5 de jan de 2015

2015 enter: F1

A F1 não vai passar por um ano de grandes revoluções.
Não há nada de novo nos regulamentos (por enquanto) que indique isto.
Os motores, até onde se sabe, continuarão os mesmos V6 turbo sem som.
É ruim?
Até que não... Para quem assiste pela TV a diferença é realmente pouca e acredite, poderia ser pior.
Poderiam ser elétricos.
Os bicos horríveis talvez mudem, talvez não... Quem se importa? O expectador?
Pode ser, mas quem na F1 se importa com o expectador?
E como dizia Collin Chapman: carro bonito é o que ganha.

A pergunta mais frequente e mais clichê é: quem vai desafiar/derrotar a Mercedes?
Williams? McLaren Honda? Red Bull Renault? Ninguém?
Apostaria na última opção.
Não por desconfiar da capacidade dos outros, ou enxergar algum ingrediente político de teoria de conspiração, mas por não ver no horizonte alguma mudança.

Na Williams o progresso foi visível, mas não chegou a realmente incomodar os alemães. Tudo foi progressivo, lento e gradual. Conta com dois pilotos bons, mas um aparentemente não é talhado para ser campeão (Massa) e o outro até é, mas não ainda.
Bottas não foi testado suficientemente ainda, não andou na frente, não sofreu pressão, não teve um carro realmente em condições de vencer corridas (no plural) ainda.

O projeto dos ingleses da McLaren com os nipônicos da Honda é promissor, mas não em curto prazo. Há de se ter paciência, e convenhamos, nisto os japoneses são mestres.
Alonso é que não é.
Para sorte dos torcedores desta equipe, o espanhol é a parte mais fácil de ser trocada na equação toda.
Por outro lado, se funcionar, ele é o cara certo para conduzir tudo na pista.

Os malucos das latinhas de energético, segundo gente bem confiável, tinham um chassi ótimo (cortesia de Adrian Newey) que não tinha um motor que prestasse.
E continua sem.
Ainda assim ganharam três corridas e com o segundo piloto, ou seja, material humano ainda há, mesmo sem Vettel.

O que pode parar a Mercedes então?
Os próprios.
Enroscados nos louros da vitória, subindo no salto alto, na instabilidade do piloto campeão deste ano (maturidade é o cacete, é muito fácil ser tranquilo e focado quando se está ganhando e protegido) e a mediocridade do piloto vice-campeão.

Mas e a Ferrari?
Eles contrataram Vettel, reestruturaram um monte de coisas e departamentos, mas... É a Ferrari, não dá para levar muito a sério não.
São 8 ou 80, ou ganham tudo e dominam ou é a piada do grid.

2 comentários:

Marcelonso disse...

Groo,

Também não acredito que alguém possa tirar o campeonato da Mercedes em 2015.

Só torço para que não seja tão fácil, como foi no ano passado.


Fica a nossa torcida para que a Williams possa incomodar essa hegemonia.

abs

Javi disse...

Voce acha que um cara que esta 5 anos correndo com uma carroça esperando ano tras ano esses spaguetti fazer alguma coisa certa e ter pouca paciencia? ta brincando ne? quanto teria que esperar? 20 anos mais?