21 de out de 2016

F1: 25 anos do último título brasileiro na F1

E lá se vão vinte e cinco anos do último título de um brasileiro na F1.
Um quarto de século que não há um conterrâneo no topo da tabela de pontos ao fim de uma temporada.... Se pensar bem, foi ontem se pensarmos no último argentino – nosso parâmetro na América do Sul -  que teve a honra.
Foi Fangio e também faz uma caralhada de tempo.

Só que Brasil e Argentina estão igualados em um ponto deste jejum de títulos.
Explico.
Fangio, assim como Ayrton, são as expressões máximas dos dois países quando se fala em F1.
Ainda que apareçam piquetistas (como eu sou) por aqui para contestar, a verdade é que o personagem criado pelo (genial) piloto Ayrton Senna transcende o esporte.
As histórias de Senna na pista ou com algum envolvimento com a categoria, são simplesmente fantásticas e inigualáveis.
Não que os títulos de Emerson ou Nelson não sejam, mas os de Ayrton são incontestáveis no que tange à emoção durante a disputa.
E alguns campeonatos que ele não ganhou foram tão épicos quanto!
Fangio também.

O azar dos fãs de F1, tanto brasileiros quanto argentinos, é tamanho que, infelizmente, nunca mais haverá ninguém nem parecido com os dois.
Foram os dois últimos da espécie nos dois países.
Após Senna, bons pilotos apareceram, sem dúvidas.
Rubens e Felipe não são gênios, mas foram ótimos.
Barrichello tem dois vice-campeonatos e Massa tem um, o que é muito mais que muito piloto dito melhor jamais teve ou terá e, desculpe Nelsão, mas o vice não é o primeiro dos últimos.... Em automobilismo, nunca vai ser.
E neste ponto levamos vantagem sobre os hermanos, já que após o auge ainda tivemos dois nomes de bom tamanho, eles tiveram Reutemman (pif!) e só.
Quem falar Gastón Mazzacane ganha uma gargalhada.

Outro país de tradição na F1 e que tem um jejum tão grande é a Itália, mas os italianos estão se lixando para pilotos, eles têm a Ferrari e isto é o máximo que um pais pode almejar na categoria.
Afinal, a Ferrari É a F1.
Mal comparando, Fangio e Ayrton são para brasileiros e argentinos o mesmo que a Ferrari é para os italianos.
Com a óbvia diferença da finitude dos dois e da – aparente – eternidade da scuderia.

Um dado curioso: em vinte e cinco anos de jejum, apenas seis países produziram campeões mundiais de F1 (Inglaterra, Canadá, Finlândia, Espanha, Alemanha e França).
É certo que a dificuldade em termos outro campeão é imensa por N fatores, mas não estamos tão ruins assim... E ainda temos a história para nos gabar.
Chupa mundo.

3 comentários:

Julio Cezar Kronbauer disse...

Ah, mas a Argentina também teve Esteban Tuero... OH WAIT!

Marcelonso disse...

Groo,

Praticamente não existe investimento em categorias de base no Brasil. A molecada que vai para o kart, em sua maioria, ma sequencia acaba no turismo pela falta de opção.

Essa seca vai longe, infelizmente.


abs

Rafael Schelb disse...

E vamos continuar mais 25 anos sem um campeão tupiniquim? Bem provável...