21 de jul de 2017

F1 2017: Inimigo nas sombras?

Desde que assumiu o comando do show, a Liberty tem acertado a mão em algumas coisas que a antiga gestão não mexia e quando o fazia era um desastre total.
As transmissões televisavas estão melhores, com recortes bem feitos e tendo a preocupação de encontrar pontos humanos seja nos boxes ou nas arquibancadas.
Os carros estão mais bonitos e Ross Brawn já falou que isto é uma necessidade da categoria,
A inserção da categoria nas redes sociais tem sido feita de forma simpática e até o youtube já conta com um canal oficial da F1 com bons vídeos.
As corridas têm menos punições idiotas e a empresa dona da bagaça toda já sinalizou em relação a manutenção dos palcos mais tradicionais em detrimento a pistas novas e supervalorizadas (esportiva e financeiramente).
Mas parece que tem gente descontente com isto. E gente grande.
Obviamente aqui trata-se de especulação, mas as coisas que começaram a acontecer nos últimos tempos levam a pensar que há quem queira sabotar o jogo e o motivo não pode ser outro senão grana. Claro.
Alguns exemplos:

Após o episódio da briga na pista entre Hamilton e Vettel, a punição em pista foi dada e pensava-se que a vida seguiria, mas a FIA, comandada hoje pelo francês Jean Todt se meteu no meio, abriu uma nova investigação e pensava em punir o alemão (que disputa agora ponto a ponto o campeonato com Lewis) com uma ou mais provas de suspensão.
O que convenhamos, colocaria água no chope da disputa de forma quase que irreversível e atrasaria o lado da Liberty no que tange ao marketing que está conseguindo já no primeiro campeonato sob sua tutela.
Jean Todt era “camarada” da antiga gestão.

Mesmo dizendo que pretende manter os GP´s tradicionais no calendário (o que mostra que haverá flexibilidade nas negociações sobre taxas) os administradores do circuito de Silverstone (o mais tradicional de todos, já que foi lá que a coisa começou) fizeram valer uma clausula em seu contrato que permite quebra-lo e por conta de custos, deixar de sediar o GP da Grã-Bretanha já a partir de 2019.
Claramente uma pressão para forçar a renegociação das taxas.
Curiosamente é uma das estratégias mais usadas pela velha gestão quando queria arrancar mais dinheiro dos promotores das corridas: ameaçar retirar tal corrida do calendário.

Agora, a respeito da proteção à cabeça dos pilotos em que se estudava implantar algo para o propósito que não deixassem os bólidos descaracterizados ou muito feios, foram testados o Aeroscreen, pensado pela Red Bull e que tinha a aparência de um para-brisas  ou o Halo, uma solução que, aparentemente não protege grande coisa  e que se assemelha às correias de uma sandália do tipo havaianas.
Logo, a própria FIA daria sua sugestão, que no fundo não passava de um genérico da solução criada pela Red Bull e que, levada a pista por Sebastian Vettel em seu Ferrari, foi criticada pelo piloto dizendo que aquilo havia deixado desconfortável com a visão e algumas dúvidas a mais surgiram, como o que aconteceria se a peça se sujasse de óleo ou como aquilo funcionaria na chuva.
Foi informado pela Liberty que os estudos seguiriam e não havia uma data certa para a implementação da proteção, fosse qual fosse.
Do nada e em uma canetada, a FIA cravou que o que vai ser usado será mesmo o tal Halo (uma excrescência que não teria, por exemplo, ajudado Felipe Massa em seu acidente de 2009 em nada).

E que já entrará em uso em 2018, aparentemente sem consultar a GPDA (associação de pilotos), contrariando a Liberty e fazendo exatamente o que fazia a antiga gestão: não dando a menor pelota para os fãs ao redor do globo.

Pode parecer paranoia, teoria conspiratória, mas que tem gente melindrada com o sucesso rápido da coisa e doida para entornar o caldo da Liberty sabotando como der as ações, tem.
Tem um morcego na porta principal.

18 de jul de 2017

F1 2017 - Pós corrida: Os boatos inglêses

O fim de semana inglês teve alguns boatos interessantes a serem explorados nas férias que começarão após o próximo GP a ser disputado na Hungria.

O primeiro foi o rompimento do acordo entre a equipe Sauber e a Honda.
Sopra-se que os nicômicos (junção de nipônicos com cômicos) estariam putos da cara com a forma como foi tratada a questão Monisha Katelborn no time suíço.
Dizem também que os japoneses se recusam a conversar com o novo dono da equipe, Marcus Ericsson, e foram procurar outro time para estragar, digo, entregar seus motores.

Daí o segundo boato, ventilado pela turma que faz podcasting enquanto passa a corrida na TV, porque narrar e comentar mesmo, Reginaldo, Galvão e Luciano não fazem faz tempo...
Os boquirrotos deram conta de que após deixarem de lado a Sauber, os japoneses vão fechar acordo com a Toro Rosso, pré-primário da escola de pilotagem da Red Bull.
A creche rubro taurina já andou com motores de segunda linha da Renault e Ferrari, agora vai pode ser empurrada pelos motores de segunda linha da Honda.
E mesmo que a Honda deixe de lado a McLaren para ser fornecedora apenas da Toro, ainda assim estarão – por um bom tempo – com motores de segunda linha.
Ou como disse Alonso em outra temporada: GP2 engines.

Aliás, outro boato envolvendo a Toro é de que seu motorista Carlos Sainz Jr., que até agora não honrou o sobrenome famoso, estará já na corrida da Hungria vestindo o preto e amarelo da casa Lufa-lufa...
Ah não, desculpe, ele não está de partida para Hogwarts, mas para a Renault, substituir outro sobrenome famoso que não sabe pilotar, mas insiste, Jolyon Palmer.
Não dá nem para dizer que Sainz Jr. é uma tentativa da Toro de sabotar algo na Renault, já que o cara que ele vai substituir já é um tipo de sabotagem...
Também corre a boca pequena que Kvyat pode não ficar mais na equipe.
Ficamos aqui todos consternados e preocupados com o futuro da equipe B da Red Bull, já não basta estar ameaçada de ter motores horrorosos para 2018, ainda vai ter que contar com dois pilotos novatos do programa da equipe mãe.
A preocupação é pelo fato de os dois que estão pilotando os carros de latinha são considerados, no momento, os dois melhores do programa e visto isto, quão ruins não serão os outros que estão lá então?

16 de jul de 2017

F1 2017 - Grã Bretanha: um campeonato se faz com bons pilotos, bons carros e sorte, bastante sorte

Silverstone é tradicional, é histórico e bla bla bla...
A verdade é que depois que trocaram o local da largada da corrida, fiquei perdido.
Só não tenho pelo circuito o mesmo amor que tenho por Monza ou Spa, mas obviamente, gosto de ver as corridas disputadas lá.
Até porque, para se ter um campeonato de F1 minimamente decente, é preciso ter uma corrida na Inglaterra, e se for em Silverstone, melhor ainda.

A corrida deste ano trazia a sombra do domínio da Mercedes (como no ano passado), mas só contava com o molho (de hortelã, como nos pratos da culinária inglesa e que é horrível) de ter Bottas largando na nona colocação após ter que trocar câmbio.
Logo na volta de apresentação um inútil Jolyon Palmer teve problemas no carro e ficou pelo caminho.
Largada abortada.
Assim que alinharam novamente e as luzes se apagaram Lewis pulou na frente e deixou uma briga mais intensa para Vettel, Kimi e Max Verstappen.
Briga que durou pouco, já que outros dois inúteis que dirigem pela Toro Rosso se encontraram, se arrancaram da corrida e trouxeram o safety car para a pista.
Pensando em Kvyat e Sainz Jr. fico imaginando o nível dos pilotos da academia mantida pela Red Bull se estes dois tapados é que são os melhores do momento.

No quinto giro voltou a valer a aceleração e Hamilton se manteve na frente com a tranquilidade de ter atrás de si uma incógnita chamada Kimi Raikkonen.
Enquanto isto, na sequência de voltas entre a 13 e a quinze, Vettel e Verstappen travaram uma luta de gente grande pela terceira posição.
Max não é fácil de ser ultrapassado e Vettel não é de desistir. Ambos usaram a pista e mais um pouco.
Por sorte nossa, a Liberty é mais relaxada nestas questões. Se fosse a antiga gestão, a briga entraria sob investigação e era bem capaz de sobrar punição aos dois.
Na volta dezenove, Vettel foi aos boxes e encerrou por hora a questão.
Quieto, vindo de trás e com pneus mais duros, Bottas preparava ali o undercut para ganhar, nos boxes, a posição do ferrarista e do piloto da Red Bull.
Uma grande corrida também se faz com uma grande estratégia.

Hamilton foi aos boxes na volta vinte e seis, na volta, saiu atrás de Bottas, que foi o último dos ponteiros a parar.
Por mais que Bottas tivesse deixado Hamilton passar logo na sequência, Bottas já havia cumprido sua meta de estar ao menos na segunda posição à esta altura.
Eram os efeitos da briga entre Vettel e Max aparecendo.
Só não se contava com a demora do finlandês gordinho em ir para os boxes.
Com pneus mais macios, tanto Vettel quanto Kimi recuperaram suas posições.
A briga agora seria com Bottas de pneus mais novos (e carro melhor) encostando nas Ferrari para brigar na pista pelas posições.
O que aconteceu na volta 43 com Bottas colocando pressão em Vettel que não dava moleza.
Bottas por fora da pista, Vettel travando pneus, bonito de se ver, mas com um conjunto melhor calçado, Bottas passou na reta, aí sim, sem maiores esforços.
E a uma volta do fim, Kimi fica sem pneus e tem que ir aos boxes.
A dobradinha da Mercedes estava sacramentada.
E melhor, Vettel, que havia herdado a terceira posição também fica sem pneus e com um furo vai aos boxes na última volta chegando apenas na sétima posição.
A diferença na tabela caiu para apenas um ponto entre o ferrarista e o piloto da Mercedes.
Um campeonato, para ser realmente emocionante precisa de ao menos dois pilotos de equipes diferentes disputando e uma grande dose de sorte.
E claro, ao menos uma corrida na Inglaterra. Sendo em Silverstone, melhor ainda.

13 de jul de 2017

Dia mundial do Rock

Em 13 de julho 1985, Bob Geldof organizou um concerto que – segundo ele – chamaria a atenção para a fome na Etiópia.
Deste concerto, chamado apropriadamente de Live Aid, participaram monstros sagrados do rock:

Queen, Scorpions, David Bowie, Paul McCartney, The Who, Dire Straits, uma quase reencarnação do Led Zeppelin que contava com Phil Collins no posto que pertenceu a John Bonzo Bohan, o então emergente U2 entre outros.
As apresentações foram em dois palcos, um em Wembley, Londres e outro na Filadélfia, no estádio JKF.
Houve também artistas se apresentando em Tókio, Moscou e Sidney.
A esta data foi atribuído dia mundial do rock.

Provavelmente não foi o primeiro concerto coletivo com fins beneficentes, mas foi com certeza o mais famoso, o mais visto ao redor do mundo.
Segundo alguns historiadores e pesquisadores musicais, o evento serviu definitivamente, para alçar o gênero - já há muito consolidado - à condição de musica adulta, séria e não mais um arroubo de adolescentes e baderneiros.
Balela…
O rock sempre foi e sempre será música libertária/libertina, desencanada e descompromissada, mesmo servindo a fins humanitários.
Tanto que perguntado ao fim do evento se o concerto conseguiria mudar a atitude do mundo em relação à situação do país africano, Bob Geldof não titubeou ao responder:
“-Não!”.

Mas que foi divertido, ah isto foi…

12 de jul de 2017

O rock no Brasil não acabou, você que é preguiçoso 2: Besouro Rosa da Esquina.

Jackie Stewart, piloto tri campeão do mundo de F1, atribuiu uma vez à agua consumida por aqui o sucesso dos brasileiros na categoria.
Tendo em vista esta premissa, deve haver algo na água consumida em Minas para que tantos bons nomes surjam na música por lá.
Mas como músicos não são muito afeitos a consumir água, vamos dizer que é o ar das montanhas...
Do Clube da Esquina ao Sepultura passando por Skank e Pato Fu (J Quest não) os artistas vindos da terra do pão de queijo conseguem aliar – sempre! – boas letras com boas melodias e ótimos instrumentistas.
Não por acaso, também é assim com o Besouro Rosa da Esquina, banda formada em Muriaé, região da Zona da Mata mineira e que conta com Alessandro Supertramp (voz, guitarras) Rafael Schelb (bateria e percussão), Tyson Rodrigo (guitarra) e Leandro Oliveira (baixo)

O Início (2017, independente) produzido por Claudir Panda é o primeiro EP oficial da banda e tem, claro, todos os elementos que se encontra em primeiros trabalhos, para o bem e para o mal.
Não espere ouvir melodias intrincadas, cheia de notas e arranjos mirabolantes ou rocambolescos.
A simplicidade dá o tom. E importante, não confunda simplicidade com indigência. Tudo é muito bem composto e arranjado. Não há pontas soltas nas melodias e o disco é bem resolvido com o frescor de novidade sem invencionices. Sacou?

Começa com “Somos Todos Tolos” e uma slide guitar esperta sobre uma base sólida nos lembra country songs.
A harmônica tocada por Alessandro Supertramp remete aos anos sessenta, mas passa longe do sopra e chupa executado por Bob Dylan, por exemplo. Se for realmente necessário comparar, que seja à Lennon ou Jagger que impunham melodia ao instrumento.
Baixo e bateria dialogam enquanto um teclado (cortesia de Felipe Alves que foi convidado a gravar o instrumento) faz a cama para que Supertramp cante sobre a desesperança cínica que tomou conta do país e da falta de ações concretas para sair do buraco.

Tambores anunciam a chegada de “Deb Song”, uma canção de amor que consegue pôr no mesmo bar William Shakespeare e Napoleão Bonaparte e unir Don Quixote e o dragão de São Jorge.
O resultado final é uma canção que deixa o tema da separação amorosa leve e até engraçado, como aquelas histórias de que a gente ri depois de muito tempo que passou.

Já “Qualquer Lugar” conta uma letra bonita e melodia envolvente, Supertramp canta com emoção genuína e encontra soluções originais para a métrica da letra.
A banda toca de forma elegante e é possível, fechando os olhos, enxerga-los sobre o palco.

“Novembro de 2015” é um hard rock pesado, tanto na parte instrumental quanto na temática da letra.
A guitarra agressiva e as viradas da bateria conduzem a música até a entrada da parte recitada da letra que evoca o mega acidente ecológico em Mariana e cita também os atentados no Bataclan em Paris.
Mas quando o vocalista inicia um rap o show passa a ser do baixista Leandro Oliveira que conduz sob fio de navalha deixando espaço para as guitarras florearem em solos e bases iradas.
Vale a pena acompanhar a letra nervosa que mostra que a diversidade de temas é um caminho sólido para a banda.

O disco fecha com “A Força”, um rock com ares épicos e um solo de guitarra que gruda no hd do ouvinte e termina deixando um gosto bom de quero mais.

Depois de ouvir o disco algumas vezes passamos a duvidar tanto da máxima do piloto quanto da teoria do ar das montanhas.
A gente fica com o talento dos envolvidos e com uma pequena pulga atrás da orelha: será que não podia durar só mais um pouquinho?

Ouça aqui: 

9 de jul de 2017

F1 2017 - Áustria: O GP do quase

As corridas na Áustria costumam ser boa naturalmente.
O traçado ajuda, o clima também.
Fatos memoráveis em corridas passadas trazem a lembrança corridas divertidas (triste para alguns, mas é a vida hehehehe)

O deste ano tem um tempero especial.
Os acontecimentos em Baku, ainda que devidamente apurados, investigados, punidos e ameaçados de novas punições, ainda são frescos na memória e podem (ou não) ter algum desdobramento. Nem que seja uma passividade sem graça na pista.
A perda de cinco posições, aliada à classificação não tão boa faz com que um dos protagonistas, Hamilton, largue na oitava posição, enquanto Vettel é o segundo na fila de saída.
A princípio esperava-se que Bottas, o pole, segurasse Vettel para que Hamilton chegasse, só não contavam com os problemas de pneus que todos acabariam enfrentando e, claro, com o fato de Bottas também querer vencer.

As perguntas começaram a ser respondidas quando as luzes se apagaram.
Bottas partiu limpo e foi abrindo, trazendo atrás de si Vettel escorado na máxima de que seu carro tem ritmo de corrida melhor.

Azar de Verstapinho que foi tocado, saiu da pista e teve de abandonar.
Não é bem uma novidade, mas Alonso também abandonou.
O espanhol teve que desviar de Sainz Jr, que largou muito mal e foi acertado por trás pelo russo Kvyat no alto da ladeira.
Há tempos a Toro Rosso não tinha uma dupla de pilotos tão ruim.

Enquanto se especulava (sem razão) que a ótima largada de Bottas era fruto de uma queimada de largada, a outra Mercedes vinha ganhando posições.
Na nona volta, Hamilton já era o quinto e assim foi até a troca de pneus que começaram na volta 32.
Mesmo apresentando bolhas, ninguém foi antes aos boxes.
O líder, Bottas, só foi aos boxes na volta 42, Kimi, que com a parada de Vettel herdou a segunda posição, ainda demorou a fazer sua parada, talvez para ajudar a segurar o ritmo de Bottas, mas uma Mercedes com pneus novos é difícil de segurar e na volta 44 Bottas passou e foi embora. Só aí Kimi foi para os boxes.
Se a Ferrari não tem mais o melhor ritmo de corrida em relação aos Mercedes, ao menos ainda parecem tratar melhor o desgaste de pneus.
Após a rodada de pits, a maior novidade era Hamilton ter ganho a posição de Kimi e ocupar o quarto lugar, como desvantagem, os pneus do inglês se desgastavam rapidamente sendo possível ver nos closes e câmeras onboard o estrago.
E ainda assim, na volta sessenta, fez a volta mais rápida da corrida.

Apenas nas duas últimas voltas a emoção apareceu em duas brigas simultâneas: Hamilton tentando passar Ricciardo pelo terceiro lugar e Vettel brigando com Bottas pela ponta.
Mas nada feito.
Segunda vitória de Bottas e Vettel em segundo para ter vinte pontos de vantagem sobre Hamilton no campeonato.

7 de jul de 2017

F1 2017: Uma sexta que precede o GP

Arrependido, Vettel disse ter tomado decisão errada em relação a Lewis em Baku.
Na verdade, ele até tomou a decisão certa, mas errou na execução.
Nem conseguiu tirar o cara da pista! Bateu do lado e nem foi com força pra quebrar uma suspensão ou jogar o cara no muro...
Deviam dar mais dez segundos só por não ter feito nada no carro da Mercedes.

Vettel também justificou a demora em pedir desculpas a Hamilton.
Ele não tem twiter, não tem Instagram, não usa facebook e nem uátizape.
“-Eu poderia ter telefonado, mas como a maioria destes jovens do novo milênio, Lewis também não sabe atender telefone. Ah, e claro.... Eu poderia ter dado uma declaração à imprensa com uma nota oficial pedindo desculpas, mas não sei se ele sabe ler. ” – Disse o alemão.

Já Hamilton disse que após bate papo com Vettel, os acontecimentos no Azerbaijão são “aguas passadas”.
E aguas passadas não movem moinhos e nem geram punições, mas deixam a porta aberta para dar outro brake test nele e ele não poder dizer mais nada.... Ficar pianinho, se não vai ter punição muito mais nível hard que apenas dez segundos.

E Lewis disse também que aceitou as desculpas de Vettel, mas ainda está esperando uma resposta mais dura da FIA.
Tipo: “-Te perdoei, mas quero ver você queimar no inferno! ”.

E Daniel Ricciardo, que não tem quase nada a ver com isto disse que a punição ao Vettel foi mais que justa.
O problema com o encosto de cabeça do Lewis também foi justo.
Os problemas no carro de Felipe Massa também foram justos.
Tudo isto para não admitir que a vitória caiu em seu colo e dizer que não esperem nada parecido na corrida no autódromo que pertence à equipe que ele corre.

Para fechar...
A Liberty acertou em modificar os carros da F1 e deixá-los mais bonitos.
Acertou em flexibilizar os julgamentos de disputas conseguindo assim ter menos punições por questões de pista.
Acertou em colocar a entrevista pós classificação direto da pista logo após terminar.
Acertou em deixar os pilotos mais livres para falar e fazer o que quiserem no pódio. Ricciardo tomando champanhe na sapatilha é impagável.
Acertou até em colocar diretores de imagens mais “engraçadinhos”...
Mas a Liberty acertou mesmo foi em mandar mala direta para quem assina o site da F1 divulgando o GP da Áustria com o título: Run to the hills.
Yeah!
Run for your liiiiiiiiiiiiives!.

5 de jul de 2017

F1 2017: 2 toques (na verdade um toque e uma pancada)

A F1 chegará a Áustria, um lugar tradicional e com uma pista bem boa, ainda sob o impacto da “investigação” que a FIA promoveu sobre o acidente/incidente/rixa de Baku.
Vettel pediu desculpas, prometeu se comportar e não teve mais nenhum tipo de punição além dos dez segundos que tomou na pista do Azerbaijão.
Para quem achou que os dez segundos foram pouco, foda-se.
O mais engraçado é que não houve sequer, por um momento apenas, uma possibilidade de punição a Hamilton.
A história que ele conta sobre ter diminuído gradualmente a velocidade é risível.
Quem não é burro ou desonesto e viu o vídeo sacou sem maiores traumas que foi uma desaceleração grande e abrupta.
E não é a primeira vez do cara, como andaram dizendo.
O rapaz já mentiu, já forçou situação de falta de combustível, já jogou o carro para cima de Nico Rosberg e por aí vai...
Mas tudo bem.
A disputa chega limpa ao circuito de Spielberg e vamos poder assistir, se tudo der certo para os dois, a briga se desenrolar na pista.
E que saia faíscas.

A nova F1 está fantástica.
Carros mais bonitos.
Mais rápidos.
Dois pilotos de duas equipes diferentes disputando o campeonato prova a prova.
Uma rivalidade nascente entre eles com direito a brigas na pista e intervenção da FIA.
Até alguns acidentes bacanas como aquele em que o Button colocou outro carro de cabeça para baixo em Mônaco já tivemos.
Mas falta algo...
Porém, a Renault parece estar trabalhando para fazer com que este algo que falta seja suprido nesta temporada ou na próxima.
Após ter feito testes em Valência com um carro de 2012 e uma exibição em Goodwood, o polonês batedor Robert Kubica está cotado para andar no carro deste ano da Renault na sexta feira anterior ao GP da Itália.
A princípio, pode ser apenas uma forma de pressionar o motorista Jolyon Palmer a fazer um trabalho minimamente decente com o carro do time francês e ainda dar um golpe promocional.
E o que isto tem a ver com o que falta na F1?
Kubica é o mais cotado no mundo para dar a F1 da Liberty seu primeiro acidente fatal.
Até porque, sorte também acaba e este cidadão que, na minha opinião, não passa de um braço duro/eterna promessa, porrou de forma espetacular e quase morre em todas as categorias que passou.

Fica a pergunta: É assim que a Renault quer voltar a ser grande?

3 de jul de 2017

Bye bye Dennis, Dennis bye bye

Quando se fala em McLaren duas coisas imediatamente vêm à cabeça, uma delas, claro não poderia deixar de Ayrton Senna.
Não por ser “o brasileirinho que conquistou o mundo e blá blá blá...”, longe disto.
Estando envolvido – como espectador – desde 83, provavelmente foi o time que mais vi ganhar corridas.
Senna, Prost, Mika, Hamilton e perdoe se estiver esquecendo alguém.
Aliás, quando comecei neste treco, um dos pilotos da equipe era ninguém menos que Niki Lauda.... Mas penso que não o vi ganhar uma prova. Se vi, não me lembro.
A outra é coisa que vem à mente é Ron Dennis.

Do antigo chefe/dono da equipe de Woking pode-se dizer de tudo.
Desde que era duro, competitivo in extremis, mão de vaca, arrogante, mas não pode dizer de forma nenhuma que não foi um vencedor.
Desde que pegou uma equipe com sérios problemas de orçamento e fundiu com sua Project Four (daí os nomes dos carros do time começarem com MP4: McLaren Project Four) foram dez mundiais de pilotos e sete de construtores.
Há a exclusão do campeonato de construtores de 2007, mas no mundo a parte que é a F1 em que não há santos, ninguém pode acusar pecado de ninguém.

Agora, após ter se afastado (ou ter sido afastado) do comando do time de F1 (dizem que por vingança de Bernie Ecclestone, que condicionou isto à uma pena mais leve no caso da espionagem em 2007), agora o ex chefão vende o que restava de suas ações e se afasta definitivamente da empresa que agora estará nas mãos de (atenção para piada preconceituosa e de cunho estereotipador) alguns ricaços do oriente médio, o que explica – em parte – as bombas que vem colocando nas pistas nos últimos anos e explodido carreiras promissoras e até um campeão do mundo.

Dennis também carregava a imagem de homem inflexível e duro, mas uma cena vista algumas vezes em um documentário sobre Senna joga isto por terra.
Após uma vitória particularmente difícil ou importante – perdoem os lapsos de memória – Ayrton sai do pódio e passa por um corredor apertado em direção à sala onde terá lugar a entrevista coletiva pós corrida.
Escondido atrás de um tapume, Dennis salta e com um balde de água encharca o piloto e sai pulando e rindo como um moleque que acabou de fazer uma grande traquinagem.
Dennis pode até não fazer falta.... Certamente não fará, mas é inegável que a história da F1 deve lhe dedicar um capítulo especial, detalhado e bem longo.
Como poucas pessoas merecem.