16 de dez de 2016

Nem triste e muito menos sozinho, Stones e sua paixão pelos blues

Blue and Lonesome.
Mais do que um disco de covers de blues é a profissão de fé de um grupo que se intitula a maior banda de bar de todos os tempos.
Sim... E nos bares do tempo em que os Stones foram criados se tocava o bom e velho blues.
Lembre-se de John Mayall and the Bluesbrakers, Yardbirds e sua continuidade (?) Led Zeppelin, a criação do heavy metal pelo Black Sabbath... Todos tem o blues como semente.
E os Stones sempre pagaram tributo ao estilo em seus discos.
Já no primeiro Willie Dixon era homenageado com uma versão (meio bagaceira, é verdade) de I Just Wanna Make Love To You. Depois vieram Love in Vain e Stop Break Down, de Robert Johnson, You Gotta Move, de Mississippi Fred McDowell entre outras. Sem contar as composições próprias.
Daí até chegar neste disco inteiro só de blues era questão de tempo. E diga-se que este tempo até que demorou um bocado para chegar.

O disco vai agradar quem é fã do grupo e quem gosta de blues, mas tem grandes chances de também cair no gosto de quem não é um Stone maníaco.
A começar pela sua duração.
Não é um disco arrastado.... Com pouco mais de quarenta minutos, Blue and Lonesome dá seu recado, faz suas homenagens e mostram que os Stones, enquanto instrumentistas, ainda tem muita lenha para queimar.
Richards e Ronnie Wood se revezam em solos e bases inspirados, enquanto Jagger canta com emoção e volta a tocar sua gaita harmônica como nos primeiros tempos.
Charlie Watts está seguro como sempre e muito entrosado com o baixista Daryl Jones.
Como convidados estão lá o grande amigo da banda Eric Clapton, os tecladistas Chuck Leavell e Matt Clifford e o percussionista Jim Keltner.

Por falar em Clapton, ao ouvir o disco fica impossível não traçar um paralelo com o seu álbum "From The Craddle". Não pelo repertório já que as músicas não se repetem, mas pela forma com que foram gravados (ao vivo no estúdio com pouquíssimos overdubs e em poucos dias). Até o timbre da bateria de Charlie Watts lembra pelo frescor àquela gravada por (olha só...) Jim Keltner no disco de Clapton.

Por fim, indicar uma canção como destaque fica difícil, tanto pela qualidade quanto pela duração enxuta. Ouça a tantas vezes regravada I Can’t Quit You Baby, de Willie Dixon e brinque de comparar as versões. Particularmente, prefiro – hoje – a dos Stones.

2 comentários:

Anônimo disse...

Hoje é sexta e o dia está tão, tão deprimido... e estou solitário.
Então...

Um pouco de alegria, senhor Groo !
Tá chegando o Natal e estão tentando, eu disse 'tentando', prender todo mundo ! Até o Malafeia ! Ou Malalfafa, Malafalha, sei lá. Chamaram para um papo amigo na PF uns cabras até na terra do Marcelonso ! Os caras estavam tentando fugir deeee... adivinha ? De veleiro !

Para levantar o astral fimdessemaneiro ! A fim de ser maneiro.

Anos 1980 ! Com vocês, David e Mick !


https://www.youtube.com/watch?v=9G4jnaznUoQ


Não ri dos pulinhos, não... Deixa eu baixar o som disso porque é um queima filme dos malafaias... Cê está pulando, senhor Groo ? Olha o prestígio !


HA !


Mas vou comprar este cd de blues dos Stones.



M.C.

Anônimo disse...

Mandou bem groo