30 de jun de 2017

Ron Groo orgulhosamente apresenta: O cu do cavalo (um conto original, pero no mucho)

Na região da Praça Princesa Isabel, no centro velho de São Paulo há uma estatua equestre de Duque de Caxias.
Garboso, o herói da guerra do Paraguai está montado em seu vistoso cavalo em pose de vitória: o cavalo trota enquanto o cavaleiro brande ao ar a espada.
A obra é do nobre artista italiano Victor Brecheret e foi inaugurada em Vinte e Cinco de Agosto de Mil Novecentos e Sessenta. Tem a altura de um prédio de dez andares, contando claro, com o pedestal feito em granito.
Como todo monumento em toda metrópole, após um tempo ninguém dá a mínima importância. Passa-se por ele e nem se da conta de que está lá.
Se não estiver, muita gente nem vai notar.
Porém há um detalhe na estátua, que se diga, sempre esteve lá, mas que nestes tempos de “politicamente correto” começou a incomodar um tipo de gente muito especial que, só com muito tempo ocioso - e pago com dinheiro público – se incomodaria: os nobres vereadores.

-O nobre colega há de convir que é uma indecência! – diz um situacionista.
-Até é, mas não é tanto assim... Afinal todo mundo tem um daqueles... – retruca um da oposição e assim vai adiante a discussão.
-Alto lá, senhor vereador! Todo mundo necas! Lembre-se o senhor que se trata de um cavalo de quase onze metros, logo o tamanho da indecência é muito maior que a que nós todos temos... A não ser que o nobre colega da oposição... Não é?
-O senhor está insinuando o que? Que eu tenho um daquele tamanho? Eu vou lhe dizer o que é que eu tenho que é daquele tamanho...
-Ordem... Ordem – pede o presidente da casa – Não é brigando aqui que os nobres senhores vão arrumar uma solução para o caso... Vamos dar a palavra ao nobre colega que trouxe o problema a esta casa. Com a palavra o nobre vereador Nico Cajaz...
-Bem, eu... Eu fico até com vergonha de dizer isto..., Mas aquele enorme cu equino lá tem que sair... Eu fico imaginando minha mãe passando pela Avenida Rio Branco e olhando para cima... O quanto a minha mãezinha, dona Rosa Cajaz não ficaria chocada...
-Mas o nobre colega tem a mesma opinião de sua mãe? Ou acha que toda a população tem a mesma opinião? Eu particularmente não tenho uma formada.
-O senhor já passou por lá?
-Não...
-Então nunca olhou debaixo da cauda erguida do cavalo do Caxias?
-Sinceramente não. O que tem demais lá?
-Uma protuberância saltada, como se o pobre do animal sofresse de hemorroidas!
-Olha..., Mas é possível sim, viu – interrompe novamente o presidente da câmara, e prossegue – Diz aqui no livro dos monumentos que para a inauguração da estatua foi servido um lanche para os que trabalharam em sua confecção, lá no Liceu de Artes...
-Mas, meu presidente? O que tem isto com o que estamos discutindo?
-Meu caro colega... Vai que neste lanche se serviu calabresa, vatapás ou outras comidas apimentadas quaisquer?
-Mas... Nobre presidente? O cavalo é de bronze! Dificilmente comeu um destes lanches?
-Dificilmente? – gritam todos os presentes em uníssono. – Mas tu é burro hein?
-Não o cavalo, sua cavalgadura, mas um dos operários que ajudaram a fazê-lo... Aí sentiu os resultados e resolveu expressar no cavalo...
-Mas o artista ia permitir isto? Vamos lembrar que é de Victor Brecheret!
-E por acaso, por ser artista, ele estava isento?
-De impostos?
-Não... De hemorroidas...

O fato é que não chegaram a nenhuma conclusão sobre o que fazer com a parte saltada da anatomia anal do cavalo. E como toda vez que isto acontece a voz popular é chamada a opinar e um plebiscito é convocado.
Sem maiores explicações a cédula de votação traz as seguintes opções:
1 – deixar lá como está.
2 – tirar a base de lima, já que é de bronze.
3 – trocar o rabo do cavalo, para que ele fique abaixado e assim encubra a vergonha.

Nas ruas, um jornalista que sem mais o que fazer se ocupou da história e entrevistava pessoas na rua.
-O que a senhora acha deste plebiscito?
-Uma besteira... Imagino que o imbecil que primeiro se ocupou desta coisa deva ser um desocupado... Acha que um cu de cavalo vai aborrecer quem vê um monumento destes?
-Muito obrigado... Qual seu nome, por favor?
-Rosa... Rosa Cajaz. Com “z” meu filho...

2 comentários:

Anônimo disse...

Vãmbora.

. Lendo, pela segunda vez, depois de anos, vejo que não notou - na época - que as novas gerações tendem a não cultuar grandes nomes da história de um país, principalmente, comandadas por mentes socialistas no poder. Duque de Caxias, iquê !, dançou...
' Como todo monumento...' até '... muita gente nem vai notar'., certíssimo, senhor Groo.
Um povo sem memória não tem futuro... Iquê ! Nosso caso.
. Situacionista ? Governista ? Iiiiquê ! O LF 900 está fazendo efeito. Malditos chilenos ! Mas adoro. Então, situacionista neste país é um esquerdista ! Incomodado com o tamanho do... do... caramba. Politicamente careta é um instrumento do marxismo cultural onde Gramsci, aquele demônio, safado, deu as caras para o mundo, principalmente aqui... e na Venezuela.
. Veja, um esquerdista conservador ! Isso, na cabeça de um... iquê !... Esquerdista !
Já que situacionista, em Pindorama, desde os anus 1980, ou antes, são esquerdistas, tirando aquele jumento 'impiximado' por causa de uma Elba... Que Ramalho ! Um Fui Iludido Agora é Tarde chamado Elba !
. É, se tratando de oposição, se for um Bolsonaro, deve ter um daqueles... Geralmente, um esquerdista da situação tem um pequenininho.
. Ordem é importante... zzzzzz.... zzzzzz... Ordem, Justiça, amor e, por último, liberdade. Disciplina é liberdade. Até os budistas sabiam. Sabiam.
. ÙC ? Pensei ser outra coisa... Mas os esquerdistas são a favor do LGBT e afins ! Afins, sempre pode aparecer algo novo. è teatrinho. Na Rússia, em Cuba e países islâmicos quem gosta de homem, sendo homem, é preso e morto.
Qual o pobrema do equino ter um ùc avantajado ? Eu, conservador, não tenho nada contra os ùcs avantajados apesar de preferir os ùcs apertadinhos e 100% femininos. Principalmente e totalmente as calipígias. Nada de ùcs equinos eeee... eee.... uuuurgh !, masculinos. Nem travestidos ! Nem pensar. Mas tem a turma da roça, né, as éguas gostavam. Dizem. Sou um menino copabacanense. Garoto, era médico nas brincadeiras com meninas.
. Hemorroidas ? Foi judiado a bichinha... Soldados caipiras ! É uma égua ! Não, porque o artista, que fez a escultura, tinha informações. Ah, sempre as tem.
. Que Liceu das Artes o quê ! O artista foi a História. A égua era de barranco.
. Como sei que é égua ? Cadê o 'cabelo' ? Crina ! IIIIIIIIQUÊ !
. Monumento às Bandeiras ! Lindo ! Victor Brecheret. Comunista, explicado.
. Sei lá. Quem era o proctologista do artista ? Tinha hemorroidas o comuna ?
. Viu ? A mãe do perfeito idiota latino americano é conservadora e o pai dele, conservador também, comeu muito aquele..., com todo respeito ao vereador esquerdista. Traumatizado, rebelde sem causa, virou um histérico de esquerda, e, após tomarem o poder, deixou o conservador que existe em todos nós, aflorar. Tadinho...


M.C.

Anônimo disse...

... o conservador ultra direitista, traumatizado, por favor, não o conservador de direita que entende as coisas humanas.

IIIIIIIIQUÊ !


M.C.