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Mostrando postagens de Outubro, 2017

F1 2017 - México: o vencedor chegou em nono

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Uma das características mais marcantes do México é – além do mito da mulher bigoduda – a comida apimentada.
Chili, tacos, burritos... tudo vai uma pimenta lascada!
Tudo muito bom para acompanhar com a – também ótima – cerveja mexicana. Não importa a marca.
E foi com este paralelo que se deu a largada desta corrida mexicana.

Verstappen ardido de raiva por ter sido tirado do pódio na última corrida e não ter conseguido sua primeira pole no qualy, deu tudo que podia para tomar de Vettel, o pole, a ponta da corrida.
Hamilton, que faz seu melhor ano, sem dúvida, aproveitou a briga dos dois nas primeiras curvas para também mostrar que não está morto e que não iria correr “apenas” pelo quinto lugar para encerrar a disputa do campeonato.
Para azar do inglês, um toque do Vettel em seu pneu causou um furo e ele teve de se arrastar aos boxes caindo para último lugar.
Mas como sorte é artigo abundante, Vettel também quebrou o bico do carro ao se tocar com Verstappen no mesmo lance.
Em duas curvas…

F1 2017: Novela Mexicana

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Fim de semana com corrida no México...  (desanimado) Que legal, uhú...
A pista que já teve lá seus desafios como a Peraltada e uma porrada de bumps, hoje é meio pastiche e um tantinho sem graça.
Desde sua volta em 2015, não rendeu grandes coisas em termos de emoção ou lances memoráveis. Foi apenas mais uma antes do fim.

Desta vez promete ser um tanto diferente já que Lewis pode fechar a tampa do caixão com apenas um quinto lugar.
Se vencer, Lewis se tornará o segundo maior vencedor do GP mexicano com duas vitórias, uma atrás do grande Jim Clark.

Uma curiosidade sobre o GP mexicano bem bacana é que foi nele que, pela última vez, a vitória pode ser creditada aos dois pilotos da mesma equipe, já que após ser desclassificado por ter sido empurrado por fiscais de pista e mecânicos, Clark assumiu a direção do Lotus de seu companheiro de equipe, Trevor Taylor, e recebeu a bandeirada em primeiro lugar.
A prova, que ainda não valia pelo campeonato mundial oficialmente, mas que foi disputada co…

A americanização que a gente quer

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Que americano sabe fazer festa em praça esportiva ninguém dúvida...
O silêncio reverente ao hino, os caças, os paraquedistas... A chamada dos pilotos um por um... Start your engines.
A festa antes da corrida, os shows de música pop (Justin Timberlake e Stevie Wonder) e ninguém, mas absolutamente ninguém que estava no – lotado, sold out – autódromo Circuit of the Américas (COTA) tinha motivos para reclamar.
Aliado a um dia de céu extremamente azul no Texas, ainda que a corrida fosse uma grande chatice, o fim de semana estava ganho.

A F1 precisa deste show todo?
Sim, precisa...
Precisa fazer das corridas um show.
Precisa trazer os pilotos, a corrida, o espetáculo para mais perto do fã que paga – caro – para estar nos autódromos.
Precisa dar ao fã muito mais que a corrida em si, que aliás, às vezes, é bem decepcionante.
E ninguém melhor que os americanos da Liberty e nenhum lugar melhor que os EUA para que isto comece a acontecer.

Ponto para a Liberty, aliás: pontos.
E precisa urgentemen…

F1 2017 - EUA: corrida que não fez jus ao espetáculo

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Corridas nos EUA costumam ser meio sem graça... Pelo menos ultimamente.
Pistas sem muita tradição ou inventadas em aeroportos e estacionamento de shoppings, traçados alternativos em ovais... E agora esta pista copy and paste...
Porém, quase todo ano, a edição norte-americana aparece com chances de decidir o campeonato.
Os que não tem assinatura de TV ficam sempre na torcida para que a corrida decida o campeão e a transmissora oficial brasileira (que nunca mostrou esta prova ao vivo no seu canal aberto) perca a decisão.

Este ano não é diferente.
Hamilton tinha chances de sair de Austin já com o tetracampeonato no bolso e para isto bastava ganhar a corrida e Vettel chegar em sexto ou mais e ai não importaria a posição de chegada de Bottas...
E sua parte ele já vinha fazendo: dominou os treinos livres, a qualificação e abocanhou mais uma pole em seu record.
E com sobras.
À Vettel só restava lutar para adiar um inevitável fim.

E começou partindo para cima e ganhando a ponta na largada.
Ha…

O GP dos EUA mais memorável da F1 contemporânea

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Grande Prêmio dos EUA, ao menos para os brasileiros é sempre cercado de uma mística, de uma aura histórica.
Primeiras vitórias de Emerson e Piquet.
O primeiro título de Piquet.
Vitórias de Ayrton Senna e até de Rubens Barrichello, ainda que deste último pareça – até hoje – uma compensação pela patacoada ocorrida na Austria no mesmo ano em que a poucos metros da linha de chegada o brasileiro tenha cedido – ou sido obrigado a ceder – a posição ao alemão Schumacher.

Mas olhando atentamente também há passagens cômicas ou dramáticas.
Pista em estacionamento de shopping, corridas com calor infernal em que pilotos até desmaiavam e o mais curioso de todos os casos: a corrida de 2005.

Não que a crise dos pneus a aquela altura fosse uma comédia, longe disto.
O perigo de haver muitos acidentes por conta da falha nos Michelin realmente existia e não tinha nada de engraçado.
O protesto – inusitado, inédito e muito válido – na largada do GP dos EUA de 2005 trouxe outras nuances, estas sim cômicas (…

Nem só de pista em estacionamento e aeroporto vive os EUA na F1

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Na Indy, ainda nos tempos da CART ele era o cara.
Agressivo, incisivo, campeão, duro na batalha... Um vencedor.
Ao se transferir para a F1, alguns chegaram a comentar (e acreditar) que Michael Andretti incomodaria e seria um companheiro de equipe e adversário à altura de Ayrton Senna.
Mas não foi bem o que se viu...

Durante os testes chegou a andar bem próximo ao brasileiro tri campeão.
As especulações cresciam e a ideia de ter novamente um norte americano em condições de vencer na F1 deixava os dirigentes da categoria sorrindo de orelha a orelha.
Os EUA sempre foram um mercado complicado...
Mas ai o campeonato começou efetivamente e... Um banho de água fria.
Das cinco primeiras provas terminou apenas uma: um quinto lugar na Espanha. (Pista ruim, piloto ruim, dirão alguns.).
Oitavo em Mônaco, décimo quarto no Canadá e sexto na França sinalizaram uma melhora, mas nas três provas seguintes não conseguiu terminar. (Grã-Bretanha, Alemanha e Hungria).
Oitavo na Bélgica e – finalmente – um …

F1 2017: EUA, a primeira da Liberty em casa

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A F1 chega mais uma vez aos EUA.
Uma pena que para correr em um autódromo copy and paste, sem alma.
Muitos dirão que é implicância, mas pegar curvas e trechos de pistas bacanas e juntar é uma ideia tão estúpida quando desenhar um traçado no estacionamento de um shopping center.
Porém, salvo engano, é a primeira vez que a categoria – tipicamente europeia – vai correr nos Estados Unidos (no Texas!) com a nova gerência que é... Norte Americana.
Ou seja, é a primeira corrida da Liberty em casa.

A mão dos caras já pode ser sentida de alguma forma.
No começo do ano as punições por besteira eram mais raras e – aparentemente – melhor pensadas.
Havia – e ainda há – um clima mais descontraído nas transmissões com diversas piadas visuais, menos segmentos com “pilotos da casa” em detrimento à possíveis disputas que estejam ocorrendo em pista, uma valorização do torcedor com a abertura de algumas redes sociais como canal direto de comunicação e a busca por algumas histórias mais humanas, como aque…

Feedback song for a dying friend

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Nós não tínhamos lá grande talento, mas éramos esforçados.
Cada qual no seu instrumento escolhido mais por conveniência do que por talento.
Os ensaios no quarto azul, apertado pela cama e pelo kit de bateria eram mais hilários principalmente quando a tentativa de tocar algo próprio era levado a sério.
Nunca dava em nada.
Talvez pela qualidade das letras que rimavam “João” com “caminhão” e versavam sobre as utilidades da boralina no tratamento do chulé...
Hoje sei que não serve para isto e nem para o fígado, como dizia sua embalagem. Não serve para nada...

Quando resolvíamos tocar as músicas que nos inspiraram a montar nossa própria banda era sempre algo da Legião Urbana.
Tanto por ser uma música simples, de acordes fáceis e batidas quase sempre retas, o que no meu caso era fundamental já que era o baterista, quanto pelas letras de Renato que desde sempre foi tido como o melhor letrista de sua geração. O poeta.

Tocávamos “Eduardo e Mônica”, “Quase sem querer”, “Índios” sem a parte do t…

F1 2017: Já era? Ainda dá?

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Então acabou?
Vettel ficando fora da corrida ainda nas primeiras voltas e com Lewis vencendo – apertado, mas vencendo – no Japão decreta o fim da disputa pelo título de pilotos deste ano?

A diferença é de cinquenta e nove pontos há quatro provas restando diz que não.
O próprio automobilismo diz que não quando nos lembramos que corridas (ainda) contam com o improvável em sua composição.
Se não é isto, como explicar que Vettel passe zerado em duas corridas em plena  fase aguda da disputa?
Simplificar em azar ou sorte não vale...
Não foi azar que ocasionou o acidente em Cingapura (pode ter sido para o Alonso...) e a vela que não funcionou no Japão muito menos foi questão de sorte.
Não é sorte que faz um carro funcionar e não é o azar que faz o contrário...

Por que estaria livre Hamilton da mesma coisa nas próximas quatro corridas?
Por que não crer que também a Mercedes passe por algum tipo de problema com seus componentes ou se envolva em algum tipo de acidente?
Mesmo que aparentemente L…

F1 2017 - Japão: previsível como um episódio de Ultramam

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Quando as luzes vermelhas se apagaram, o monstro já estava cambaleando.
O herói já havia golpeado forte ficando com a pole, mas não só... Ficando com a pole com uma volta fantástica em uma classificação que sua equipe dominou.

Diferente dos seriados japoneses em que o herói primeiro apanhava até perder as forças e só virava o jogo com seu golpe mais poderoso nos últimos segundos da luta, Hamilton já largou com uma vantagem psicológica enorme sobre Vettel e – para ajudar – o Ferrarista ficou sem potência no meio da primeira volta.
Tomou ultrapassagem de Verstappen e de um surpreendente (ainda?) Esteban Ocon.
E teria perdido muito mais se Carlos Sainz Jr. não resolvesse mostrar para sua próxima equipe – a Renault – que eles não vão sentir nenhuma falta do braço duro Jolyon Palmer ao rodar sozinho e ir parar na área de escape de forma perigosa.
Safety car vem para a pista juntando todo mundo e quando sai, duas voltas depois, a Ferrari aciona o rádio de Vettel e avisa que é melhor vir par…

Por que não perder o GP do Japão?

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Ele era um robô criado por um mago alienígena.
É pouco?
Ele era feito de ouro.
Quer mais?
Tinha cabelo.

Só?
Podia ficar com trinta metros de altura
Absurdo?
Tinha mulher e filhos em tamanho normal e – segura essa – humanos.
Este era Goldar, da série “Vingadores do Espaço” criada em 1966 e que foi exibida aqui na terra brasilis nos anos 70 e 80.
Para finalizar, quando ia se locomover, o robô gigantão dourado e cabeludo se transformava em um foguete.

Spectreman era mais light...
Pero no mucho.
Também robô, mas que se ocultava entre a população disfarçado de humano (o que não chega a ser novidade, vide Ultraman e Ultraseven...)
Quando o bicho pegava, olhava para o céu e entrava em contato com uma espécie de nave -que ninguém mais via - e que ele chamava de “Os Dominantes”.
Então caia um raio e ele virava o Spectreman.
Seu arqui-inimigo era o Dr. Gori, um macaco cientista de cabeleira branca como a do Cid Moreira que tinha como ajudante um outro gorila meio aparvalhado chamado Karas.
Gori…

Hum?

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Então o cara telefona no meio da tarde para dizer que comprou um cachorro.
-Legal! E que raça é?
-Bichon Friseé.

A banda vai tocar em um bar e o alemão com cara de Dolph Lundgren que os contratou os recebe na porta vestido de Marilyn Monroe.
-Vocês tocam sertanejo né?

Seis reais no bolso e o único lanche – além do churrasco grego – por este preço é um que parece ser um pão com um bife à milanesa besuntado com um polenguinho.
-Ah! Você quer o “criaturas da areia”...

Os dois se encontram após mais de sete meses sem se ver.
-Tudo em paz?
-Mais ou menos... Perdi minha mãe faz pouco.
-Eu vi no facebook. Até curti o post...

Depois de uma caminhada de sete quilômetros o cara para em um bar.
-Cara, que calor... Por favor, caminhei sete quilômetros e preciso reidratar.
-Quer um isotônico?
-Não... Dá uma coca cola gelada com limão e um prato de salame.
O atendente olha espantado.
-O que foi? Ah... Pesado né? Faz o seguinte então: trás uma cerveja bem gelada e mortadela cortada em cubinhos com l…

F1 2017 - Malásia: Um fim digno

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A vida nunca pareceu tão fácil para Lewis Hamilton neste campeonato.
Liderando a tabela e largando na pole position ainda contava com a sorte de ter seu principal concorrente ao título largando na última posição.
Sem Vettel por perto para disputar a primeira curva, sua maior preocupação seria a outra Ferrari.
Mas eis que a sorte sorriu novamente e ao alinharem para a volta de instalação Kimi não está em seu lugar teria de largar dos boxes. Se largasse.
O último GP da Malásia parece não querer ver os carros vermelhos em boa posição.
Ao menos na largada.

Com isto tudo, Hamilton largou bem, manteve a ponta e ainda viu Daniel Riccardo escolher mal o traçado para a primeira curva e deixando que Bottas, que largou muito bem, lhe ganhasse a posição e de quebra segurasse um pouco o ímpeto de Max Verstappen.
Sem as Ferrari, as duas Red Bull eram os dois únicos carros com chance de melar o fim de semana da Mercedes. Mas com toda aquela sorte até ali, parecia que não aconteceria.
Mas aconteceu..…