26 de jul de 2017

Hungria, 26 de julho de 2009

Um dos episódios mais dramáticos ocorridos na pista húngara foi, sem dúvida, o incidente de Felipe Massa em 2009.
Durante a qualificação para a largada, a mola que escapou da Brawn GP pilotada por Rubens Barrichello acertou o capacete de Massa pouco acima da viseira, por sorte...
Um pouco mais abaixo e o mínimo que poderia ter acontecido era a aposentadoria de Felipe.

Aquele ano foi realmente muito estranho.
A corrida da Malásia, prevista para cinquenta e seis voltas, acabou no giro 31 por conta da falta de luz natural para prosseguimento da prova, após ter ficado em bandeira vermelha por quase uma hora e meia por conta de uma chuva de proporções diluvianas.
O episódio fez com que para os anos seguintes, a prova fosse mudada de horário.
Também foi o ano da primeira e única vitória de Heikki Kovalainen, provavelmente o pior finlandês da F1.
Para terminar, uma equipe oriunda dos restos da Honda F1, comprada em um management buyout por Ross Brawn e que até sua estreia nas pistas no fim de semana do GP de abertura do campeonato na Austrália, não tinha andado um misero quilometro sequer dominou a primeira parte do campeonato como só a Ferrari de Schumacher havia feito. Resultado: ganhou o campeonato de construtores.
Mais esquisitice? Apesar de não ter tido o mesmo desempenho na segunda metade do campeonato, a Brawn GP levou os títulos de pilotos com Jenson Button, o mais apagado dos campeões da F1.

Mas foi naquele fim de semana de julho, mais precisamente no dia 26, que a F1 viveu seu dia mais dramático após aquele maio de 1994.
A tensão era visível nos rostos das pessoas que atenderam o piloto da Ferrari ainda na pista.
Aliado a já tradicional falta de informações em caso de acidentes com alguma gravidade, a recuperação das imagens em que o Ferrari de Felipe sai reto da pista de forma inexplicável deixava tudo mais nublado.
De falha mecânica à falha humana tudo foi especulado até que imagens on board mostraram claramente um objeto vindo em direção ao carro.
As imagens que se seguiram, com Massa sendo carregado no colo com o capacete arrebentado e sangue visível.

A sensação de estranheza não melhorou com a declaração de Rubens Barrichello, que após ir ver o amigo no centro médico da pista, disse que ele tinha sido sedado para se acalmar, mas estava bem.
Felipe ainda ficaria por alguns dias internado em um hospital em Budapeste e após a alta médica, ficaria de fora do restante da temporada.

Curiosamente, não me recordo de nenhuma de investigação sobre as causas da soltura da mola e nenhum tipo de punição foi sequer cogitada ao time de Ross Brawn.
O papo de Luciano Burti sobre o acidente ter sido uma “fatalidade” até hoje não convence: se o treco se soltou é porque não estava bem fixado e se não foi bem fixado é porque estava com defeito ou houve falha humana...
Quando é dito que Ross Brawn era o mago em fraudar regulamentos e sair impune, pode-se colocar este episódio também na conta.

3 comentários:

Flávio Vieira disse...

Button está sim entre os mais apagados campeões da F1, mas colocá-lo como o "mais" é forçar a barra...

tem uma lista razoavelmente grande deles:
1 - P. Hill;
2 - Rosberg ( pai e filho );
3 - Schekter;
4 - D. Hill;

que eu me lembre...

Anônimo disse...

Depois, a minha lista dos mais apagados da F1
Bom dia, senhor Groo e comentarista do andar de cima.
. Fico com o Burti. É F1 e não aviação. Claro, desde 2009, nenhuma rebimboca da parafuseta voou pelas pistas acertando pilotos. Tirando o caso do japa e seu trator, outra fatalidade, tudo anda bem seguro. Conceito de 'fórmula'. Testar tudo antes de ir pro mercado. Bom, era assim. Hoje se testa de tudo e a última novidade são as braboletas no volante. Daqui a pouco, veremos nos fiats Palio. E pilotos de F1 são( ou eram...) os mais bem pagos pilotos de testes do planeta. Isso aí. Se não gosta, vai jogar golfe se bem que uma bola daquelas na testa.... Melhor, xadrez. Mas já vi um amigo jogar um cavalo na cara de outro porque o outro jogava zoando. E ganhou. Se vai no olho...
. E agora, a lista !
Esse é o primeirão: Keijo Rosberg !
E acabou.
Analisando a coisa toda, fui nos que foram campeões com uma só vitória. De 1950 até 1980 não tinham esta porrada de vitórias de hoje, então, a frequência nos podiums. Anos 1950 e 1960 eram brabos ! 1970, também.
Uns foram supercampeões em outras categorias como o americano Phill Hill( era da Flórida ! EUA são foda, não ?). Um, morreu cedo: Mike Hawthorn. Acidente automobilístico em estrada. A3.
Então, fico com o pai do Rosquinhaberg e só. Anos 1980, carro bão e só uma vitória. Zero de voltas mais rápidas. Aliás, uma curiosidade, voltas mais rápidas, Rato FittiEmo, nos dois títulos dele, não teve uma volta mais rápida sequer ! Era técnico mesmo o malandro...


M.C.

André Gustavo disse...

A vitória do Cocôvalainnen foi em 2008.