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Mostrando postagens de Setembro, 2017

F1 2017: O adeus malaio

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Eis que chega ao fim – ao menos por agora – o GP da Malásia.
Gosto do circuito. Gosto da pista...
Adoro as duas enormes retas, as curvas velozes e o fator clima.
Agora, que foi mudado para a parte final do campeonato nem tanto, mas quando fazia parte da sequência de abertura, a previsibilidade do clima era um charme só.

Previsibilidade sim... Porque era certo que em algum momento da prova as chuvas de monção desabariam com fúria.
Em 2009 a água foi tanta e por tanto tempo que a corrida foi interrompida por falta de iluminação natural na volta 31.

O circuito malaio tem como país mais vencedor a Alemanha, o que não chega a ser surpresa já que o autódromo passou pelos domínios de Michael Schumacher e logo depois de Sebastian Vettel.
São ao todo oito vitórias dos germânicos desde a primeira edição da corrida em 1999.
Divide-se em três vitórias para Michael Schumacher e quatro para Vettel.
A vitória alemã restante pertence a Ralf Schumacher, nem sei se deveria contar...
Mas como conta, tam…

Atendendo a UM pedido... A origem do truco

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Este foi um dos primeiros textos que escrevi, ainda à mão em um caderno universitário lá pelos idos de 1996.
Não sonhava em ter site, página ou blogue sequer.
Publiquei pela primeira vez ainda no espaço disponibilizado pelo IG, há uns dez ou onze anos.
Também já apareceu neste espaço algumas vezes e hoje retorna por conta do pedido de um amigo querido: o quatrocordista do Valfúria Vander Romanini.
O texto tem piadas que podem ser consideradas homofóbicas, machistas, misóginas, xenofóbicas e politicamente incorretas.
Não mudo uma virgula. O escrevi em uma época em que não se apegava tanto à isto e havia muito menos chatos fazendo patrulha.
Obviamente, não sou homofóbico, tento ao máximo não ter atitudes machistas (infelizmente está arraigado na criação e algumas coisas demoram muito a mudar por completo), não sei o que é misógino (mentira, eu sei sim) e o politicamente correto que vá pra putaqueopariu.
Com vocês...

A origem do truco.

Truco: vem do latim e significa "tá roubando, seis, l…

O rock no Brasil não acabou 5: Maglore e a política de ser livre

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Não.... O disco não é difícil.
Pelo contrário, é acessível.
É pop, no melhor sentido da palavra e é rock, no sentido que você quiser dar.
O quarto disco da Maglore não é o ápice do trabalho dos caras. A cada audição fica mais nítido a capacidade do grupo de fazer coisas maravilhosas.
Desde o romantismo indie do primeiro disco (Veroz, 2011), passando pela revisitada nas raízes baianas - e sensacionais - do segundo (Vamos pra Rua, 2013) e a viagem de autoconhecimento para a produção esmerada do terceiro (III, 2015) a evolução da banda é algo palpável.
Não é possível dizer qual é o melhor já que cada disco é único, diferente, envolvente e excitante.
Dito isto, a expectativa para a chegada de Todas as Bandeiras (2017) só poderia ser grande.
Se você chegou até aqui e está se perguntando “que diabos é Maglore”, não se assuste.
Como disse: é rock e o estilo não está em alta, apesar de viver sua melhor fase desde o meio dos anos 90 e se quer um conselho, vá para sua plataforma digital de músi…

E se a Aston Martin estivesse indo para outra equipe?

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Ao que parece, a Red Bull fechará parceria com a Aston Martin e pelo que dizem, para que a montadora de carros elegantes seja dona do time dos bois vermelhos é um pulo.
Cogita-se que forneça motores à princípio e quem sabe em 2021 a equipe troque até de nome.
Para sorte de todos os outros pilotos, a parceria não é para já e é com a Red Bull.
Por lá, no time das latinhas de energéticos quem dá as cartas, mesmo parecendo que não, ainda é Daniel Ricciardo, boa gente, gozador, leal e altamente elegante dentro das pistas.
Fora delas o cara solta pum em entrevista coletiva, mas quem nunca?
A Aston só seria um problema para todo mundo se estivesse fechando acordo com a McLaren e para 2018...
Por quê?
Faça um exercício de imaginação...

-Entonces ustes que nos fornecerão motores?
-Yes, we are...
-E usteds tienen histórico?
-Não conhece nossos carros DB9? Vanquish? Rapide?
-Si, sí... Yo los conheço todos... Buenos coches.
-Então?
-Mas... E competição?
-Os DBR9 são nossos representantes em Le Ma…

F1 2017: A punição foi natural

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Não se pode culpar a pista molhada e nem a primeira curva pelo strike na largada em Singapura.
A coisa toda começou a se dar ainda em linha reta bem antes da curva, portanto.
E não houve escorregada devido a agua.
Kimi veio com ação total para ultrapassar Max e Vettel.
Só não se sabe por onde, já que estava pelo lado de fora da curva que se aproximava.
Talvez por isto, tenha tentado antecipar a Max e colocar o carro a frente quando sua roda traseira toca a roda dianteira do Red Bull.
Há uma leve mudança de direção da Ferrari de Vettel e um movimento em reflexo de Max.
Um reflexo meio tardio, mas ainda assim reflexo.
Nem a mudança de Vettel, nem o reflexo de Max e nem a tentativa de ultrapassagem de Kimi pode ser considerada o momento chave para o strike e todos igualmente podem ser considerados.
Contraditório?
Acidentes são a conjunção dos detalhes em momentos precisos que, se isolados, não dariam em nada.
Neste caso, principalmente, pode-se dizer que foi um grande incidente de corrid…

F1 2017 - Singapura: De noite, todos os carros são red (e ficam de fora)

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Singapura por si só já é um desafio.
O calor (menor por se a noite, mas nem tanto) e a duração quase no limite desgasta carros e principalmente os pilotos.

Como esperado, a Ferrari fez uma boa classificação e ficou com a pole.
Vettel teria a seu lado a Red Bull de Verstappen e logo atrás Ricciardo, para só então ter Raikkonen.
A largada que já prometia teve um tempero a mais algo que nunca tinha sido visto numa corrida noturna: chuva.
E assim que largaram ela fez a diferença.
Verstappen largou bem e ameaçava Vettel quando um Raikkonen ultra agressivo passou pelos dois.
Com um movimento sutil (para mim automático na defesa da posição) se tocam os pneus dianteiro da Red Bull no traseiro da Ferrari e começa o strike que leva embora, além dos dois, Alonso (que até conseguiu seguir) e Vettel, que mais a frente rodou por conta das avarias e perdeu o bico. Para além, também abandonou e por pouco (não faremos juízo) quase leva Hamilton.

Hamilton, aliás, que foi o grande beneficiado com tudo i…

F1 2017: Ajudando Massa a ser mais útil

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E na sala de reuniões, no motor home da Williams em Singapura, Felipe Massa, Claire Williams, Lawrence Stroll e Pat Symonds conversam sobre a ano de 2018.

-E então Felipe, vai ficar com a gente para o ano que vem? – perguntou Claire.
Os olhos e ouvidos na pequena sala se voltaram para o brasileiro.
-Não sei.... Depende. – respondeu.
-Do que? Dinheiro? – um desconfiado Lawrence com uma das mãos no bolso quer saber.
-Nem tanto... Claro que é importante, mas não é tudo.
-Quer saber do nosso pacote para o ano que vem? – sorriu Symonds.
-É outra coisa muito importante. Temos que ser competitivos, até para nos motivar né?
-Claro! – responderam em uníssono.
E Massa então continuou.
-Eu quero ser um pouco mais útil à equipe. Eu sei que tenho muito ainda para oferecer. – e virando-se para Lawrence – Não só para seu filho, como um tutor, que o menino já está melhorando muito, mesmo eu não podendo ajudar, mas com minha experiência, meu conhecimento, posso ajudar o time muito mais do que eu estou…

F1 2017: Revelações antes da noite escura

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Semana do grande prêmio de Singapura, aquele disputado de noite.
O lugar é sensacional ainda que na noite não se veja muita coisa...
A ideia, por pioneira na F1, é fantástica.
As corridas, nem sempre.
A grande lembrança é, e vai continuar sendo por algum tempo, o crash gate que teve lugar lá.
Nelsinho até hoje é um tanto mal visto pelo caso.
Na verdade, foi o único punido na papagaiada toda.
Flávio Briattore já foi perdoado, Pat Symonds também e até já trabalha de novo na F1.
Alonso, o sabonete, nunca foi sequer incomodado.
O único que teve um banimento branco que perdura até hoje é Piquetzinho
Mas como águas passadas não movem bolinhos...

Foi revelado que a McLaren finalmente vai se separar da parceira Honda para 2018.
McLaren se unirá a Renault e os japoneses irão trabalhar com a segunda turma da Red Bull, a Toro Rosso.

É bom para ambas as partes?
Sim, claro, mas para bom entendedor fica explicitamente claro que é muito, mas muito melhor para a fabricante japonesa.
Na Toro Rosso, a …

A F1 moderna e a falta de emoção

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Umas das reclamações mais recorrentes em relação a F1 depois dos anos 80/90 é a falta de emoção nas corridas.
Os campeonatos, com exceção de alguns títulos de Schumacher e daquele único em que Mansell venceu sem maiores problemas, tem sido bem movimentados e – apesar – da dominância de alguns pilotos e equipes, as mudanças na distribuição das pontuações e acréscimo de mais corridas no calendário garantem que – mesmo nestes casos – a chance de uma reviravolta na tabela permaneça aberta por mais tempo.
Com menos corridas e uma diferença menor na distribuição da pontuação por posição, era mais fácil – não comum, entenda – que a temporada chegasse ao meio com o título já endereçado com cep, selo e o dinheiro trocado para despachar via correio.

A outra face da moeda também é verdadeira.
Com mais corridas no calendário, chances de que tenhamos corridas monótonas crescem na mesma proporção.
Lugares como Baku, Abu Dhabi, Singapura, Rússia em geral, promovem corridas sonolentas e sem ultrapass…

A F1 moderna e a criatividade

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Dando sequência aos textos sobre a F1 moderna e as limitações que a engessam, Paulo Alexandre, o Speeder_76 do Continental Circus mira seus holofotes para a “complexidade” dos regulamentos da F1.
Daí, pula para um tópico relevante e pouco discutido como o banimento da criatividade em prol de uma igualdade mentirosa de oportunidades e forças.
Paulo cita diversos casos em que projetistas e engenheiros encontraram soluções criativas para problemas em seus carros.
Desde pequenas asas traseiras em duplicidade até chassis duplos que absorviam o relevo das pistas dando ao piloto mais conforto e estabilidade.
E isto que Paulo sequer citou a suspensão ativa usada pela Williams em seu FW14 que humilhou a concorrência.
A vantagem daquele bólido era tanta que um dos líderes do time, Patrick Head, chegou a dizer que era um carro “anti-Mansell”, na intenção de dizer que nem um piloto considerado burro, ou desastrado, conseguiria atrapalha-lo e ir mal no campeonato com ele.

Depois deste episódio (e …

A F1 moderna e a chuva

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A qualificação para o GP de Monza/2017 foi conturbada, cheia de punições e água na pista com a seção se arrastando por horas com adiamentos a cada quinze minutos.
A despeito dos primeiros três minutos onde alguns carros aquaplanaram na freada da chicane ao fim da reta de largada e Romain Grosjean acabou batendo, aparentemente não havia tanta água.
E ainda assim a seção foi interrompida com bandeira vermelha e todos tiveram de voltar para suas garagens.

A alegação era a falta de aderência e por consequência, segurança. E o motivo foi bem aceito mesmo tendo em mente que até bem pouco tempo atrás os carros iam à pista molhada com naturalidade e apenas em casos extremos eram acionados os SC ou mesmo mostrada a bandeira vermelha.
E vale lembrar também que os carros eram – em termos de segurança – muito mais frágeis que os de hoje em dia.

Logo, evocaram-se lembranças do GP do Japão de 2014 quando, sob chuva, Jules Bianchi sofreu o acidente que viria vitimá-lo nove meses depois.
Mas seria ju…

F1 2017 - Itália: Monza é para os (motores) fortes

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Monza.... Não é preciso dizer muita coisa após isto.
A cada ano, a cada corrida, por mais enfadonha que seja (e já houve) se ama mais este lugar.
Velocidade em estado bruto, mas de 80% do tempo com o pé embaixo, a Parabólica... A história do lugar enfim...

E o capitulo escrito neste campeonato começou caótico, cheio de água. Ou não tão cheio.
A discussão sobre o porquê agora não se faz mais corridas plenas (quase sempre entra o SC) ou classificações quando se chove na F1.
Anti marketing? Segurança? Engessamento de regras? Tudo isto um pouco.... Falaremos mais tarde.
O fato é que de quinze em quinze minutos de adiamento, a seção se estendeu por horas e quando terminou, uma série de punições colocou Lance Stroll ao lado de Lewis Hamilton na primeira fila.
Vettel, só na sexta posição.
Começou assim este round da briga pelo campeonato polarizado entre o piloto da Mercedes e da Ferrari.

No domingo, sol. Sol a pino, calor, pista seca. Tudo voltando ao normal para a largada.
E quando chegara…