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Mostrando postagens de Julho, 2017

F1 2017 - Hungria: histórica e tradicional sim

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Hungria, o país dos Magiares promove corridas de F1 desde o longínquo 1986.
A história deste grande prêmio pode ser lida com uma pequena procurada pelas páginas deste blog.
Sempre muito questionada, já foi dito que a pista deveria sair para deixar lugar a circuitos mais tradicionais.
Bem.... Lá se vão trinta e um anos de existência, logo, já pode-se dizer que é uma pista tradicional. Ou não?
Pode sim... E pode citar as características do circuito tanto quanto se pode fazer isto com Imola e suas variantes, Spa e suas retas e curvas de alta velocidade, Monza e sua full time aceleration...
Hungaroring é travado, seletivo, exigente.

Pela primeira vez em muito tempo, não vai haver um brasileiro no grid de largada.
Felipe Massa, doente, cedeu seu lugar à Paul Di Resta.
Era só o que faltava na história entre Massa e a Hungria.
O piloto brasileiro já perdeu corrida lá faltando três voltas para o fim com uma vantagem considerável por conta de um motor Ferrari estourado.
Já tomou uma molada na …

Hungria: A verdade sobre a ultrapassagem

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Finalmente apurado o que aconteceu realmente no GP da Hungria de 2010 depois de apurado os rádios da Williams e uma testemunha nos boxes.


-Rubens?
-Oi...
-Como está o carro?
-Tá ótimo... Me parece muito mais rápido que antes de trocar os pneus!
-Mas isto é óbvio né, manézão? Com os pneus novos teu carro tem que andar mais mesmo...
-Sensacional...
-Temos uma noticia para você...
-Ixi... Já ouvi este papo antes... Quando meu carro era vermelho....
-Não, não... Você não vai ter que abrir passagem para ninguém.
-Ufa...
-Até porque o Hulk tá beeeeeem na sua frente... Mas eu dizia... O Schumacher tá na tua frente.
-Ah é? Menos mal... Não vai me passar pra nego ficar falando que sou o segundão...
-Não... E quer saber mais?
-Manda!
-Você está dois segundos mais rápido que ele. E se apertar pode até ficar ainda mais rápido.
-Jura? Vou tentar... Dá tempo?
-Dá... Dá sim... Vai lá... Pelo menos dá um susto nele para a gente se divertir...

Então Rubens acelera o carro até ficar incríveis quatro se…

Hungria, 26 de julho de 2009

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Um dos episódios mais dramáticos ocorridos na pista húngara foi, sem dúvida, o incidente de Felipe Massa em 2009.
Durante a qualificação para a largada, a mola que escapou da Brawn GP pilotada por Rubens Barrichello acertou o capacete de Massa pouco acima da viseira, por sorte...
Um pouco mais abaixo e o mínimo que poderia ter acontecido era a aposentadoria de Felipe.

Aquele ano foi realmente muito estranho.
A corrida da Malásia, prevista para cinquenta e seis voltas, acabou no giro 31 por conta da falta de luz natural para prosseguimento da prova, após ter ficado em bandeira vermelha por quase uma hora e meia por conta de uma chuva de proporções diluvianas.
O episódio fez com que para os anos seguintes, a prova fosse mudada de horário.
Também foi o ano da primeira e única vitória de Heikki Kovalainen, provavelmente o pior finlandês da F1.
Para terminar, uma equipe oriunda dos restos da Honda F1, comprada em um management buyout por Ross Brawn e que até sua estreia nas pistas no fim d…

F1 2017 - Hungria: a última antes das férias

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Quando surgiu para a F1, lá no longínquo 1986, a ideia era de que o circuito de Hungaroring era travado demais.
Com apenas uma reta digna do nome e que era posta entre duas curvas quase intermináveis e cegas.
Não havia pontos de ultrapassagem aparentes.
Dizia-se que era extremamente cansativo física e mentalmente para os pilotos por ser de média/baixa velocidade, com muitas curvas e que exigia um nível de atenção muito grande.
À época, não foram poucas as críticas e xingamentos que o traçado recebeu.
O bode foi aliviado (por algum tempo) por conta da batalha épica e histórica entre Nelson Piquet e o outro brasileiro, que ao fim da batalha se recolheu humildemente após ter tomado, provavelmente, a ultrapassagem mais sensacional da história da F1 moderna.
Mas não aliviou tanto...
Todo ano as reclamações voltavam sobre o circuito ser travado demais, sem pontos e blá blá blá...
Se estes reclamões soubessem o que viria pela frente em termos de pistas ruins em lugares sem tradição sempre de…

F1 2017: Inimigo nas sombras?

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Desde que assumiu o comando do show, a Liberty tem acertado a mão em algumas coisas que a antiga gestão não mexia e quando o fazia era um desastre total.
As transmissões televisavas estão melhores, com recortes bem feitos e tendo a preocupação de encontrar pontos humanos seja nos boxes ou nas arquibancadas.
Os carros estão mais bonitos e Ross Brawn já falou que isto é uma necessidade da categoria,
A inserção da categoria nas redes sociais tem sido feita de forma simpática e até o youtube já conta com um canal oficial da F1 com bons vídeos.
As corridas têm menos punições idiotas e a empresa dona da bagaça toda já sinalizou em relação a manutenção dos palcos mais tradicionais em detrimento a pistas novas e supervalorizadas (esportiva e financeiramente).
Mas parece que tem gente descontente com isto. E gente grande.
Obviamente aqui trata-se de especulação, mas as coisas que começaram a acontecer nos últimos tempos levam a pensar que há quem queira sabotar o jogo e o motivo não pode ser o…

F1 2017 - Pós corrida: Os boatos ingleses

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O fim de semana inglês teve alguns boatos interessantes a serem explorados nas férias que começarão após o próximo GP a ser disputado na Hungria.

O primeiro foi o rompimento do acordo entre a equipe Sauber e a Honda.
Sopra-se que os nicômicos (junção de nipônicos com cômicos) estariam putos da cara com a forma como foi tratada a questão Monisha Katelborn no time suíço.
Dizem também que os japoneses se recusam a conversar com o novo dono da equipe, Marcus Ericsson, e foram procurar outro time para estragar, digo, entregar seus motores.

Daí o segundo boato, ventilado pela turma que faz podcasting enquanto passa a corrida na TV, porque narrar e comentar mesmo, Reginaldo, Galvão e Luciano não fazem faz tempo...
Os boquirrotos deram conta de que após deixarem de lado a Sauber, os japoneses vão fechar acordo com a Toro Rosso, pré-primário da escola de pilotagem da Red Bull.
A creche rubro taurina já andou com motores de segunda linha da Renault e Ferrari, agora vai pode ser empurrada pelos …

F1 2017 - Grã Bretanha: um campeonato se faz com bons pilotos, bons carros e sorte, bastante sorte

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Silverstone é tradicional, é histórico e bla bla bla...
A verdade é que depois que trocaram o local da largada da corrida, fiquei perdido.
Só não tenho pelo circuito o mesmo amor que tenho por Monza ou Spa, mas obviamente, gosto de ver as corridas disputadas lá.
Até porque, para se ter um campeonato de F1 minimamente decente, é preciso ter uma corrida na Inglaterra, e se for em Silverstone, melhor ainda.

A corrida deste ano trazia a sombra do domínio da Mercedes (como no ano passado), mas só contava com o molho (de hortelã, como nos pratos da culinária inglesa e que é horrível) de ter Bottas largando na nona colocação após ter que trocar câmbio.
Logo na volta de apresentação um inútil Jolyon Palmer teve problemas no carro e ficou pelo caminho.
Largada abortada.
Assim que alinharam novamente e as luzes se apagaram Lewis pulou na frente e deixou uma briga mais intensa para Vettel, Kimi e Max Verstappen.
Briga que durou pouco, já que outros dois inúteis que dirigem pela Toro Rosso se enc…

Dia mundial do Rock

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Em 13 de julho 1985, Bob Geldof organizou um concerto que – segundo ele – chamaria a atenção para a fome na Etiópia.
Deste concerto, chamado apropriadamente de Live Aid, participaram monstros sagrados do rock:

Queen, Scorpions, David Bowie, Paul McCartney, The Who, Dire Straits, uma quase reencarnação do Led Zeppelin que contava com Phil Collins no posto que pertenceu a John Bonzo Bohan, o então emergente U2 entre outros.
As apresentações foram em dois palcos, um em Wembley, Londres e outro na Filadélfia, no estádio JKF.
Houve também artistas se apresentando em Tókio, Moscou e Sidney.
A esta data foi atribuído dia mundial do rock.

Provavelmente não foi o primeiro concerto coletivo com fins beneficentes, mas foi com certeza o mais famoso, o mais visto ao redor do mundo.
Segundo alguns historiadores e pesquisadores musicais, o evento serviu definitivamente, para alçar o gênero - já há muito consolidado - à condição de musica adulta, séria e não mais um arroubo de adolescentes e badernei…

O rock no Brasil não acabou, você que é preguiçoso 2: Besouro Rosa da Esquina.

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Jackie Stewart, piloto tri campeão do mundo de F1, atribuiu uma vez à agua consumida por aqui o sucesso dos brasileiros na categoria.
Tendo em vista esta premissa, deve haver algo na água consumida em Minas para que tantos bons nomes surjam na música por lá.
Mas como músicos não são muito afeitos a consumir água, vamos dizer que é o ar das montanhas...
Do Clube da Esquina ao Sepultura passando por Skank e Pato Fu (J Quest não) os artistas vindos da terra do pão de queijo conseguem aliar – sempre! – boas letras com boas melodias e ótimos instrumentistas.
Não por acaso, também é assim com o Besouro Rosa da Esquina, banda formada em Muriaé, região da Zona da Mata mineira e que conta com Alessandro Supertramp (voz, guitarras) Rafael Schelb (bateria e percussão), Tyson Rodrigo (guitarra) e Leandro Oliveira (baixo)

O Início (2017, independente) produzido por Claudir Panda é o primeiro EP oficial da banda e tem, claro, todos os elementos que se encontra em primeiros trabalhos, para o bem e pa…

F1 2017 - Áustria: O GP do quase

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As corridas na Áustria costumam ser boa naturalmente.
O traçado ajuda, o clima também.
Fatos memoráveis em corridas passadas trazem a lembrança corridas divertidas (triste para alguns, mas é a vida hehehehe)

O deste ano tem um tempero especial.
Os acontecimentos em Baku, ainda que devidamente apurados, investigados, punidos e ameaçados de novas punições, ainda são frescos na memória e podem (ou não) ter algum desdobramento. Nem que seja uma passividade sem graça na pista.
A perda de cinco posições, aliada à classificação não tão boa faz com que um dos protagonistas, Hamilton, largue na oitava posição, enquanto Vettel é o segundo na fila de saída.
A princípio esperava-se que Bottas, o pole, segurasse Vettel para que Hamilton chegasse, só não contavam com os problemas de pneus que todos acabariam enfrentando e, claro, com o fato de Bottas também querer vencer.

As perguntas começaram a ser respondidas quando as luzes se apagaram.
Bottas partiu limpo e foi abrindo, trazendo atrás de si Ve…

F1 2017: Uma sexta que precede o GP

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Arrependido, Vettel disse ter tomado decisão errada em relação a Lewis em Baku.
Na verdade, ele até tomou a decisão certa, mas errou na execução.
Nem conseguiu tirar o cara da pista! Bateu do lado e nem foi com força pra quebrar uma suspensão ou jogar o cara no muro...
Deviam dar mais dez segundos só por não ter feito nada no carro da Mercedes.

Vettel também justificou a demora em pedir desculpas a Hamilton.
Ele não tem twiter, não tem Instagram, não usa facebook e nem uátizape.
“-Eu poderia ter telefonado, mas como a maioria destes jovens do novo milênio, Lewis também não sabe atender telefone. Ah, e claro.... Eu poderia ter dado uma declaração à imprensa com uma nota oficial pedindo desculpas, mas não sei se ele sabe ler. ” – Disse o alemão.

Já Hamilton disse que após bate papo com Vettel, os acontecimentos no Azerbaijão são “aguas passadas”.
E aguas passadas não movem moinhos e nem geram punições, mas deixam a porta aberta para dar outro brake test nele e ele não poder dizer mais n…

F1 2017: 2 toques (na verdade um toque e uma pancada)

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A F1 chegará a Áustria, um lugar tradicional e com uma pista bem boa, ainda sob o impacto da “investigação” que a FIA promoveu sobre o acidente/incidente/rixa de Baku.
Vettel pediu desculpas, prometeu se comportar e não teve mais nenhum tipo de punição além dos dez segundos que tomou na pista do Azerbaijão.
Para quem achou que os dez segundos foram pouco, foda-se.
O mais engraçado é que não houve sequer, por um momento apenas, uma possibilidade de punição a Hamilton.
A história que ele conta sobre ter diminuído gradualmente a velocidade é risível.
Quem não é burro ou desonesto e viu o vídeo sacou sem maiores traumas que foi uma desaceleração grande e abrupta.
E não é a primeira vez do cara, como andaram dizendo.
O rapaz já mentiu, já forçou situação de falta de combustível, já jogou o carro para cima de Nico Rosberg e por aí vai...
Mas tudo bem.
A disputa chega limpa ao circuito de Spielberg e vamos poder assistir, se tudo der certo para os dois, a briga se desenrolar na pista.
E que …

Bye bye Dennis, Dennis bye bye

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Quando se fala em McLaren duas coisas imediatamente vêm à cabeça, uma delas, claro não poderia deixar de Ayrton Senna.
Não por ser “o brasileirinho que conquistou o mundo e blá blá blá...”, longe disto.
Estando envolvido – como espectador – desde 83, provavelmente foi o time que mais vi ganhar corridas.
Senna, Prost, Mika, Hamilton e perdoe se estiver esquecendo alguém.
Aliás, quando comecei neste treco, um dos pilotos da equipe era ninguém menos que Niki Lauda.... Mas penso que não o vi ganhar uma prova. Se vi, não me lembro.
A outra é coisa que vem à mente é Ron Dennis.

Do antigo chefe/dono da equipe de Woking pode-se dizer de tudo.
Desde que era duro, competitivo in extremis, mão de vaca, arrogante, mas não pode dizer de forma nenhuma que não foi um vencedor.
Desde que pegou uma equipe com sérios problemas de orçamento e fundiu com sua Project Four (daí os nomes dos carros do time começarem com MP4: McLaren Project Four) foram dez mundiais de pilotos e sete de construtores.
Há a ex…