28 de abr de 2017

Hot 5 do Groo: as comissões de frente

Já faz um tempo que não pinta um Hot 5 por aqui, logo, é hora de mais um.
Desta vez com as músicas de abertura de discos.
Tem vezes que o disco nem é grande coisa, mas a música que abre o trampo é tão boa que a gente ouve o resto de boas.
Tem vezes que nem um petardo bem composto, cantado e tocado salva, mas.... Não é o caso.
Agora: as melhores aberturas de disco gringo que você respeita! Ou não...

No primeiro disco do Black Sabbath o recado já é dado logo de cara.
A faixa título e de abertura do disco define o que era e como seria a banda (ao menos até o Ozzy se mandar...) mas não é, nem de longe, a melhor faixa de abertura dos caras.
Há quem prefira "Sabbath Bloody Sabbath", faixa título do disco homônimo de 1973, ou mesmo "War Pigs", do Paranoid (1970), mas na opinião do espaço, nada supera "Hole In The Sky", do subestimado Sabotage (1975).
O peso da faixa, o trabalho da guitarra de Iommi e Ozzy cantando como um alucinado (nunca cantou tão bem como neste disco) são de entortar.
A agulha desce ao vinil, alguns segundos de silêncio e pá! Começa o big bang...


Grand Funk Railroad.... Não se deixe levar pelo nome. É uma banda de rock pesado (apesar de não ser duro), brutal...
Chegou a ser descrita como a “resposta americana ao Led Zeppelin, o que convenhamos, é besteira.
No seu disco de 1972, Et Pluribus Funk, a abertura é "Footstomp’ Music", uma faixa alegre, contagiante a ponto de nos fazer bater palmas (eu bati, tá... problema meu!) e completamente diferente do resto do disco (que também é bom)
Os teclados e o baixo galopante conduzem a música e faz parecer que há uns dez músicos tocando quando, na verdade, é só um trio.
Porrada!

Don McLean é um baladeiro dos bons.
Compõe bem, canta bem, toca bem e escolhe bem seus músicos de apoio.
Seu disco de 1971 é de um bom gosto enorme e até quem não conhece o trabalho do cara gosta da música de abertura. E se não conhece, gosta assim que ouve a primeira vez.
"American Pie"  (que também é título do disco) não só uma bela coleção de referências pop embaladas com uma música linda e um refrão capaz de fazer cantar até quem não saca nada de inglês, como também narra um dos episódios mais tristes da música: a morte de Big Bopper, Ritche Valens e Buddy Holly sem que a música seja triste!

Não conheço muita gente que curta Uriah Heep, mas quem conhece vai concordar.
"The Wizard" (não confundir com a do Black Sabbath) é o melhor cartão de visitas que poderia existir para o álbum deles de 1972 Demons and Wizards.
A canção se sustenta sozinha sem o restante do disco, óbvio, mas é a porta de entrada para um mundo de magia digno de um livro de Tolkien, se me permitem.
“And a million silver stars / That guide me with their light…”

Madman Across The Water (1971) não é o disco mais popular de Elton John, mas arrisco dizer que é o melhor.
Une composição, execução e uma criatividade maluca, livre, sem amarrar comerciais ou mercadológicas que o artista nunca mais conseguiu aliar.
Fez ótimos trabalhos, claro, mas não com esta unidade.
E covardia das covardias: abre com "Tiny Dancer"...
Não é preciso dizer mais nada.

Hour Concours:
Não tem abertura de disco mais linda que esta.



Tem outros também: "We Will Rock You" (Queen, News of the World, 1977), vários do Led Zeppelin, o petardo "Highway Star" do Purple (Machine Head, 1972), "Sting Me", dos Black Crowes (Southern Harmonium and Musical Companion, 1992), "Monkey Business", do Skid Row (Slave to the Grind, 1991), "Welcome to the Jungle" do Guns and Roses (Appetite for destruction, 1987), "Enter Sandman" do Metallica (Metallica, 1991), mas os cinco primeiros são meus prediletos.
Tem os seus? Deixe ai nos coments.

2 comentários:

Anônimo disse...

Bom, vou onde conheço. Um pouco...
. American Pie. No dia... que a múúúúúsica morreu...
Sinceramente ? Pretensioso demais este Don McLean decretando a morte da música. Parece aquele economista jaspion-americano que decretou em 1989 o fim da História. Só as Torres Gêmeas em 2001... E o músico ainda teve que escutar a rainha do pop, dona Mandona, cantar a própria música mostrando que a arte das musas( e seus ídolos) não morreu. Como está vivo, rá, óbvio, tirou uma boa grana com a regravação e ficou caladinho porque não tem cara de bobo. Acho uma música tola. Belchior, genial, tem uma resposta pro Don:
'mas é você que ama o passado e que não vê, é você que ama o passado e que não vê, que o novo sempre vem... '. Madona nele ! Quer o vídeo ? Acho legal ela se contorce pacas. Coisa estranha mas a Mandona ainda dava um caldo.
Prefiro o filme, o primeiro. Um carinha querendo comer a mãe gostosa do amigo, HA !
. Seu Elton. Fraca. Essa 'criatividade maluca' é falta de criatividade. Prefiro Nikita que nem sei se abre algum disco dele.' Tiny Dancer' tem melodia maneira, harmonia idem, ritmo legal mas não caia na asneira de traduzir ou, se entende bem ingrês, escuta bem o inglês, desligue o tradutor cerebral se conseguir. Besteira pura. Aliás, é um caso para se estudar. Traduções de músicas inglesas para o português são umas bastos. É necessário botar uns 'cacos'( importei do teatro) nelas ou então ninguém aguenta. Dizem que é cultural mas, sinceramente, em termo de 'letras' acho que nós damos de 10 a zero nos caras. Livros, literatura, engraçado, são tão bons quanto a gente. Dramaturgia, monstros ! Fantásticos. Música, principalmente, rock, pop, é 90% besteira. I Am the Walrus que o diga. Mas é John e The Beatles ! Esquerdices, entende. Marxismo cultural. Tanto que prefiro Solange a So Lonely ou Negro Gato a Three Cool Cats( que é do The Coasters e não dos Dê Bitous...) apesar que, esta última, longe do tal M.C.( êpa ! Marxismo Cultural, por favor !). É de 1958. ' Três gatos bacanas, estão vindo em um carro batido, dividindo uma barra de chocolate, falando como eles são espertos...'. Barra de chocolate ?
HA ! Hoje estou hilário sei lá por quê. Acho que é a chuva. Tá mais fresquinho no Rio.

. Tem corrida final de semana e o Vodka mais o Botta Nos Fundilhos do Zaca resolveram agir ! GP da Rússia e finlandeses, tudo a ver mas esta não te conto. Só um pouco. Rússia e Finlândia se gostam... transam. Teve presidente de lá, terra dos dois pilotos, que foi agente da KGB ! Uau...


M.C.

Anônimo disse...

" Belchior, genial, tem uma resposta pro Don:
'mas é você que ama o passado e que não vê, é você que ama o passado e que não vê, que o novo sempre vem... ".

28/4/2017. 11:15.

. Hoje, trinta de abril de dois mil e dezessete, morreu Belchior. 70 anos. Uma homenagem fiz sem saber em seu blog, senhor Groo. Descobri, agora, chateado.

. Exagerei. Na sexta, após o meu comentário, tolo, ouvi Ebony and Ivory, do Paul com Steve.
' Ebony and ivory live together in perfect harmony
Side by side on my piano keyboard, oh lord, why don't we? '
Miltão Nascimento, na época, respondeu em música:
' Certas canções que ouço/ Cabem tão dentro de mim/ Que perguntar carece/
Como não fui eu que fiz ?'
. Então, de 90% de músicas deles são besteiras, passo para... sei lá.
Escrevi sem pensar. Pura tolice minha, reconheço.


M.C.