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Mostrando postagens de Maio, 2018

Automobilismo: grandes eventos, pequenas transmissões

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Não sou muito chegado a Indy, mas gosto bastante das 500 milhas de Indianápolis.
Não da corrida toda, que tem um meio bem esfarrapado, talvez por ser bem longa, mas gosto da atmosfera, do clima, da tradição que envolve o evento.
O fim geralmente é épico, mas ultimamente corre o sério risco de ver um mané qualquer (como o tal de Rossi sei lá das quantas) vencer uma das corridas mais importantes do calendário.

Mas dizia o clima e da tradição.
O hino cantado com uma emoção diferente, a canção Back Home Again, Indiana que precede o “start your engines” ainda mais tradicional...
O sobrevoo dos caças da aeronáutica americana acima da cabeça dos expectadores...
Tudo aquilo que nos acostumamos a ver com a narração do Luciano do Valle ou do Téo José e que nos fez pensar nesta corrida como o evento marcante que é.

Porém, neste ano, não tivemos nada disto.
Não porque o cerimonial da prova foi alterado, mas porque a emissora responsável decidiu não mostrar.
A transmissão começou exatamente após o…

F1 2018 - Mônaco: Tipicamente atípico

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Tudo indicava que ia ser um fim de semana atípico, para esta temporada, na F1.
Mônaco e sua quase impossibilidade de ultrapassar se avizinhava e a Mercedes – que parece a bola da vez para as vitórias (novamente) – já soltava aspas sobre as dificuldades que enxergava para a corrida.
Para completar o estranhamento, desde o primeiro treino livre o domínio foi total das Red Bull, claramente, a terceira força do ano.
Max e Daniel se revezando no topo da lista dos mais rápidos.

A classificação não ia ser muito diferente se Max não errasse exatamente no mesmo ponto que havia errado em 2016 e ter ficado de fora largando em último.
O que em qualquer outra pista seria garantia de uma corrida de recuperação emocionante, no principado a chance de ter estragado todo o trabalho é imensa. Quase total.
Enquanto isto, na ponta, Ricciardo marca 1m10s e putaqueopariu, estabelecendo um novo recorde para a pista.
Atrás de si, no lugar que provavelmente seria de Verstappen, Vettel.

A largada, muito limpa p…

Mônaco: uma pista propícia a acidentes

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As estreitas vias de Mônaco já viram de tudo...
Desde vitórias heroicas e disputas épicas até procissões modorrentas e aparentemente intermináveis.
Mas uma coisa que o principado viu bastante – além de vitórias do Senna – foram acidentes.
Dos mais variados tipos e gravidade.

Um dos mais curiosos, sem dúvida, ocorreu logo na primeira edição em 1950.
Naquela prova vencida por Juan Manoel Fangio, que também havia largado na pole, uma onda vinda do porto inundou a pista nas proximidades da curva da Tabacaria...
O argentino se safou, mas uma pilha de pelo menos oito carros ficou por ali...

Em 1970, Jack Brabham assumiu a ponta na volta 30 e ali ficou de boas até o último giro quando bateu – sozinho – e deixou a vitória para um certo Jochen Rindt.
Até aí beleza... um monte de gente já perdeu a corrida lá por bater, mas sua vitória era tão certa que o comissário encarregado de mostrar a bandeira quadriculada ao vencedor ficou esperando que Jack passasse e ignorou completamente a vitória de R…

F1 2018: Aí vem Mônaco!

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Sempre penso em Mônaco como um evento à parte da F1.
Ainda que valha os mesmo pontos, que tenha a mesma importância enquanto corrida e vitória, a aura lá é especial e nem é pelo “glamour” do lugar.
Não visitei, claro, mas aparentemente é uma vinte e cinco de março para podres de rico.
Nelson Piquet disse que correr lá é como andar de bicicleta na sala de casa e a definição é perfeita. A não ser que você seja um podre de rico e tenha uma sala de estar gigantesca, mas não vem ao caso...
As ruas do principado são estreitas e correr por lá é um desafio e tanto.

Ter o melhor carro não é, absolutamente, garantia nem de vitória e nem pole.
Um problema qualquer, uma desatenção, a volta lançada malfeita e a primeira fila já fica distante.
Sem contar os possíveis e prováveis problemas ocasionados pelos outros como acidentes, toques nos muros ou guard rails, voltas mais lentas para aquecimento de pneus ou volta para os boxes...
Ou picaretagens como fez Schumacher em 2006 estacionando safada e pr…

(Bop til you) Drop

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Em 2012 comentava-se que Grosjean iria acabar se matando ou matando alguém na pista.
O histórico de pequenos acidentes e incidentes ia se avolumando no mesmo ritmo das piadas sobre ter um parafuso a menos ou não tomar seus tarjas preta antes das provas até que na Bélgica causou um senhor crash na largada passando com seu carro por cima da Ferrari de Fernando Alonso...
Também havia fechado Lewis Hamilton e logo após tirou a Sauber de Sérgio Perez da prova.
Naquele dia, sozinho, tirou quatro pilotos da corrida logo na largada.
Como consequência – e pelo conjunto da obra – ganhou um gancho de uma corrida e uma multa de cinquenta mil euros.
Depois disto, Romain deu uma acalmada (começou a tomar seus remédios, segundo Marco Antônio do F1 Fanático), conseguiu um pódio e atraiu simpatia de muita gente, incluindo a minha e até foi contratado para ser o líder da nova equipe americana Haas.
E não foi mal por lá na primeira temporada, mas o ano de 2018 está sendo realmente muito difícil.
Este no…

F1 2018 - Espanha: Sem expectativa, sem frustração

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Se a experiência acumulada em tantos anos acompanhando a F1 ensinou algo, com certeza foi não esperar grande coisa de um GP da Espanha.
Não importa em que pista, não importa com que pilotos, corridas lá tem grandes chances de serem chatas.
Sem grandes expectativas é possível filtrar coisas muito boas em cada GP.
Lances maravilhosos como disputas Senna/Mansell, Rubens contra os Schumachers e outras igualmente bacanas.
A pista, por estar praticamente no quintal de todas as equipes, é usada em pré-temporada e costuma mostrar, com grau alto de exatidão, quais são os melhores carros da temporada.
Isto, claro, em tempo seco. Com pista molhada é outra história...

E era exatamente a pista molhada que se esperava para esta edição, o que na largada, não aconteceu.
Hamilton na pole (a primeira do ano), seguido de Bottas e só depois Vettel.
Então a Mercedes melhorou a ponto de chegar aqui com o melhor carro?
Nem tanto... Treinos são treinos e corridas.

As luzes se apagaram e Vettel parecia possuí…

F1 2018: Espanha chegando...

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Quis fazer um daqueles textos com curiosidades sobre a Espanha, país do próximo GP, mas olhando meu arquivo achei este que foi escrito no ano em que Button (who?) foi campeão.
Acho que traduz bem meu sentimento sobre algo daquele país.

Jenson Button chegou em casa exultante com a quarta vitória em cinco corridas no ano.
Nunca teve uma temporada tão boa o inglês mais ofuscado da F1 moderna.
Entrou em casa pulando e sorrindo a todos enquanto exibia o troféu e a garrafa de Champagne vazia.
Antes mesmo de chegar à sala de estar já havia dito três vezes: “- Umbelivable! I´m the king of the world!”, qual Leonardo Di Caprio em “Titanic”.
Mas teve sua euforia cortada abruptamente por não haver ninguém na sala.
Foi aos quartos e nada, passou pelo banheiro e nada.
Ninguém na sala de jantar também.
Foi à copa e encontrou toda a família lá reunida, absolutamente tristes.
-Mas gente, que houve? Eu ganhei a quarta corrida em cinco possíveis e vocês estão ai, tristes?
-Sabe o que é Sr. Button... – dis…

Gilles

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Ontem, 8 de maio, foi a data em que se lembra da morte de um ícone do esporte canadense e um dos grandes nomes da F1.
Grande, ao menos, na lembrança dos inúmeros fãs que deixou.
Gilles tinha um estilo impulsivo, arrojado, corajoso e um tanto... burro.
O fato de ter partido antes de conseguir ao menos uma título mundial da categoria abriu-lhe a janela da eternidade que sempre é associada aos campeões mundiais.
Por melhores que são os pilotos em suas passagens pela F1, o grande público sempre vai se lembrar dos que levaram os títulos ao fim das temporadas, ainda que sejam apenas nomes apagados e circunstanciais como Button, Scheckter, Damon Hill, Alan Jones, os Rosberg e o próprio filho de Gilles, Jacques.
Nico ainda foi esperto o suficiente para garantir seu título e se mandar da categoria como campeão logo em seguida. Os outros, nem isto.

Mas quem foi exatamente Gilles?
O piloto que era o queridinho do Comendador Enzo Ferrari conseguiu seis vitórias em sua passagem pela F1 que foi de …

Um draft para a F1

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A Liberty está pensando em algo para intertemporada da F1.
E começaram a pensar nisto após o draft da NFL...
Mas o que poderia fazer a F1 no período entre novembro e março? Que tipos de eventos pode-se fazer em um esporte onde se gasta mais dinheiro que gasolina? E olha que o bagulho é um esporte à motor!
Colocar os pilotos principais dos times em eventos interrompendo as férias de algumas prima-donas também é coisa impensável.
Mas uma coisa seria até interessante de ver... É uma ideia boba, talvez, mas seria interessante.

A F2 é vista como último degrau para a ascensão do jovem piloto à F1 na teoria, porém na prática, vencer o campeonato de F2 não garante nada.
Quando muito, se trouxer bons patrocínios,  fecha contrato com equipes de fim do grid que, muitas vezes, mais queima o filme do aspirante a estrela do que o ajuda para uma promoção à um cockpit de ponta ou até mesmo intermediária.
Como exemplo, Leclerc destruiu na temporada 2017 da F1 e conseguiu um contrato “apenas” com a Sau…

A F1 quer os EUA. Mas e os EUA querem a F1?

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Uma historinha.
Certa vez, após uma corrida de F1 no misto de Indianapolis, um alemão queixudo resolveu dar uma esticada em sua estada nos EUA e foi até o Texas assistir uma corrida de Nascar e encontrou uma daquelas experiências em que fãs podem ir de carona ou dirigir aquelas banheiras da stock americana e resolveu conhecer como era dirigir uma.
De boas, o alemão resolveu não dar uma carteirada e mostrar que era um dos melhores pilotos do mundo para forçar passar na frente de outras pessoas que esperavam sua vez.
Como a fila se movia muito pouco, a paciência do alemão foi se esgotando até que, obviamente, desistiu.
Michael Schumacher saiu sem andar em um carro da Nascar e, mais impressionante, sem ser reconhecido por um só redneck fã daquilo que eles chamam lá de automobilismo.
Trocando em miúdos: ninguém deu a mínima para aquele que era, naquele momento ainda mais, a personificação da F1 e por consequência, para a própria F1.

Posto isto... Quem precisa de outra corrida nos EUA?
For…

F1 2018 - Baku Deep Cuts

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Romain Grosjean teve problemas durante a classificação.
Relatos dizem que ele saiu do carro e chorou.
Na corrida, perdeu a traseira sozinho no meio de uma reta enquanto procurava aquecer os pneus.
Provavelmente chorou.
Valteri Bottas demorou uma vida (culpa da Mercedes que não o chamou) para trocar os pneus, por azar, um safety car (que o colocaria em posição de brigar pela vitória) acabou se estendendo com a barbeiragem do Grosjean.
A repórter Juliane Cerasolli twitou dizendo que ele passara por ela com cara de quem havia chorado.
Ambos são bons pilotos, mas ao que parece, são frágeis psicologicamente.
Talvez por isto sejam “apenas” segundos pilotos...
Pelas situações em Baku, dá para especular que sejam mais influenciáveis pelos jogos mentais de seus companheiros de equipe.
Não que Kevin Magnussen seja do tipo dominante, mas está em melhor posição e forma neste campeonato.
Já o companheiro de Bottas, bom...
Outra impressão é de que nenhum dos dois duraria meio campeonato numa disput…