31 de dez de 2008

Suits are Picking up the Bill.


Ouça a musica, clique ai... vai! Por favor.

Sentados à uma mesa em um clube de jazz enfumaçado como se deve e com uma garrafa de uísque já pela metade um grupo conversava animadamente.
- Foi um ano bom!
- Sim foi. Não há duvidas.
-Mas e as promessas de fim de ano? As que fizemos no fim do ano passado? Alguém cumpriu?
- Eu cumpri em grande parte. Mas no fundo não me lembro da metade. Estava bêbado.
- Todos nós estávamos! Você até prometeu emagrecer...
- Prometi é?
- Hu-hum – Fazem todos à mesa.
- Bem esta então eu não consegui... Mas também não fiquei careca, e isto eu me lembro que prometi.
- É prometer, prometeu, mas a gente sabe que não foi por vontade sua...
- Como não? E a quantidade enorme de xampus, cremes e coisas que fiz no cabelo este ano?
- É verdade. A gente até já estava te chamando de metro sexual...
- Metro sexual?
- É. Os mais bonzinhos... Os maldosos estavam te chamando de viado mesmo...
- Alguns até apontaram semelhanças entre você e o Nico Rosberg...
- Nico Rosberg? Pqp!
- Disseram também que você desenhava as sobrancelhas iguais ao Alonso.
- Ai não, olha o respeito... Mas e vocês? Cumpriram?
- Eu não... Não parei de fumar.
- E eu não parei de beber...
- E eu não deixei de ser um romântico incorrigível.
- Mas nunca coisa a gente concorda, foi ótimo acabarem com a trema!
- ÉÉÉÉÉÉÉÉ, se ferraram os dois pontinhos em cima do 'u'. - Grita alguém.
- Eles eram iguais ao Button! - Grita outro.
- Como assim? - Alguém quis saber.
- Ninguém ligava pra eles mesmo!
- ÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ - Voltaram a gritar e então o relógico marcou meia noite..

Pois é... Cada um com seus defeitos e virtudes, cada qual do jeito que a vida fez.
Que no ano que vêm estejamos todos juntos de novo.
Para o bem, já que o mal a gente espera que não dê o ar de sua graça.
E que além do fio condutor que nos liga, a F1, mais afinidades surjam sempre.
Com os que já tenho estes outros laços de amizade, que se prolonguem e se fortaleçam.
Para minha família, o melhor que eu puder fazer, farei e isto não é promessa de fim de ano!
A única promessa para o ano novo que vou assumir publicamente é a de não mais pedir para o David Coulthard ir jogar bingo...
Um feliz ano novo repleto de paz, saúde, realizações de sucesso a todos. Que não vou citar nomes pra não ser injusto se esquecer alguém.
E como termina a história acima?
Ora, por mais que eu goste de jazz e de clubes de jazz eles não são um bom lugar para romper o ano novo.
Todos eles, o gordinho; o fumante; o bebedor; o romântico e o viad... Digo... Metro sexual foram apreciar a queima de fogos e os shows na Avenida Paulista. Abraçando a todos os conhecidos e desconhecidos que passavam em seu caminho.
Como tem de ser nesta noite!

PS. O titulo não tem importância, a janelinha do video foi diminuida porque o que importa nela é a musica, não tem imagens. Obrigado.

28 de dez de 2008

Lends picantis in anus autren ki sucus est

Casa de Takeo Fukui, diretor executivo da Honda F1. Duas da madrugada
Triiiiiiin. Triiiiiin.Triiiiin.
-Arô? Arô? Fara algo ai ô.
-Hola, que tal?
-Aqui ninguém gosta hola non! Nós é japonês...
-Ei hombre? Que passa, aqui és Carlos Slim. Da Telmex.
-Deve ser engano nô! Nossa linha terefônica é da Japon Terecon e está tudo pago.
-No! Yo no estou ligando para cobrar usted... Yo quero comprar lá equipe Honda F1.
-Ah! Sim... Você é o birionario mexicano que deixou lecado na secletália eletlonica né? Tudo bem?
-Está... Mas diga, quanto usted quer por lá equipe?
- Dois dólares né? E você assume metade das dividas...
-Dois dólares? Mas usted quer me levar à falência?
- Farência? Nô! O time é bom... O calo é bom e tem dois pilotos bons. Lubinho e Button.
-O Rubinho eu até sei quem é, mas este Button aí. Quem és?
-Ninguén nô... Nnguém liga para o Button mesmo né?
-Mi plano era tirar um piloto e contratar el Bruno Senna. Mas a dois dólares fica inviable...
-Enton faz o seguinte. Fica com o Button, que ninguém liga pra ele mesmo e eu abaixo o pleço pala um dólar.
-Feito! Eu assumo las dividas. Oficializamos tudo em alguns dias...
-Fechado enton, mas, por favor. Não me liga mais as duas da madlugada né?
-Es lo fusorario... Desculpa.
Desligam o telefone.
-Me livlei de duas bombas em um negócio só...
-Ufa, japonês duro de negócio, mas no fim el prejuízo no fue tan grande!

24 de dez de 2008

O conto de natal deste ano

Como já é de habito (meu) ai vai meu conto de natal, obrigado!
Esta época do ano desperta nas pessoas - não em todas, claro - um sentimento muito bom de solidariedade e desprendimento que não conseguimos por para fora durante o ano todo.
Alguns fazem mutirão e arrecadam brinquedos para distribuir entre crianças carentes.
Outros organizam almoços comunitários. Tudo muito bonito e válido num país como o nosso ainda tão desigual.
A história que me proponho a contar a partir de agora é de um grupo de amigos que resolveram fazer uma ação social.
Eram eles: Felipe, engenheiro mecânico; Marcos Williams, comerciante; Rodrigo Almeida, jornalista; Sávio Moreira, químico e Aline, psicóloga.
Resolveram distribuir brinquedos numa comunidade carente na periferia de Franco da Rocha, cidade onde haviam morado na infância e adolescência.
Todos se conheciam desde os tempos de escola primaria e só se separaram de verdade ao chegar à faculdade.
Reencontraram-se por meio do orkut e descobriram que todos ainda moravam na região.
Não em Franco, mas nas cidades vizinhas: Caieiras; Jundiaí; Cajamar etc.
Passaram a se encontrar regularmente na churrascaria ‘O Espetão’ e em um destes encontros combinaram a ação.
Arrecadaram muitos brinquedos no comércio local e compraram do próprio bolso mais um tanto.
Marcaram a entrega para a noite do dia 24 e ao cair da tarde rumaram ao local combinado.
Os brinquedos ficaram guardados na loja de Marcos que ficava no centro da cidade de Francisco Morato, também na região e a melhor localidade para comércio.
Na hora marcada Felipe estava lá. Logo em seguida chegou Aline a bordo de um VW Bora novinho. Depois chegaram juntos Sávio e Rodrigo, numa Ford Ranger na qual esperavam levar os presentes. E foi ai que Marcos chegou dirigindo um Fusca 1969 saia e blusa, vermelho e branco. Havia uma armação de arames recobertos de tecido, muito, mas muito estranha.
- O que é isto, Marcão? – Perguntou Sávio.
- Poxa, não tá reconhecendo? Ninguém está reconhecendo? – Perguntou para o grupo que olhava o insólito fusquinha e balançava a cabeça negativamente.
- É o trenó de Papai Noel pô! – Arrematou.
- Trenó? Quer dizer que esta armação de arame com pano ai na frente são cavalos? – Quis saber Aline.
- Renas! São renas.
- Renas? Não parece... – Sávio, segurando o riso.
- Ah não? Não parece? Parecem os cavalos da Aline então?
- Nem! – Disse Felipe.
- Bom... Gente. Vamos ter boa vontade com o Marcão né? Ele nunca teve habilidade manual mesmo! – Era a primeira intervenção de Rodrigo, que sempre que se deparava com uma situação cômica ou constrangedora demais tossia.
Marcos não tomou aquilo como ofensa ou gozação, apenas constatação. Ouviu também que a idéia dos outros quatro era usar a Ford Ranger para levar os presentes todos, só ai não concordou. Queria fazer algo diferente, por isto decorara o Fusca da família daquela forma.
Ninguém quis discutir e nem achou a idéia tão absurda assim. Apenas o fusca que estava muito feio. Mas é natal e talvez as crianças nem notem que tem cavalos e não renas na frente do ‘trenó’ de papai Noel.
- Não são cavalos, são renas...!
Colocaram todos os presentes no Fusca, sob o capo; embaixo do tampão atrás do banco traseiro e no assoalho. Todos ficaram muito apertados, mas é natal e causa é boa.
Saíram pelo centro da cidade e logo tomaram a Avenida São Paulo, longa e sinuosa.
Ao chegarem a Franco da Rocha pelo bairro de Vila Bazu, que é considerado - injustamente, diga-se - são parados por uma blitz policial.
Os investigadores deixaram passar alguns carros um tanto suspeitos, em suas óticas, claro para poder parar a viatura do bom velhinho.
- Vocês ai, fora do carro, mãos pra cima e peguem os documentos! – Bradou o policial.
Aline que foi a primeira a sair do carro, pela porta do passageiro, resmungando que as duas coisas eram impossíveis de ser feitas ao mesmo tempo. Ou erguiam as mãos ou pegavam os documentos.
- Olha dona! – disse o policial – Eu sei que é noite de natal e tudo. Mas a gente não é obrigado a ouvir estas gracinhas não... Peguem ai os documentos.
Um a um desceram os cinco, entregaram os documentos, encostaram-se a uma parede, mas não ergueram as mãos.
- Tudo em ordem com os documentos... Mas e este monte de sacos? É contra bando? – Disse um dos policiais.
- Não, são brinquedos de doação. – Sávio que estava de posse de muitas notas fiscais e cartas de doação se adiantou em entregar, frustrando visivelmente o PM.
- Ok! - Disse ele, apresentando as notas ao seu superior que olha sem prestar atenção. Sopra alguma coisa para o subordinado e ele volta até o grupo. Devolve as notas fiscais e cartas de doação e pede os documentos do carro.
Marcos os entrega tranqüilo. Tudo esta em ordem.
O meganha devolve mais frustrado ainda. Olha para o superior com mais frustração ainda.
O superior que deveria ser sargento perde a paciência vendo que não arrancará nada do grupo vem até eles e diz: - Há um único lugar onde não olhamos ainda... Abre a tampa traseira do carro!
Antes que alguém tentasse dizer a ele que lá era o motor do carro ele mesmo abriu.
Mas oras! Todo ser humano sabe que atrás no Fusca fica o motor, por que diabo aquele policial não saberia.
Ele abre a tampa e de pronto grita: - E onde esta a nota fiscal deste motor aqui? Mete multa neles...
Foram multados por ter o carro muito lotado, por estarem com uma lanterna quebrada e por alterarem as características originais do veiculo.
- Dá próxima vez, indo fazer doação ou não eu apreendo o veiculo. E nunca mais andem com estes cavalos de pano ai na frente do carro. - Pntificou o policial.
- Mas são renas! Renas! - Ainda argumentou Marcos, sob os risos dos outros quatro.
- Então vou aplicar uma multa por não saber fazer renas de arame e pano... Some daqui!
Eles aceleraram o fusca-trenó e rumaram finalmente para o destino.
Ao chegarem lá, tudo compensou. Os sorrisos apagaram os momentos de aperreação na blitz. Os beijos e agradecimentos não pagariam as multas, mas e daí?
Um grupo de crianças se aproxima de Aline e com um sorriso meio confuso:
- Tia... Porque tem cavalos na frente do trenó do papai Noel?
Aline cai na gargalhada.
- São renas! Renas! – Se desespera Marcos.
- Ah! Aqueles viadinhos né? – Uma das menininhas quis esclarecer.
- Pensando bem... São cavalos mesmo... – Marcos dando-se por vencido.
Um feliz natal a todos e muito obrigado por lerem com paciência todas as besteiras que escrevi.
E um feliz natal especial a minha família. Val, Caíque, Luiz, Gabriel e minha sogra Odete, aos quais sonego algumas horas de atenção para poder cuidar desta que é uma de minhas paixões.

19 de dez de 2008

Curtinhas da F1 (são noticias sérias, eu é que não sou)

Rubens Barrichello deu uma entrevista à revista Autosport - segundo o site Grande Premio – e disse que “por amor à velocidade” iria para a Formula Indy no ano que vem.
Como é magnânimo nosso recordista mundial de Gps não?
Ninguém sabe como foi que a categoria americana sobreviveu até hoje sem a presença de alguém como Rubens por lá. Resta saber se a Indy, por amor a velocidade, aceitaria Rubens por lá.
Talvez ele conte isto também em seu livro, que por contrato vai ter de esperar o Schumacher lançar o dele primeiro para só depois aparecer nas livrarias.

Também em entrevista, só que desta vez ao grande jornalista Luiz Fernando Ramos, o Ico - da rádio Bandeirantes, do Tazio e que edita um blog nota 10 – Lucas Di Grassi soltou uma frase muito bacana: “-Estou tão desempregado quando o Jenson Button...”.
A diferença é que para o Lucas di Grassi ainda há esperanças já que pode voltar pra GP2.
Já o Button...
Bem, quem liga para o Button?

A tal padronização da F1 não vai ser tão radical quanto se esperava. As equipes estão livres para usar motores próprios e não terão a obrigação de fazer cópias em escala 1:1 de algum motor escolhido pela FIA, FOM, ou a FOTA sei lá.
Meu medo era que padronizassem o spoiler dianteiro dos carros usando como modelo o carro da BMW. Que no fundo nada mais é que uma cópia do bigode de seu chefe Mario Thyssen. Que por sua vez é a cara do Ned Flanders dos Simpsons.
Mas bacana mesmo está a edição de fim de ano da Radio Onboard, onde Felipe Maciel, Fábio Campos e eu damos uma ultima geral sobre os assuntos mais importantes da F1 nos últimos tempos.
Tempos bicudos onde a palavra de ordem é: Cortar custos.
Não deixe de ouvir, garanto que não se arrependerá!

17 de dez de 2008

Old brown shoes

Então o jornalista iraquiano se abaixou, tirou primeiro o sapato do pé esquerdo e atirou contra Bush, depois atirou o do pé direito.
Bush, como um personagem da série Matrix se esquivou, dos dois.
Alexandre Garcia disse que o cara estava errado. Que como jornalista ele não deveria ser noticia e sim relata-la, simplesmente.
Sei da ética que rege a profissão. Ou que deveria reger.
Sei que Alexandre Garcia não estava errado, mas não posso deixar de sentir uma simpatia pelo cara. O iraquiano, não pelo Bush.
O jornalista iraquiano fez o que três em cada dois habitantes do planeta gostaria de fazer.
Pouco antes, Bush disse que o Iraque devia aos americanos estarem livres da sombra opressora de Sadan Hussein.
Mas e da sombra opressora dos americanos? Quando é que eles vão ficar livres?
E se a moda pega?
Em quem atiraríamos os sapatos?
Dando uma editadazinha, só pra mostrar a verdadeira intenção do post.
Gostaria de saber de vocês, em quem vocês atirariam os sapatos... Desculpem se não me fiz entender.

13 de dez de 2008

Festa de entrega do Oscar F1

Ron Groo: - Espero que este ano a festa saia como foi planejado...
Felipe Maciel: - Tomara. Ano passado foi divertido, todos os homens de vestido e as mulheres de smoking. Mas este ano vai imperar a normalidade. Não é?
RG: - É? Ah... É! Claro! Espero...
FM: - Você mandou os convites, cê conferiu né?
RG: - Claro! Estava tudo correto este ano. Nenhuma gafe.
FM: - Cadê o Fábio?
RG: - Não sei... Vou chamar pelo rádio aqui... (Click, piiiiii) – Fábio? Na escuta?
Fábio Campos: (piiiii): - Fala Groo, na escuta...
RG: - Tudo certo ai dentro do teatro?
FC: - Tudo! Todo mundo acomodado, os convidados estão aguardando o começo da festa... Groo? Você contratou os mestres de cerimônia?
RG: - Passei pra uma firma ai... A JP productions eles garantiram que só viriam personalidades pra apresentar a nossa festa...
FC: - JP producitons? De onde?
RG: - Sei lá achei na internet. Google! Hehehehee.
FM: - Ai meu Deus, já vi este filme... Vamos entrar.
Enquanto isto dentro do Teatro Municipal da Cidade de São Paulo...
Dea F1 Girl: - Quero só ver se eles vão ter a cara de pau de não premiarem o Kimi este ano...
Sávio Machado: - Mas no que ele se destacou?
DF1G: - Não interessa... Tem que premiar e acabou.
Rodrigo Lara: - Pode leva o Oscar de melhor bebedor de vodca hahahaha!
Marcos FW – Só espero que a Williams ganhe algo. Tem que salvar o ano né?
Priscila Bar: - Nada... Se alguém merece é o Alonso.
Felipão: - Do jeito que o Groo gosta do Alonso, sei não...
MFW: - Vai dar o prêmio de melhor sobrancelha.... Hehehehe
Voz no sistema de som: - Senhoras e senhores! Vamos começar os trabalhos, não é? Com vocês nosso primeiro mestre de cerimônias é! Para apresentar a categoria melhor curta-metragem de animação, bom ele: José Luiz Datena! JLD: - Boa noite senhoras, boa noite senhores... É uma honra apresentar esta categoria que premia o melhor duelo do ano nas pistas. Ano passado foi Massa/Kubica no Japão, vocês lembram...
Ivan Capelli, interrompendo: - Eu não lembro!
JLD: - Ah não lembra... Que vergonha, não leu o post dos caras ano passado? Brincadeira isto... Põe na tela ai pra este cidadão ver... E presta atenção.. Põe na tela ai...
Passa o vídeo do ano passado.
JLD: - Este ano... Tá contente agora? Já lembrou? Brincadeira...
IC: - Tá... Tá... Já vi...
JLD: - Este ano o Oscar vai pra... O que? Tão falando aqui no meu ponto... O que diretor? Fazer suspense? Que fazer suspense o caramba que ninguém veio aqui pra ver suspense... Eu vou falar logo... Vou falar sim que eu não tenho medo não... O vencedor é o duelo Kimi Raikkonen, o bebedor bunda mole versus Lewis Hamilton na Bélgica... Pronto!
Todos aplaudem... Dea Grita....
Volta a voz no sistema de som do teatro: - E para apresentar a segunda categoria, bom ele né?: Sua Santidade, o Papa Bento XVI... Perplexidade na platéia. Speeder se levanta para aplaudir, mas é contido por diversas bolas de papel que lhe são atiradas.
Bento XVI: - Caríssimos! Ano passado o protegido do meu antecessor levou o prêmio de efeitos especiais com aquela puta pancada no Canadá... Este ano os vencedores também vieram do GP do Canadá... E foram... Me deixa abrir o envelope.... PQP! Não podia ser outro mesmo... Foi uma barbeiragem dos infernos: The Oscar goes to...: A dupla Raikkonen e Hamilton por aquela batida idiota nos pits do GP do Canadá.... Muito burro o Lewis que bateu atrás e todo mundo sabe que quem bate atrás tá errado...
Silencio no teatro.
BXVI: - Ninguém vai aplaudir? Então ano que vem vou visitar o Brasil em todo final de semana que tiver corrida. Só pra Globo transmitir a missa ao invés da corrida...
Uma salva de palmas é ouvida por vinte minutos enquanto o Papa alemão se despede.
Sistema de som: Para apresentar o Oscar de melhor roteiro aplaudam aí: Excelentíssimo Senhor Presidente da Republica Luiz Inácio Lula da Silva.
A maioria aplaude. Lula: - Companheiros... Nunca na história deste país tivemos uma F1 assim com tantas brigas boas e tantas histórias que serviriam de roteiro. Este ano ganhou um cidadão que eu não gosto muito, mas a votação foi livre e democrática como cabe a um país que nem o nosso. Que está blindado, e quem achar o contrário, eu já disse em outro discurso: Sifu...
O ganhador do melhor roteiro foi... Podia ser outro, mas foi.... Num gosto deste cara, mas foi.... Fernando Alonso!
Priscila Bar dá pulos de alegria. Grita e mostra a língua para Groo que está logo atrás.
Sistema de som: - Para o Oscar de Figurino temos a honra de ter: Clodovil Hernandes! Que beleza!
Um coro de ‘viado, viado’ é entoado no Teatro Municipal. Clodovil: - Não adianta elogiar meus bens... De figurino eu entendo – hahaha – E pasme, eu não teria dado o premio para esta scuderia não... Muito básica, nem um pouco fashion. Teria dado a Renault pela profusão de cores, mas quem ganhou na votação de vocês foi a Ferrari... Vocês não têm gosto mesmo, hahahahaha – E sai rebolando.
Marcos FW – Ae ô projeto de Nico... Renault o caramba a Williams merecia muito mais!
Sistema de som: - Para o prêmio de piloto coadjuvante: Zeca Camargo.
Vaias e mais vaias, o mesmo coro de ‘viadinho’ ouvido pra Clodovil. Zeca Camargo: - Eu não entendi porque eu tenho de apresentar o “Coadjuvante”...
Ron Groo: - É que por vontade nossa seria o Pedro Bial ou o Tadeu Schimidt...
ZC: - Ah é... Então tá... Tô saindo fora. E o ganhador é o Sebastian Vettel... O moleque das bolas pesadas...
RG: - Aí! Tá vendo... Depois reclama do coro de ‘viadinho’...
Esta é a deixa pra o teatro todo entoar o coro em altos brados... Até os lustres do teatro tremem.
Sistema de som: O viad... Digo... Zeca Camargo deixou o edifício, foi... O próximo a nos contar quem é o vencedor da categoria melhor diretor é: Marco Aurélio Cunha, diretor de futebol do São Paulo Futebol Clube. Eu sempre quis torcer por um time assim... MAC: - Olha gente, eu sou do futebol e só entendo do tricolor paulista... E este cara que ganhou... O Gerhard Berger? Ele joga onde? - Alguém da platéia grita Toro Rosso – Toro? Bom pelo menos não fizeram nenhuma alusão a bambi né... Então vou anunciar o vencedor... O que, eu já disse? Ih... Desculpa... Então eu grito: É hexa!
Metade aplaude, outra metade vaia... Ron Groo joga uma bandeira do Santos FC no palco. Alguém grita Corinthians e é retirado do teatro.
Durante a baderna sobe ao palco devidamente fardado Capitão Nascimento. CN: - Silêncio aspiras... Silêncio. Vocês acham que são dignos de usar a caveira do Bope? Este cidadão que vou apresentar como vencedor de melhor piloto é digno. Lutou contra os próprios aliados. Lutou contra o império prateado. E venceu! O título de campeão é detalhe. O Oscar de melhor piloto vai para ele. Que deixou de ser 02 pra ser primeiro na equipe: Felipe Massa!
Enquanto a maioria aplaude Bernardo Bertcht - o gaúcho - resolve fazer uma brincadeira e diz que Massa é tão vice quanto o Vasco da Gama.
CN enquanto pega Bernie pelo colarinho e lhe da alguns safanões: - Pede pra sair, pede pra sair...
Com a confusão já formada sobem ao palco os três promotores do evento: Felipe Maciel, Ron Groo e Fabio Campos.
FM: - Eu queria agradecer a quem votou, e foram muitos votos, e dizer que é sempre uma honra receber vocês em nossas festas.
RG: E eu queria agradecer ao Felipe e ao Fábio e a todos vocês que participaram por terem segurado a peteca quando eu não pude comparecer.
FC: E eu gostaria de agradecer a todos, por mais este ano juntos. Que ano que vem seja ainda melhor, apesar dos pesares.
Os três juntos abrem o envelope e dizem: O vencedor de melhor GP vai para: O GP Brasil!
A bagunça cede espaço as palmas eis que surge no palco um senhor conhecido por discursos longos e intermináveis: Fidel Castro, que para espanto de todos faz um discurso de encerramento rápido. FC: - Yo gostaria de hablar unas palabras para Rubens Barrichello e uns anônimos:
Tome una atitude sua besta, seja una besta con atitude. Puede ser una atitude besta. Mas que seja una atitude.
Sistema de som: Eu sempre quis participar de uma festa assim! Boa noite! Ano que vem tem mais Oscar!

10 de dez de 2008

A segunda...

As crônicas do Nardo

O telefonema do além

O dia tinha começado muito bem, já eram dez da manhã e nada errado tinha acontecido e vale lembrar que o dia começa efetivamente às oito e meia.
Cada qual cuidava de seus afazeres. Todos muito ocupados.
Só para situar, o escritório é dividido em três ambientes: O balcão que fica de frente a porta de entrada e trabalham dois atendentes.
A área de trabalho efetivo, separada do balcão por uma divisória de vidros canelados e tem a aparência de um ‘aquário’. É onde ficam as mesas, os computadores.
E o mezanino onde funciona uma corretora de seguros.
Acabavam de chegar os primeiro clientes do dia: um casal que desembarcara de um fusca verde água e um senhor que viera a pé mesmo.
Dentro do aquário toca um dos telefones e um dos chefes que estava desocupado atende.
-Alô? Sim é daqui sim... – Atende ao telefone sem usar o texto padrão onde dizemos o nome do estabelecimento e a saudação que melhor cabe aquela parte do dia.
- Azul? Fusca? Sim... Tem sim quem quer falar com ele? Um só minuto que vou levar o telefone até ele...
Ao que parecia uma mulher tinha ligado para falar com para tentar falar com alguém - seu marido provavelmente - que estaria conosco naquela hora. E tinha dado a sorte.
Ao chegar à porta do ‘aquário’ lembrou-se que tinha algo a fazer na capital, avisou que estava indo naquela hora e que não demoraria a voltar.
De passagem pelo balcão olhou para os clientes e como o casal estava de mãos dadas deduziu que seria então o outro senhor. Nada perguntou apenas virou-se para o cliente e disse: “- Sua esposa esta ao telefone e quer falar com o senhor.” - E para o funcionário que estava atendendo: “-Vou até o bairro da Lapa, não demoro.”
Entrou em seu carro, manobrou e sumiu em poucos segundos.
O atendente então notou que o senhor que recebera o telefone sem fio ainda não tinha atendido, nem dito um simples alô. Estava pálido, com a respiração ofegante.
-O senhor está bem? – A pergunta era retórica já que visivelmente ele não estava.
O funcionário levanta-se e pega o telefone das mãos do cliente. Ao mesmo tempo em que o ajuda a se sentar.
O ocorrido chamou a atenção de todo mundo. Correram para lhe pegar um copo com água. Outro trouxe o ventilador para perto.
A mulher que havia descido do fusca quis saber o que acontecia.
O outro, que ainda estava com o aparelho nas mãos, ouviu os chamados insistentes da pessoa do outro lado resolveu atender:
-Alô? Quem fala?
-Meu marido está ai ainda? O outro homem disse que ele ia atender ao telefone e ta demorando, vai acabar os créditos...
-Mas senhora quem é seu marido?
-É Joaquim. Deve estar ai já, foi num fusca azul bem clarinho...
Então ele olhou para fora e viu que o fusca era verde e não azul e que o seu chefe devia ter feito confusão.
-Olha, sinto muito, mas seu esposo ainda não chegou aqui não... Foi engano da parte do outro rapaz, desculpe.
-Tudo bem... Se ele chegar, é Joaquim o nome, pede pra ele ligar pra mulher dele, no celular... Ta bom?
-Eu peço sim... - E desliga o telefone voltando a atenção para o senhor que já se recuperava.
-Menino! Fiquei realmente assustado agora... Minha esposa faleceu já pra mais de cinco anos. Que brincadeira mais sem graça...
Depois, bem mais tarde ficamos pensando numa forma de sacanear o chefe. Rir um pouco da cara dele quando soubesse da situação que causou, eis que ele chega. Cansado e com cara de poucos amigos.
- Estes trens estão cada dia piores. Atrasados e sempre cheios!
- Ué, mas porque você voltou de trem? Quebrou o carro?
-Carro? Como assim? Eu fui de carro?
-Foi...
-Vixe... Danou-se! Deixei o carro no estacionamento e esqueci dele... Voltei de trem.
Todos acharam melhor nem tocar no outro assunto. Agora era melhor rir deste novo...

7 de dez de 2008

O outro lado da saida - Tem que ter...

A Honda se foi!
E tudo que podia ser dito em relação a isto - conseqüências más - foi dito.
A saída da montadora japonesa tem sim aspectos negativos e um dos piores se não o pior é o encolhimento do grid de largada. Com menos carros, corridas teoricamente mais chatas.
Sem contar que o fato pode abrir precedente.
Mais montadoras poderiam usar a crise como muleta e abandonar – mancando - a categoria, que claro, sempre foi um sorvedor de dinheiro com muito pouco retorno.
Pode levar a uma padronização da categoria em nome do corte de custos, como já acenam Bernie e Max com a volta dos propulsores Cosworth. O que em minha modesta opinião nem é tão ruim, já que em 2010 será permitido a venda de chassis e como a FIA fornecerá os kits de propulsão a preços módicos pode até trazer de volta os ‘garagistas’.
Para maiores informações sobre a volta dos motores mais vencedores do mundo a categoria máxima do automobilismo você pode ter em detalhes no Blogf-1 de Felipe Maciel.
Mas e de bom? Nada pode ser dito de bom sobre a saída dos nicômicos?
Se pensarmos bem deve ter algo de bom nesta saída.
Que tal? Posso dar uns exemplos e vocês acham os outros. Pode ser?
Pois bem... Vamos por partes...
Não teremos que agüentar no ano que vem aquela baboseira do “Earthdreams” que convenhamos, era uma demagogia só...
Não veremos mais aqueles carros horríveis, plasticamente falando, desfilando pelos autódromos ao redor do mundo.


Não vamos mais ter que aturar o Nick Fry pensando que era o ultimo biscoito do pacote em termos de chefia na F1.
Quando se esperava uma decisão sua, inventa um vestibular sem sentido algum entre um veterano já rodado e que não tem mais que provar nada a ninguém e um novato, que até agora tem de bom só o sobrenome.
E tem o Button... Com o fim da Honda não teremos que ver o inglês se arrastando pelas pistas com um carro extremamente ruim. E se Deus quiser também não teremos que vê-lo se arrastando com um carro médio. E nem com um carro bom, enfim, não veremos mais o Button. E eu acho isto ótimo! Mas afinal: Quem liga para o Button?

Sem contar que finalmente acabaram as chorumelas do Barrichello.
Agora sim ele se aposenta querendo ou não já que a sua esperança era a Honda, e como a esperança é a ultima que morre, a dele acabou de morrer.

Mas quem deve ter achado bom mesmo a saída da Honda foi a Force India, que agora não tem adversários na briga pela rabeira das corridas.

5 de dez de 2008

Aroeira - Honda vive dias de Super Aguri


Não faz muito tempo e o assunto era a saída da Super Aguri causada pela Honda, agora...
Esta é uma visão pessoal dos motivos que levaram a montadora japonesa se retirar da maior categoria do automobilismo mundial, e como tal pode conter erros de julgamento e falhas na argumentação já que acompanho – como muitos de meus pares – à distancia e não tenho contato com pessoas ligadas a equipe diretamente.
Porém não posso deixar de enxergar desta forma.
Desde que os dirigentes da F1 começaram o movimento no sentido de deixar a categoria ser dominada majoritariamente pelas grandes montadoras em detrimento das equipes, digamos, puramente esportivas, já espera por algo desta natureza.
Mesmo mantendo departamentos profissionais voltados ao "esporte" é óbvio que este não era e nem nunca foi a prioridade das majors de carros pelo mundo. E sim a parte de marketing e merchandising.
Explico.
Com exposição garantida em zilhões de aparelhos de TV; jornais; revistas e computadores ligados a grande rede ao redor do mundo todo, a F1 garante uma propaganda relativamente fácil e com audiência cativa e certeira sendo assim a melhor vitrine possível para as montadoras .
E para a Honda não é diferente. Ainda que o mercado alvo da empresa seja o seja o norte-americano que não acompanha com tanto interesse a F1.
A partir do momento em que os resultados ‘esportivos’ começam a ser negativos, os resultados ‘comerciais’ podem declinar na mesma proporção. Parece ter sido o que ocorreu com a montadora japonesa.
Um orçamento gigantesco para obter resultados pífios nas duas ultimas temporadas queimando assim uma importante válvula de distribuição de sua imagem.
E claro, a propalada crise financeira mundial tem sua parte de culpa nesta retirada da Honda das pistas de F1, porém não penso ser a causa mais forte.
Assim fosse também se retirariam do mundial de moto velocidade e não mais forneceriam os motores para a Indy ou participariam de qualquer categoria auto esportiva que requeresse as quantidades industriais de dinheiro que fatalmente requerem. E mais, não teria a equipe escolhido correr por dois anos seguidos sem patrocinadores em sua carenagem, exibindo apenas o nome de seu ‘programa ecológico’.
Esta saída da equipe japonesa não teria maiores conseqüências se o grid da categoria fosse aberto a mais carros e equipes não pertencentes a montadoras, mas com a saída da montadora japonesa teremos apenas oito equipes na temporada do ano que vem, um grid muito murcho para o gigantismo que a categoria ostenta
E o pior, pode ter aberto precedentes para que outras montadoras batam em retirada também.
Parece que o buraco aberto por Max e Bernie, finalmente começou a engoli-los.
Como diria Geraldo Vandré em 'Aroeira', uma de suas canções:
"-É a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar".

4 de dez de 2008

F1 - Três personagens e três canções

Não tem como não voltar a Rubens Barrichello
Por mais que seja prazeroso dar umas castanhadas no rapaz sempre fico com uma confusão nos sentimentos quando vejo algumas de suas atitudes.
Aceitar fazer um teste comparativo com Bruno Senna é de longe a pior das vergadas do homem bambu.
Um sujeito com mais de dez anos de carreira na F1, bem ou mal com vitórias e dois vice-campeonatos no currículo ter de se medir com um novato sem nenhuma experiência na F1?
E por vaga em uma equipe que está tão risível que nem faz gosto dizer que seria legal pilotar por ela?
É ou não ridículo?
Sei que é chover no molhado, mas Rubens não merecia um ocaso de carreira tão melancólico.
Será que um dia ele vai contar em um livro também o porquê aceitou mais esta humilhação?Pra ele o refrão de uma canção de um antigo grupo de rock paulistano dos anos 80.
“Paixão e tempestade” dos 365.
Agora é o futuro/Que Deus me deu de presente
Sozinho no escuro/Tudo quase diferente
Tudo é calmaria/No mar dessa/Eu volto a ser milha
De novo sou quase gente/Autoridade vai chegar
Pra descobrir porque calei o meu coração



Tio Bernie e Tio Max estão pensando que são Mutley.
Mudar o sistema de pontuação do campeonato para a forma olímpica é coisa de maluco.
Vai ficar muito fácil para as equipes de meio de grid irem atrás de patrocinadores dizendo: “-Não temos nenhuma medalha, mas pode investir na gente ai.”
Pra estes dois vai Titãs: “Estados alterados da mente”.
Atitudes mecânicas/Movimentos involuntários/Estímulos elétricos/ tempestades mentais Choques térmicos/ crises de melancolia/Choro compulsivo/ riso histérico
Euforia, vertigens/Estados alterados da mente




Fernando Alonso diz que se mudarem as regras do jogo ele se aposenta.
Nunca achei que fosse dizer isto, mas esta é uma atitude do asturiano que alem de me surpreender me fez admira-lo.
Finalmente alguém que faz diferença se pôs contra este absurdo de motor único.
Afinal se a opinião do único bi-campeão mundial não tiver peso neste assunto. Então nenhuma – além da Ferrari – conta.
Quantos teriam coragem de dizer isto? E quantos teriam coragem para fazer isto?
Não sei se Alonso tem fazer isto. Por força de contrato pensou que ficaria só na palavra, mas seria interessante ver o resultado de uma atitude desta.
Imagine o asturiano sobrancelhudo cantando “Cidade em chamas” dos Engenheiros do Hawaii.
Já vimos este filme/Sabemos como acaba/Explodem quase tudo/Não sobra quase nada
Então, só resta uma solução/Sair no meio da sessão/Pra ver/A cidade em chamas

Nem vou por foto, afinal desta vez gostei mesmo do que disse o cara.

30 de nov de 2008

Re post - Stick Fingers

Tudo bem que Sticky Fingers (1971) não é o melhor e nem o mais importante disco dos Rolling Stones, mas é sem duvida alguma um divisor de águas.
Depois deste todo o som dos anos 70 dos Stones foram se moldando. A levada metálica. A voz afundada na mixagem, os naipes de metal e palhetas a percussão pesada. Os Stones se reinventando aos poucos após a morte de Brian Jones.
A começar pela capa do papa pop Andy Warhol em que uma fotografia chapada de uma pélvis masculina trajando jeans trás um zíper - de verdade - que pode ser aberto (mesmo).
“Brown sugar”, clássico que abre os trabalhos fala de uma heroína escura que vinha da Índia ou do México. A música é tão boa que até os Mutantes decalcaram-na em sua “Beijo exagerado” ouça as duas e compare. “Sway” tem tudo àquilo que está no segundo parágrafo e mais. Uma letra violenta sobre submissão sexual.
“ Wild horses” é a balada para acalmar.
A faixa “Can´t you hear me knocking” é um deleite. Muito bem tocada acaba num coda climático de sax e percussão. Mostrando onde está a diferença entre os Stones e os Beatles. “You gotta move” é uma homenagem ao blues man Fred Mcdowell.
O disco ainda tem outra canção que é obrigatória nos shows “Bitch” nos mostra de onde Peter Franpton tirou o riff de sua “Breaking all the rules” e é cantada pelo guitarrista Keith Richards. “Sister Morphine” nos remete ao estilo barra pesada da vida stoneana no verso: ‘Irmã morfina, transforme meus pesadelos em sonhos... ’. Não preciso falar sobre o que é e o que faz a tal irmã. Preciso?
Só pra terminar a preferida da casa “Dead flowers” é tudo que o Creedence Clewater Revival sempre quis fazer e ficou pelo caminho. Discão. Obrigatório, pena todos estarem como no titulo desta seção.
Deixo com vocês um video mostrando como os Stones tocavam "Dead Flowes" em 1972.

Classico é pouco!

28 de nov de 2008

As crônicas do Nardo - A estréia!

Hoje estréia aqui no BligGroo uma série, para fazer companhia as já (in)famosas "Notinhas do Busão".
As crônicas que me proponho a colocar nesta seção são fatos reais temperados com um tanto de ficção e outro de exagero, mas sem comprometer a veracidade da situação.
Em tempo: "Nardo" é o nome do escritório de documentação automobilistica (despachante) em que trabalho e onde se passa toda a ação destes textos.


Com vocês...:

AS CRÔNICAS DO NARDO

O Ford do padre

A coriza incomodava demais.
Nariz escorrendo, gotejando sobre documentos recém impressos e manchando tudo.
O humor, que já é uma maravilha em dias normais, neste dia estava abaixo de cão. Tanto que respondeu vários ‘bom dia’ com alguns singelos ‘por que?’.
Já no período da tarde adentra no escritório, devidamente paramentado com camisa de gola clerical, as famosas ‘clergyman’ um senhor distinto.
Na visão do povo que trabalha ao escritório, distinto até demais... Distintíssimo!
Todos fingem estar ocupados ou ignoram solenemente a figura sobrando para nosso ‘corizado’ atendê-lo.
-Pois não?
-Boa tarde.
Até pensou em dizer que não tinha nada de boa na tarde, ainda mais com tão distinta presença ali... Mas calou-se.
-Posso ajudar?
-Quero fazer o documento de um carro zero quilometro.
-Pois não, posso ver a nota fiscal?
-Pode. – E saca de uma bolsa também muito distinta a dita nota. Em via única, era uma nota fiscal direta da fábrica e descrevia como produto um Ford Fusion, preto como convém e faturado em nome do padre, mas pago pela Mitra Diocesana.
Fez contas e apresentou os resultados ao padre que concordou com a quantia cobrada pelo primeiro emplacamento do veiculo.
-Ok! Então por favor, o senhor me dê seus documentos, CIC, RG e uma conta de luz, água ou telefone como comprovante de residência.
-Você vai ‘xerocar’, não é?
-Os documentos pessoais sim, a nota fiscal tem de ficar a original mesmo.
-Não pode!
-O que não pode?
-Ficar com a nota fiscal original.
-É necessário, sem ela não posso fazer o primeiro emplacamento.
-Não pode... A nota original tem que ficar comigo, tenho de prestar contas a Mitra.
-Eu faço uma cópia para o senhor.
-Não serve!
-Faço uma cópia autenticada. Em cartório...
-Não. Tenho de ficar com a original.
-Se o senhor ficar com a original, eu não posso fazer o documento. É exigência do Detran.
-Eu não quero saber se é ou não exigência de quem quer que seja, tem de ficar com a nota original.
-Eu já disse, sem a nota não posso fazer o documento...
-O senhor não serve para atender pessoas no balcão. É grosso, não tem educação! – Diz o padre muy distinto elevando a voz e esganiçando-a. Distintamente.
-Pessoas eu sei atender muito bem. Os que eu não sirvo para atender são bestas; burros e mulas teimosas! Muares de plumagem empertigadas e metidas à dona da verdade! – Disse o ‘corizado’, também elevando a voz já um tanto fanhosa enquanto secava a coriza com os dedos e os limpava na nota fiscal do sacerdote.
-O senhor me respeite que eu sou padre! – Já gritando com as mãos na cintura.
-Eu não respeito nem Papa, vou lá respeitar padre? – Em igual volume de voz, fanhosa, claro!
-Oras! Vá para o inferno!
-Vai pro inferno o senhor, e leva esta porcaria de nota fiscal junto! – E joga a nota, já muito amarfanhada e um tanto molhada de secreção nasal.
O padre girou nos calcanhares e saiu pisando duro. Não tão duro assim, de vez em quando dava uma reboladinha e saiu dizendo que procuraria um lugar onde fosse mais bem atendido.
Quarenta minutos depois voltou, foi atendido por outro funcionário e concordou em deixar a nota original e levar com ele apenas uma fotocópia autenticada pelo cartório local.
Até onde se sabe, nenhum dos dois ainda foram para o inferno.

26 de nov de 2008

Curtinhas da F1 (não são noticias sérias, são?)

Temos tido muito pouca ação no campo da F1 ultimamente.
Por isto tenho postado coisas diferentes como a história do truco e alguns contos.
Pensando bem... Sempre foi assim.
Sempre mesclei a F1 com assuntos diferentes... Mas hoje, sinceramente... Estou com saudades de falar de corrida de carros.
Então lá vão algumas curtinhas.


BRUNO SENNA LEVA VANTAGEM SOBRE DI GRASSI NO VESTIBULAR DA HONDA.Na primeira fase do vestibular da equipe nicômica - que nos dois últimos anos acabou por fazer carros tão ecologicamente corretos que nem andavam direito – Bruno Senna levou pequena vantagem sobre Lucas Di Grassi.
Penso que o primeiro sobrinho deva ficar com a Honda para o ano que vem.
Já Di Grassi merece coisa melhor...
OS PORTUGUESES VOLTARAM A F1. AO MENOS NOS BIGODES DOS CARROS.

A BMW mostrou o que seria o carro adaptado para o ano que vem já nas regras novas de configurações aerodinâmicas.
Ficou feio. Feio. Feio. Feio. Feio.
Bem, mas a BMW nunca foi lá estes modelos de beleza com aqueles montes de penduricalhos; asas; chifres e outras coisas menos cotadas.

JÁ A WILLIAMS...

É bonita de qualquer jeito. GO Williams GO!
Diria Marcos FW do Gp Séries.
MONTOYA DIZ NÃO A F1.Quem foi que convidou da primeira vez pra ele voltar?
E agora? Alguém convidou?
Disse o gordinho colombiano que não voltaria nem se fosse para a Ferrari.
Desculpem, mas estou rindo muito aqui....
O cara apareceu bem na Indy, fez uma boa estréia na F1 e depois foi deplorável.
Sem contar que o sujeito era feito de cristal e se machucava jogando tênis. De moto saltando em pistas de terra, mas jogando tênis, claro.

TORO ROSSO AGORA É TOTALMENTE DA RED BULL.
Gerhard Berger vendeu sua parte (50%) da equipe Toro Rosso para aquele cara que tem um nome estranho: Dietrich Mateschitz.
Aqui fui pego de surpresa.
Pensava que ele já havia vendido os cinquenta por cento quando liberou Sebastian Vettel para correr na equipe principal da vendedora de latinhas energéticas.

TODOS UM DIA SABERÃO A VERDADE.Enésima vez que Rubens Barrichello diz que um dia contará - possivelmente em um livro - o que viveu enquanto era piloto 1B da Ferrari.
Se ele for realmente sincero e escolher um bom ghost writer, então saberemos que:
Tinha de dormir na casinho do cachorro toda vez que iam para Madonna di Campiglio.
Que nesta estação de inverno, seus esquis nunca eram iguais ao do alemão.
Que nem podia comer no mesmo refeitório que M.S. quando visitava Maranello.
Que as pizzas que a equipe pagava no sábado a noite antes das corridas chegavam para ele depois de mais de quarenta minutos e sempre eram de aliche.
E finalmente
Que ele era apenas um brasileirinho contra este mundão todo.
Mas vamos ter de esperar um pouco ainda por este livro, afinal, por contrato o do alemão tem de sair primeiro... Se por acaso Rubens continuar nas pistas da F1 no ano que vem, assumirá o posto deixado vago por David Couthard, mas ao invés de pedir para que ele vá jogar bingo vou grafar sempre: Vá se catar, Rubens!

23 de nov de 2008

A origem do truco

Truco: vem do latim e significa "tá roubando, seis, ladrão".
Um jogo com cartas de baralho que veio originalmente dos vikings noruegueses e que foi aperfeiçoado pelos terríveis franceses do século 17.
Na era viking foram criadas as regras básicas do truco, mas devido à selvageria viking era muito difícil encontrar jogadores para uma disputa. Pois como se sabe os vikings da Noruega eram bárbaros e ignorantes já que ignoravam para que serviam aqueles desenhos que ficam embaixo dos números nas cartas dos baralhos, e que os temidos e odiados franceses do século 17 vieram a chamar de 'naipes', assim mesmo, com direito a biquinho.
Também, reza a lenda que na antiga língua viking as referencias usadas para distinguir os jogadores entre si soavam muito agressivas e com a falta de esportividade dos mesmos, quase sempre o jogo acabava em brigas e mortes, diferentemente de hoje em dia em que só acaba em brigas. Eles (os vikings) também foram responsáveis pela invenção dos sinais de comunicação, ainda que de maneira rústica e feitos com seus (deles) machados nas orelhas, narizes e cabeças de seus parceiros. Ato este que sempre interrompia o jogo para que se pudesse limpar o sangue que ficava sobre as mesas de jogo, mas isto também foi modificado pelos amedrontadores e violentos franceses do século 17.
O jogo em si tinha o propósito de divertir os guerreiros vikings quando não havia guerra, era jogado da seguinte forma: Pegava-se um baralho de cento e trinta cartas, o primeiro jogador do sentido horário embaralhava as cartas e distribuía quinze para cada jogador inclusive para ele mesmo, o segundo pegava o monte restante e jogava fora, o terceiro jogador, sempre no sentido horário, colocava uma carta sobre a mesa e assim se seguia com os demais até se completar uma rodada. Depois trocavam-se os sinais' e após limparem o sangue da troca de sinais alguém (sem ordem especifica) achava (não se sabe por que) que estava com a carta maior na mão gritava. Segue-se agora a transcrição de um trecho de uma partida da era viking que nos foi enviado por um descendente dos monstruosos franceses do século 17.
"-Trruca..."
"- Seis ladrron!"
". Ladrron non!!!!"
"- Ladrron zim, zafada”.
E ai o pau comia por mais ou menos umas duas horas no mínimo, nunca se soube ao certo se havia vencedores naquelas partidas, mas, de alguma forma estava plantada a semente do truco que hoje conhecemos. Um pouco mais de historia: No século 17, um francês que estava a caminho da Itália entrou por uma estrada errada e foi parar na Noruega. Algum tempo depois, já familiarizado com o cheiro do bacalhau e não tendo nada melhor para fazer foi aprender os costumes locais tomando contato assim com o truco.
Durante muito tempo foi assíduo freqüentador dos ambulatórios noruegueses até que aprendeu o jogo e logo quis então voltar à França para divulga-lo (e claro fugir das surras). Já um tanto machucado pelas sucessivas partidas jogadas em solo norueguês ele tratou logo de ensinar um compatriota, que aprendeu e deu uma aperfeiçoada nas regras transformando-as no jogo de truco que hoje jogamos.
Este francês é o célebre BEGERRO LABUNDA.Begerro reduziu o baralho de truco de cento e trinta cartas para apenas quarenta, eliminando do jogo as cartas 8, 9 e 10. Passou a distribuir apenas três cartas por jogador e também a sinalizar com gestos discretos a fim de que não fossem percebidos pelos adversários e não mais com pancadas.
No começo os implacáveis franceses do século 17 estranharam, mas depois se acostumaram e foram espalhando o novo jogo por toda a Europa, com exceção feita à Noruega que continuava com as velhas regras e a Portugal, que achou as regras muito complicadas.
Dos primórdios aos dias de hoje o jogo pouco mudou, e até são organizados campeonatos mundiais de quatro em quatro anos, aonde vários países vem a participar, ficando de fora apenas a Noruega por motivos que se seguirão e Portugal que do século 18 até nossos dias ainda não conseguiu aprender as regras.
O motivo da ausência da Noruega nos campeonatos mundiais explica-se pela expulsão deste pais da F.I.TRU. (Federação Internacional de Truco) logo após o jogo inaugural do primeiro mundial em 1902, quando se enfrentavam com os intratáveis e sanguinolentos franceses. Assim que o primeiro grito afrancesado ecoou no salão de jogo, o norueguês EUMATOSSEM BICHENSEN sacou um machado e cortou o pescoço do francês LEVI ADO DEFRANCE.
Na França este jogo também é conhecido como "o jogo das galinhas" devido à gritaria com voz fina que se segue a cada trucada.
"-Trrruco..."
"-Seis, ladrrron!"
"-Nove, pederrastrrra!!!"
"- Enton deixa moa verr, eu terr uma zap!"
"- Moa Ter uma trres de pau."
"- De pau? Uh lalááááá!!!!"
Ainda hoje pode-se dizer que o truco é um jogo para bárbaros selvagens.

19 de nov de 2008

Como será o amanhã?

Entrou na tenda devidamente disfarçado e muito ressabiado.
O enorme bigode falso, preso abaixo do nariz com cola era até convincente.
Um boné do Vasco da Gama também ajudava, mas o que o credenciava era o forte sotaque lusitano que envergava.
Ah sim... A tenda em questão era a de Madame Soraya, astróloga e vidente: “Tudo sabe; tudo vê e tudo adivinha.”.
Ao menos era o que estava escrito na placa do lado de fora, que também mostrava o preço da consulta: Cinqüenta Reais, mas talvez fosse necessário acrescentar por conta própria um “às vezes inventa”. Maledicências de povo ‘incréu’ diria ela.
-Quem esta aí? – Perguntou Madame Soraya.
-Ué? Adivinha!
-Madame Soraya não gasta seus poderes com adivinhações banais... Sente-se.
Ele que já estava sentado começou a duvidar dos poderes da astróloga e vidente, porém como já estava lá...
-Eu vim até aqui para que a senhora me tirasse uma duvida que esta a me corroer por dentro...
-É mal de amor... O senhor... – E foi cortada no meio da frase.
-Ora, pois, que não é mal de amor nenhum... Nesta seara tudo corre às mil maravilhas.
-Então é questão profissional?
-A senhora esta a perguntar? Ou a afirmar?
Madame Soraya ficou desconcertada, mas afirmou que afirmava. Reduntantemente.
-Sim, é preocupação profissional, sabes? Estou a ficar velho, as novas gerações se apresentam... Estou com medo de no ano que vem não poder fazer aquilo que mais gosto...
-Deixe-me olhar as cartas do tarô... Hum... É! Aqui diz que o senhor vai sim ter para o ano que vem muitas dificuldades com a profissão...
-Besteira... Já estou tendo dificuldades desde que ingressei esta carreira...
-Bem... Então vou fazer seu mapa astral... É aqui diz que os astros não estão a seu favor...
-Outra parvoíce... O astro nunca, veja bem, nunca esteve a meu favor. Porém, com tudo, toda via, todos sempre estiveram a favor do astro por onde trabalhei.
-Caso difícil o seu. Vamos apelar... Búzios! - E joga as pedras na mesa. Vai lendo...
-Aqui diz que o senhor vai ter de se submeter a alguns vexames e humilhações se quiser continuar...
Mais uma vez ela tem sua sentença cortada abruptamente.
-Assim a senhora não esta a me dizer nada de novo! Veja bem, o que eu quero é saber se ano que vem continuarei em minha profissão!
-Senhor... Os astros, as cartas, os búzios... Eles não foram claros o bastante para suas duvidas. É melhor dar um tempo e esperar, sabe? O tempo é senhor de tudo. Tudo conserta ou acaba de ferrar de vez. Entende?
-Sim senhora, estou a perceber... De qualquer forma meu muito obrigado...
Levantou-se para ir embora e deixou num cofre o valor da consulta.
Quando ia deixando de vez a tenda ainda ouviu Madame Soraya dizer:
- Rubens... Desiste meu filho! Ou procura uma outra categoria qualquer...
Então ele voltou-se para ela ta tirando o boné e o bigode.
-Como soube que era eu?
-Oras Barrichello, com as dicas que você deu, nem era preciso ser adivinha para descobrir...

16 de nov de 2008

Carta a Mark Chappman

Franco da Rocha, 16 de Novembro de 2008.

Senhor Mark Chappman

O sol lá fora aquece de forma muito gostosa. Você ainda se lembra?
É claro que a estas horas da manhã, com tudo orvalhado a temperatura é amena e que com o passar das horas vai esquentar horrivelmente.
Mas a gente sempre pode ligar um ar condicionado, um ventilador ou mesmo procurar uma sombra.
E você ai não pode ver e nem sentir isto não é?
Sei que esta prisão em que se encontra não é nem sombra das masmorras de Abu Graib – é assim que se escreve? – mas ainda assim é uma prisão não é?
Eu estava ouvindo um disco do John Lennon agora a pouco. Um disco de grandes sucessos. Deve ter sido difícil de escolher as musicas deste álbum já que eram tantos sucessos...
E você achou que deveria dar um fim a vida do rapaz... Que idéia infeliz esta sua, hein?
E isto já faz vinte e oito anos! Como o tempo voa não?
Eu li que Yoko disse mão a seu pedido de perdão, para que fosse libertado. Eu teria feito a mesma coisa e acho que qualquer cidadão de bem também teria feito o mesmo.
Sabe, se fosse aqui no Brasil que você estivesse preso, já estaria na rua com ou sem consentimento dos familiares e herdeiros de Lennon.
Nossas leis têm o mal-habito de proteger os infratores. Têm-se regalias aqui sabe?
Se solta por bom comportamento.
Tem-se o beneficio de redução de pena se você trabalhar na prisão e o supra-sumo de nossos desmandos: A prisão semi-aberta.
Não esta entendendo não é? Também como pode? Não faz sentido algum...
O sujeito é condenado a uma pena por um delito qualquer... Desde roubar galinhas até assassinar alguém. E no meio de sua pena pode receber o beneficio da ‘prisão semi-aberta’ em que o sujeito só precisa ir dormir na cadeia. Durante o dia pode perambular livre pelas ruas. Na maioria das vezes fazendo outras porcarias do mesmo quilate das que o levou a prisão.
Mas você não esta preso aqui, não é.
Esta em Pais onde as leis protegem o cidadão e seus familiares e não bandidos... Bem, sorte dos habitantes deste lugar e azar o nosso, que acabamos mais presos que os presidiários com tanto muro grade em nossas casas...
Mas mudando de assunto...
Se você por acaso estivesse preso aqui no Brasil e tivesse o beneficio de sair por bom comportamento ou até da prisão semi-aberta, o que faria?
Outra pergunta é: Você se arrepende do que fez?
Se sua resposta for não, tenho outra pergunta: Você faria de novo?
Ta certo... Eu sei! Não se pode matar a mesma pessoa duas vezes, mas... Digamos que sua resposta agora fosse sim...
Você conhece Bernie Eclestone e Max Mosley?

Ron Groo.

13 de nov de 2008

Re post - Sensação de dèja vu?

Este post foi escrito originalmente ano passado e foi postado no antigo blog do ig.
Resolvi recoloca-lo porque sempre o achei interessante, aos que já conhecem, comentem de novo já que perdi os comentários do antigo blog...
Aos que não conhecem, bem vindos à "Auto Ajuda do Groo"
Auto Ajude-se a mim mesmo.
Estava aqui sentado em frente ao computador pensando no que minha esposa comentou.
Sei que ela não sugeriu nada, e nem o faria dado o asco que ela sabe que tenho pelo assunto, mas...
“-Parece-me que o único jeito de ganhar dinheiro com letras neste país é escrevendo livros de auto-ajuda”. – comentou. – “-É ser um Lair Ribeiro da vida”.
Têm outros, mas só me lembro deste já que uma vez li uma sátira em o que o nome dele aparecida grafado ‘Medáumdinheiroair Ribeiro’. Esconjurei.
Mas... Por que não? Seria um dinheiro limpo. E eu acho que posso escrever aquilo. Afinal escrever absurdos eu sei...
Ai fiquei aqui batucando nas teclas e ouvindo blues.
Não aquele da tradição do delta, lento e arrastado. Mas o blues-rock do sul dos EUA: Allmans Brother Band, e resolvi tentar.
Se não ficou bom pelo menos serviu para fazer ver à minha mulher que é preciso muito talento e cara de pau para mostrar aos outros como se ajudar.
Ajudando a encher a própria conta corrente... E com vocês:
COMO INFLUENCIAR PESSOAS E SE DAR BEM.
Capitulo um: Do vestuário.

Para influenciar pessoas é necessário ter a vestimenta adequada a cada situação. Você é o que aparenta ser. E se assim não for, faça com que seja. A FORÇA.
Vista-se sobriamente.
Ternos bem cortados e de caimento perfeito são indispensáveis. Camisas claras, sapatos bem engraxados e gravatas discretas.
Esta indumentária fará com que você se pareça com um bem sucedido executivo. As portas se abrirão com mais facilidade. Mas lembre-se: cuidado!
Ao se vestir assim e parar diante de uma porta para que ela se abra podem confundi-lo com um porteiro e aí é você quem vai ter de abrir a porta

C
apitulo dois: Do linguajar.

Saber se expressar é fundamental.
Evite gírias, coloque tudo na concordância e evite sempre palavras que não conhece sob pena de que venha a se parecer com o Vanderlei Luxemburgo numa entrevista coletiva: “-Veja bem, preste atenção. Isto no futebol é inerente. São percalços que nos meandros tornam-se polímeros. O resto é pelo em ovo!”.
Se traduzirmos isto aí para o bom e velho português dará: O Palmeiras tomou um fumo...

Capitulo três: Das preferências musicais:

A diversão dá uma idéia do que o homem pode vir a ser.
Se você fica em casa com as calças pelo meio da bunda, mostrando a cueca e ouvindo um tipo de musica em que o cara fala ao invés de cantar. Desculpe mas seu destino é ser Office boy o resto da vida.
Há também uma chance de que você seja um executivo autônomo, mas o tipo de mercadoria que você negociará poderá levá-lo a prisão, ou ao cemitério.
Pode parecer preconceito, mas preste atenção... É inerente, diria Luxemburgo.

Se você tem o habito de ficar no quarto ouvindo rock pesado tipo heavy metal.
Acha que Ozzy Osbourne é o que há. Então só conseguirá ser metalúrgico.
Pensando bem pode não ser tão ruim.
Tem um na presidência da Republica.
Se bem que eu duvido que ele saiba quem é Ozzy.

Agora, se você é daqueles que se vestem com camisas coloridas, usa o cabelinho descolorido e uns óculos em cima da cabeça ao invés de nos olhos. Bem então você se dará muito bem em corporações.
Arrume mais uns quatro como você e ponha atrás de sua pessoa. Lembre-se você será o líder... Aí dê dois passinhos para direita e dois passinhos para a esquerda. Sorria... Os outros vão lhe imitar os gestos.
Se fará sucesso é difícil de prever, mas vai ganhar um coro de ‘viadinho, viadinho... ’

Ah! Sim, mas se prefere umas musicas com todas as melodias iguais. Umas vozes femininas à beira do esganiçamento, uma corriola de dançarinos e um tipo com cabelo descolorido no topete fingindo que toca guitarra.
Aí cara você vai ser camelô no Brás, na Sé, na Candelária...

Por ultimo o pior... Evite de todas as formas aquelas musicas preguiçosas, pachorrentas. Que tem um guitarrista que toca uma nota só. Um ‘chenc, chenc, chenc’ medonho... Com um baixo estalado e um cantor com cabelo que mais parece uma raiz gritando “-Io, io, io. Legalize...”.
Pelamordedeus! Com esta coisa você vai conseguir ser no máximo aquele cara que fica nas praças vendendo artesanato em durepoxi e arame com um violão encardido e pose de descolado. Sujo e se achando... Vixe Maria.

Capitulo quatro, epílogo: Considerações finais.
Óbvio que tudo isto tira seu direito de decidir o que você quer, mas se você veio até aqui lendo esta bobagem e achando que eu ia ensinar como você pode se dar bem. Sinto muito...
Se eu soubesse você acha que eu diria?
Ta vendo... Tem que ter cara de pau de mais para publicar um negocio destes. E de menos para comprar.