24 de abr de 2017

O calendário ideal

O site Projeto Motor fez em 2015, por conta do retorno do México e seu Hermanos Rodrigues à F1 uma matéria interessante: O calendário Ideal para a F1.
Nela listava-se as etapas com autódromos “clássicos” que deveriam compor o campeonato ideal para a categoria.
Muito bem escrita, pecava (ao meu ver) em listar pistas que notoriamente promovem corridas sonolentas e aborrecidas.
A lista do site era:
Austrália (Melbourne)
Malásia (Sepang)
África do Sul (Kyalami)
Espanha (Barcelona)
Canadá (Montreal)
América do Norte (Long Beach)
França (Paul Ricard)
Inglaterra (Silverstone)
Alemanha (Hockenheim)
Hungria (Hungaroring)
Bélgica (Spa-Francorchamps)
Itália (Monza)
Portugal (Algarve)
Cingapura (Marina Bay)
Japão (Suzuka)
Estados Unidos (Austin)
México (Hermanos Rodríguez)
Brasil (Interlagos) 
Hoje, sabemos que Malásia dará adeus ao campeonato neste ano, o que é uma pena e que a pista à qual se celebrava a volta, sem sua principal curva (Peraltada) é um porre, então, qual seria a lista ideal? E com quantas corridas?
Numa análise rápida, seria possível riscar da lista original ao menos seis etapas: África do Sul, que tinha corridas bem chatas e apenas saudosistas gostam; Espanha, que nunca, em pista alguma, deu boas corridas, apenas bons lances em anos isolados; Austin e sua pista Crtl C Crtl V sem alma e sem graça; o próprio México, a França que, ao menos em Magny Cours e Paul Ricard sempre foram um porre e esta última, com a reta cortada pelas regras da FIA, fica ainda mais chata e Long Beach (que pela experiência com os Indy é possível cravar que teríamos procissão).
Algumas, como Hungria, Cingapura, ficariam em stand by para compor tabela e sobrariam apenas: Austrália, Canadá, Alemanha (desde que não em Hockenheim), Inglaterra, Bélgica, Itália, Japão, e Brasil.
Portugal é que é uma incógnita, já que o Algarve, que é um circuito belíssimo, nunca viu uma corrida de F1 oficial e tem como sombra o ótimo Estoril.
Portimão/Algarve
Minha lista ficaria com:
Da original do site.
Austrália
Canadá
Portugal (Algarve ou Estoril)
Mônaco (intocável quando se toca no tema “tradição”)
Inglaterra
Alemanha (Nurburgring)
Itália
Bélgica
Japão
Brasil
E adicionaria:
Bahrein, que com suas corridas noturnas melhorou muito.
Estados Unidos desde que em Watkins Glen ou outra que não fossem as duas da lista original.
Malásia (com sua pista larga, retas enormes e clima maluco) deveria ficar.
Turquia, que era sem dúvida, dos novos portos onde atracou a F1, o que era o melhor com sua pista desafiadora.
Áustria, que mesmo com a nova configuração ainda é muito interessante.
Hungria, que mesmo sendo um circuito de média velocidade desafia os bons pilotos a se sobressaírem.
Sepang/Malásia
Há também espaço para a China e Imola, desde que se acabasse com algumas chicanes construídas após 1994.
Fica aberto o espaço para as listas de quem quiser fazer, com justificativas ou não.

4 comentários:

Al Unser Jr. disse...

Austrália (Melbourne ou Mount Panorama), OK
Malásia (Sepang), OK
África do Sul (Kyalami na versão antiga) OK
Espanha (Barcelona), uma bosta, nunca teve pista boa lá para F1, Aragon talvez...
Canadá (Montreal)OK e em Mosport seria legal, mas eles não tem corragem
América do Norte (Long Beach), só se for em Watkings G. ou Road Am., mas eles cagariam essas pistas, melhor não irem lá
França (Paul Ricard), similar a Espanha, ruim de pista
Inglaterra (Silverstone), traçado antigo
Alemanha (Hockenheim), traçado antigo
Hungria (Hungaroring), só se tiver opção de chuva artificial
Bélgica (Spa-Francorchamps), OK SEMPRE
Itália (Monza) OK SEMPRE + Imola (com a Tamburello)
Portugal (Algarve) eu chamo de Barcelonão (espero estar errado)
Cingapura (Marina Bay), uma bosta!
Japão (Suzuka), OK
Estados Unidos (Austin), uma bosta
México (Hermanos Rodríguez), o novo é uma Bosta
Brasil (Interlagos), OK SEMPRE
Turquia, OK
Austria, OK

Eduardo Casola Filho disse...

Long Beach era bem interessante quando a F1 correu lá, nos anos 70 e 80. E certamente não utilizaria o mesmo traçado da Indy, pois é muito curto. O problema seria se zoassem demais o traçado, por isso, mantenho o pé atrás.

No mais, concordo com a lista citada.

Rubs disse...

Interessante. Concordo com o retorno aos traçados originais. Já que falamos em mundos possíveis, mas na prática impossíveis, eu imagino Interlagos com o traçado antigo, Monza com a parabólica inclinada e Indianápolis com o traçado misto mais as curvas 1, 2 e 3 do oval. Acho que ia estourar...
Imaginação de louco não tem limites.

Paulo Alexandre Teixeira disse...

O jornalista Ed Foster, do Motorsport, fez um calendário parecido há umas semanas, onde incluiu muitos desses circuitos que referiste. Eu decidi fazer o meu calendário nos comentários de lá e ficou desta maneira:

22 provas, já agora.

1 - Argentina (BA/Termas de Rio Hondo/Potrero de los Funes)
2 - Brasil (Interlagos)
3 - Africa do Sul (Kyalami)
4 - San Marino (Mugello)
5 - Monaco
6 - Canadá (Montreal)
7 - EUA Leste (Watkins Glen)
8 - EUA Oeste (Long Beach/Laguna Seca)
9 - México (Hermanos Rodriguez)
10 - França (Paul Ricard)
11 - Reino Unido (Silverstone/Brands Hatch)
12 - Alemanha (Hockenheim/Nurburgring)
13 - Austria (Osterreichring)
14 - Belgica (Spa)
15 - Italia (Monza)
16 - Portugal (Portimão)
17 - Espanha (Jerez/Barcelona)
18 - Abu Dhabi
19 - China (Shanghai)
20 - Japão (Suzuka)
21 - Singapura (Marina Bay)
22 - Australia (Bathurst/Adelaide/Surfers)

Poderiam alternar entre estes circuitos, nos países em coloco mais do que uma pista.

Deixo de fora muitos "tilkodromos" (Malásia é bom, eu sei, mas eles não querem receber mais), mas um pouco mais de tradicionalismo não seria mau de todo. E o regresso de circuitos onde correriam em anos pares e impares, como acontecia nos anos 70, parece uma coisa fixe. Digo eu...