15 de jan de 2015

F1: Muito desserviço

Felipe Nasr disse em entrevista que a expectativa aumenta por ele ser um piloto brasileiro.
Onde?
Entre os fãs da categoria que só veem a transmissão oficial do Brasil?
Pode ser... Inflam a expectativa por algo que certamente não é tão importante e muito menos tem chances de ser um “sucesso” nos padrões dos seus próprios expectadores.
Mas para quem assiste e procura se informar minimamente possível a pressão da expectativa é zero.
É zero por ele ser um novato e é menos zero por estar em um time que não terminou o ano em um bom momento – pelo contrário - e não apresenta perspectiva de melhora para a temporada que se aproxima.
“Ah! Mas é por ser brasileiro, sabe como é, tem o fator Senna e ai...”.
Poxa gente... Depois do Senna já teve Rubinho, Massa, Nelsinho, Bruno...
Se ninguém aprendeu a baixar a bola após estes nomes, não vai ser agora, mas assim, já tá na hora de ser honesto e dizer: nunca mais teremos um campeão a não ser, claro, se ele se sentar no carro do ano e não tiver um companheiro de equipe minimamente melhor.
Ok! A forma de venda do produto pela sua retransmissora oficial no país é calcada na presença de um brasileiro com condições (reais ou imaginárias) de vitória, mas não precisa tratar o mundo todo, o tempo todo como imbecis funcionais.
No fim das contas esta estratégia acaba depondo contra o produto e o próprio esporte.
Ninguém vai mais assistir o treco porque vai se sentir enganado pela propaganda de que um patrício pode vencer, e se um patrício não pode vencer para que assistir?
E se ninguém assiste, para que exibir?
Não é um desserviço?


Este espaço não cansa nunca de criticar Hermann Tilke.
Desde chamar de construtor de cartódromos até acusa-lo de usuário de paint brush contumaz passando por useiro e vezeiro de crtl C/Crtl V nas suas “obras”.
Às vezes fica até chato falar algo, mas o alemão dá motivo.
Agora disse que tentou manter as características do circuito Hermanos Rodriguez no México.
Claro, claro... Ele manteve a característica original de ter asfalto na pista.
E a despeito de não ter mexido totalmente no traçado, matou tão somente a curva mais característica do traçado, pela qual, aliás, era apreciado e temido.
A descaracterização dos principais traçados mundo afora e a construção de pistas cada vez mais insossas também não deixa de ser um desserviço.
Na linha escura o traçado original 

8 comentários:

Francisco J.Pellegrino disse...

Não tenho nenhuma expectativa positiva com ele e com o Massa...aguardo os novos carros das equipes de ponta..o resto aí é para encher grid e mais nada..

Anselmo Coyote disse...

Assino embaixo. Eu gosto de F1. Foda-se a nacionalidade do piloto. Não sofro de baixa auto estima para precisar herói.
Foda-se, quero dizer, abç.

Al Unser Jr. disse...

Esse FDP do Tilke, tirou além da peraltada todos os esses! FDP!!!

Rubs Cascata disse...

Alguém conhece algum Quebrador de Milho que aprecie encontrar esse doente de Tilke nervoso no México?
Eu pago três bois de 22 arrobas, 2 capados e 10 bezerras femas girolandas para quem pegar o empreito.
abs.
Rubs.

Fernando Kesnault disse...

Falou tudo amigo....

Marcelonso disse...

Groo,

Nasr embarcou numa canoa furada.

A Sauber continuará descendo a ladeira, até porque, com pequenas mudanças no regulamento desse ano e com motor Ferrari, será praticamente no mesmo carro em 2015, a não ser pela cor.

E ano passado, esse carro não conseguiu um ponto sequer...

abs

diogo felipe disse...

Apesar de nao gostar de quase todas as pistas do tilke - exceção de austin e Turquia - a peraltada nao foi culpa dele, na indy ha alguns anos ja corria sem a curva amada por todos nós. Abs.

Diego Trindade disse...

Se a equipe não tiver um bom carro este ano e o Felipe não mostrar serviço, vai perder a vaga p primeiro piloto que pagar mais do que ele.
Em relação ao traçado do México, achei legal o Tilke ter tirado um pouco dos "esses"... é chato ver o carro p um lado, ora p outro. O Tilke poderia ter feio uma chicane antes ou depois do curvão. Do jeito que fez, cagou na curva.