25 de nov de 2016

Hot 5 do Groo: As saideiras

É dia de outro Hot 5 e hoje é dia das saideiras.
As músicas que terminam discos e deixam aquela sensação de quero mais, mas a gente sabe que depois daquela canção, qualquer coisa que viesse estragaria a obra.

When the Levee Breaks – Led Zeppelin (IV, 1971)
O disco não precisa de apresentação, a banda idem.
Bonham desce a porrada em seu kit Ludwig somado à guitarra e baixo numa levada quase hipnotizante. Para completar, uma gaita harmônica tocada por Robert Plant.


“Índios” – Legião Urbana (Dois, 1986)
O teclado repetitivo e a levada do baixo fazem contraponto à batida simples (quase indigente) de Bonfá.
A letra, que até Renato Russo dizia ser difícil de decorar é complexa e requer um tempo analisando para se entender. E mesmo tendo todo o tempo do mundo, é difícil dizer que entendeu de verdade.
A performance vocal é outro ponto alto, mas é quando termina, com alguns acordes de violão (não há guitarras na música) que se tem a exata noção do clássico que é e de como teria de ser ela a findar o álbum.
No cassete (mídia antiga e ruim que, ainda bem, já acabou), havia uma versão de Química. Por sorte, nas reedições em CD, permaneceu como no lançamento em vinil


  The Thin Line Between Love & Hate – Iron Maiden (Brave New World, 2000)
O disco que marca a volta de Bruce Dickinson e Adrian Smith para o Iron Maiden é sensacional como nos bons tempos.
Pesado, rápido, mas com um pé (mais tarde seriam os dois) no prog rock poderia terminar na penúltima faixa (Out of the Silent Planet), mas a Steve Harris queria massacrar a concorrência e ganhar de volta os fãs que fugiram para as montanhas quando Blaze Bayley assumiu o microfone. Então enfiou ouvido adentro um clássico não instantâneo.
The Thin line.... Tem peso, tem velocidade e uma linha melódica matadora.
E quando Dickinson faz dueto com a guitarra de Adrian na parte final da canção já estamos todos conquistados.
O Iron é mestre em fazer arrasa quarteirões para terminar seus álbuns, mas está em particular tem um valor um tanto maior por ser o retorno.


  Bali Eyes – Porno for Pyros (Good God´s Urge, 1999)
O segundo disco da segunda banda de Perry Farrel é uma viagem e tanto.
Lindas melodias, solos inspirados e um clima que não pode ser encontrado em outra obra de qualquer outra banda.
A música que fecha o disco lembra um fim de tarde com um pôr do sol dourado com algumas daquelas pingas coloridas.


My Melancholy Blues – Queen (News of the World, 1977)
No disco de 1977 o Queen enfrentava, além das críticas de sempre, a ascensão do punk rock.
Qualquer banda teria se adaptado ao momento, mas não May, Mercury, Taylor e Deacon.
Fizeram um disco com todos os elementos que levaram a ser o que era: rocks pesados, baladas comoventes, grandiosidade, uma certa arrogância, esquisitices... Mas o fim do disco era surpreendente até para o padrão Queen.
Um clima de cabaré dos anos vinte, um piano sensual e a voz de Mercury preenchendo todos os espaços possíveis.
Taylor e Deacon completam o clima com elegância e discrição. Nem se sente falta de Brian May.

2 comentários:

Anônimo disse...

VamuLá.

Lutem contra a anistia. Lugar de ladrão é na cadeia.


. Porrada mesmo ! Nunca tinha ouvido esta. Led Zeppelin no auge ! Mas procuraram bem o mercadão zeuá...
. Letra mais fraca do Legião. Índio otário, 'não ser atacado por ser inocente'( uuurrrrgh !), nem no tempo de Cabral, o 'legítimo e primeiro'.
. O problema do Iron Maiden é que olho as capas em me sinto infantil demais. Crianção. Mas gosto do Bruce Dickinson que é piloto de avião( 727, 737, 767... Airbuses ! Comercial !), joga golfe nos mais seletos clubes e ainda é dono de cervejarias ! E, de quebra, tem discurso esquerdóide debilóide delirante para os otários fãs dele. É o não é infantil demais ? E as letras.... ai...
. Disculpe-me a inguinorânça. Quem são os caras ? Prefiro o garotos da praia.
https://www.youtube.com/watch?v=mdt0SOqPJcg
Good vibrations. Sei lá, ouvindo estes aí, lembrei deles.
. No piano, a Rainha do Rock ! 25 anos da morte dele este ano...
Saudades, grande músico. Que voz. Quando tentou juntar rock com ópera, fantástico.
Gosto até da coisa mais boboca deles, Flash ! HA ! E da trilha sonora daquele cortador de cabeças vesgo, imortal... Duplamente fantástico !
Ih, o Pateta !



M.C.

Net Esportes disse...

Do tempo que se comprava CD. Eu tenho esse do Iron !!