódromo de alguns pontos da cidade. Saindo da estação da Luz, por exemplo, de ônibus pode se demorar até uma hora e vinte, com trânsito bom!
Então pensamos que seria melhor comer perto da pista mesmo.

Não! Não dentro do autódromo, mas ali nas imediações... Hot-dog do Belchior. Na Avenida…