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Mostrando postagens de Março, 2018

De páscoa

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-Pegou!
-Tem certeza?
-Tenho sim...  A armadilha desarmou... Pegou sim!
-Você colocou mesmo a ratoeira?
-Não né, dããããã! Ratoeira é pra rato...  Menino é tão burro!
-Não sou não...  É que não queria falar “coelheira”, isto não deve existir...
-Não, né... Não tem “coelheira”, mas tem armadilha pra coelho...
-Então tá... Vamos lá ver se pegou mesmo.
-Claro que pegou... Ce não ouviu desarmar?
-Tá bom... Tá bom... Vamos olhar então... O que cê colocou de isca?
-Cenoura, né? Dãããããã! Burro. Vamos lá perguntar pra ele porque ele esconde todo ano os ovos de Páscoa em vez de entregar pra gente logo...
-Vamos...

A armadilha nada mais era que uma enorme caixa de um aparelho de TV como se fosse uma antiga arapuca para pegar passarinhos. Daquelas que nossos pais e avós sempre nos contavam como sendo a melhor e mais eficiente armadilha já feita.

-Cê abre, se ele tentar fugir eu pego.
-Você? Pega nada... Ce tem medo de gato, vai pegar o coelho que jeito?
-Não tenho medo de gato não... Eu só não gos…

F1 2018 - Austrália: uma leitura

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A abertura do campeonato na Austrália nunca é confiável para uma leitura indicativa do futuro do campeonato.
Principalmente olhando apenas para os resultados da prova.
Uma pista de rua, embora não pareça, que recebe os carros ainda verdes do ponto de vista da evolução dos projetos.
Mas serve para termos uma ou outra coisa que indicará o caminho para se entender, mais a frente, os rumos que o campeonato terá tomado.

Uma das coisas que se pode notar é que a Mercedes ainda é o carro a ser batido.
Sem o safety car virtual (depois safety car real) teria sido quase impossível que Vettel ganhasse a prova.
Hamilton já havia pulado à frente e aberto entre três e quatro segundos e víamos o alemão da Ferrari impotente na tarefa de alcança-lo. Ultrapassar então...
Com os incidentes da Haas e a diminuição do ritmo, o resfriamento dos freios pode ter causado algum dano ao carro do inglês.
De fato, apenas a ascensão do alemão à ponta da corrida e uma estranha incapacidade da Mercedes de Lewis mesmo …

F1 2018: Austrália - A cama ficou mais atraente durante a corrida

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Confesso que ao tocar o despertador para avisar que era hora do GP da Austrália eu vacilei entre desligar o relógio e continuar a dormir ou ir para a sala para ver a corrida.

Não entenda mal, ainda amo a F1.
A relação é antiga... Data de 1983, mas (ou talvez por isto, vai saber...) fica cada vez mais complicado gostar destes horários da madrugada.
Não bastasse, um passeio da Mercedes em um deja-vu das últimas temporadas ia se anunciando desde a classificação.
Quer mais? O visual lata de lixo imposto por Jean Todt ao implementar o halo nos carros também causa engulhos.
Enfim... Aquela ansiedade pré primeiro GP não me pegou.
Tanto que nem vi os treinos livres e nem a classificação.

E assim que as luzes vermelhas se apagaram, o desconforto e a vontade de ir para a cama aumentaram.
Lewis pulou na frente e abriu: 3 segundos para o segundo, 6 para o terceiro e mais de vinte para o quarto ainda a volta 18.
E logo, um dos grandes motivos para o bode com as transmissões reapareceu também.
Sem …

F1 2018: Austrália, sua linda, vem logo!

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Semana de GP é sempre bom darmos uma geral no país que vai receber a corrida e desta vez é ainda mais especial, já que é o GP da Austrália,  a corrida que abre a brincadeira.

A Austrália é um país sui generis.
Começa que é longe para cacete e é tão continental quanto o Brasil.
Uma de suas cidades mais conhecidas é a linda: Sidney. Assim como o Brasil tem o Rio de Janeiro. Porém a capital é Camberra, que, igual nossa Brasília, ninguém fora do país sabe que existe.

Tem uma culinária completamente estranha.
Um dos principais pratos lá é a Meat Pies, que são umas tortinhas assadas com carne moída.
E você pode dizer agora: “-Ah Groo, vá se ferrar... Isto aí não passa de esfiha aberta!”.
Pode ser... Mas por acaso você já comeu esfiha sabor canguru? E crocodilo?
O legal é que as esfihas deles são regulamentadas por lei.
É... Por lei! Cada esfiha não pode ter menos que vinte e cinco por cento de carne. Senão o bicho pega...

Eles têm lá uma pasta à base de trigo para passar no pão chamada Vege…

F1 2018: os outros caras

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Os protagonistas já foram analisados, sobraram os outros caras...
Ninguém nega o talento dos “segundos pilotos” para esta temporada nas equipes de ponta.
Mercedes, Ferrari, Red Bull e – vá lá que seja! – McLaren, tem a sua disposição ótimos nomes complementares para suas duplas de pilotos.
A Ferrari, por exemplo, conta com um campeão mundial...

Kimi Raikkonen é dos bons.
O título que ganhou veio com uma segunda metade de temporada fascinante.
Da Hungria para frente, seus piores resultados foram dois terceiros lugares (Itália e Japão, respectivamente) e mesmo tendo que contar com a ajuda de Felipe Massa na última corrida do ano entregando-lhe uma vitória fácil, os méritos são todos dele.
Porém, daí em diante, Kimi se tornou um piloto com lampejos...
Muitas vezes acusado de preguiçoso ou apático, alternou temporadas memoráveis (como na Lotus, por exemplo) com momentos vexaminosos (o contrato rasgado com a Ferrari, para onde, inexplicavelmente, voltaria algum tempo depois.
Acordado, é um…

F1 2018: Ricciardo

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Ele não tem os títulos que ostentam Alonso, Hamilton e Vettel...
Mas poderia.
Ele não tem a história de nenhum dos três.
E nem precisa. Tem a torcida de toda a comunidade da F1.
Ricciardo é, pelo menos, o segundo piloto predileto de todo o torcedor das corridas.
Em seu pouco tempo de F1, Daniel Ricciardo passou pela inexpressiva HRT, Toro Rosso e finalmente em 2011 assumiu uma das vagas do time da principal da Red Bull, após ter sido piloto de sua academia.
De lá até aqui acumulou cinco vitórias, uma pole position e vinte e sete pódios.

Ricciardo se destaca por ser um piloto corajoso e extremamente técnico.
O que não castra em nada sua agressividade.
Todos os incensados da F1 atual já sofreram sendo perseguidos pelo australiano.

Dos pilotos ainda sem título, é o que está mais pronto para o triunfo.
E não bastasse o talento, o australiano ainda é possuidor de um carisma altíssimo.
Simpático, sempre sorridente e bem-humorado, fez com que déssemos boas risadas durante as ações promocionai…

F1 2018: Vettel

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Vettel é, ao menos no momento, o maior rival de Hamilton...
Com ambos ostentando quatro títulos mundiais e em momentos muito bons de suas carreiras, o embate do século em busca do quinto título promete.
A imprensa já havia, desde o fim do campeonato passado (vencido por Hamilton em uma virada na segunda metade do campeonato) dado enfoque a esta história.
Com o início da pré-temporada em Barcelona, as coisas foram se aclarando e como a Ferrari andando bem e a Mercedes continuando como é, parece que a tônica será esta mesma.
A não ser que a Red Bull confirme sua ascensão e entre para a briga de fato.

Mas o assunto aqui é Vettel.

Após apresentar seu cartão de visitas em Monza sob chuva e pilotando uma Toro Rosso, dominou o mundo por quatro temporadas seguidas junto à Red Bull.
Seus últimos anos no time rubro taurino não foram dos melhores e antes de se juntar à máfia de Maranello, chegou a ser batido por seu companheiro de equipe, Daniel Ricciardo, dando aos detratores o argumento de que…

A solução para os azares de Alonso

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E ainda durante a semana de testes em Barcelona... Fernando Alonso recebe um telefonema.

-Alô?
-Alô! Fernando?
-Si... Quien és?
-Eric Boulier...  Você recebeu?
-Que?
-O envelope com as passagens.
-Si, claro, estarei en la Autrália para los compromissos comerciales antes de la carrera.
-Não, não... Olhe direito dentro do envelope, são passagens para Israel.
-Como és?
-Israel, Fernando... No oriente médio.
-Tengo algum compromisso lá? Patrocinadores? Fornecedores?
-Não, não...  Na verdade, Israel é apenas a porta de chegada... De lá você vai para a Palestina.
-Ainda no estoy entendiendo... O que voy hacer lá? La region está en conflito.
-Sim, está... É triste, mas entenda: precisamos que você vá até lá. É muito importante.
-Ok, yo voy. Pero quiero explicações: voy hacer o que lá?
-Bem... Estamos muito contentes com seu trabalho na equipe, mas...
-Pero?
-Estamos preocupados com a sua má sorte.
-Que esto tiene con Israel, Palestina e esta viagem toda?
-É que... Bem... Você deve saber melh…

F1 2018: Hamilton

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Lewis Hamilton não passa por nenhuma espécie de jejum...
É o atual campeão e foi o piloto com mais vitórias em 2017.
Não bastasse, ainda está montado na melhor equipe dos últimos anos e favorita novamente para esta temporada.

Havia uma desconfiança sobre sua motivação quando perdeu para um ultra focado Nico Rosberg em 2016.
Havia desconfiança sobre como reagiria quando confrontado com um piloto da mesma envergadura em outra equipe rival.
A briga renhida com Sebastian Vettel dirimiu tudo e ainda colocou um pouco mais de certeza nas cabeças daqueles que já o achavam o melhor em atividade.
Que duvidas ainda restam sobre Lewis?
Talvez – e só talvez – como se comportaria tendo de guiar um carro ruim, malnascido ou pouco competitivo...
Mas sejamos francos e honestos: não existe piloto bom em carro ruim.

Para este ano, Hamilton promete uma versão melhor de si.
Há onde melhorar?
Sempre há.
Uma luta em pé de igualdade de fato, com motores que se igualem, carros  de diferentes equipes se equipa…

45 anos do lado escuro da lua

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Esta semana o disco Dark Side of The Moon (1973), do Pink Floyd completa quarenta e cinco anos.
O disco tem os números mais expressivos possíveis.
Ficou 741 semanas nas paradas norte-americanas entre seu lançamento e o ano de 1988.
Vendeu mais de 45 milhões de copias, o que – em uma conta rasa e simplista – dá um milhão de cópias por ano.

Em 2017, veja só, foi um dos discos em vinil mais vendidos. Isto em tempos de streaming (pós CD).
Não bastasse, sua icônica capa é das imagens mais conhecidas em todo o mundo.
A pessoa pode não suportar uma só nota da música feita pelo grupo, mas ao ver a capa com a imagem do prisma sem nenhuma menção à banda, e ela sabe que se trata de Pink Floyd.
O disco também é o último da banda em que Roger Waters não é o cuzão dominador que passou a ser já nos dois discos posteriores, mas é perdoado por se tratar de dois clássicos absolutos (Wish you were here/ 1975 e Animals/1977).
Mas a partir de The Wall, se tornou, além de cuzão dominador, um puta dum chato…