16 de jan de 2015

Rock in Rio 30 anos: o legado

Lá se vão trinta anos da primeira edição do Rock in Rio...
E provavelmente muita gente vai dar aqueles chiliques com voz esganiçada: “Aquele foi com rock mesmo!”.
Será?
Claro, teve Queen, Iron, Yes, Ac/Dc, Scorpions entre outros nomes.
O rock era a música da moda na época, mas nem tudo tinha qualidade...
Go go´s, Nina Hagen, B52´s além de serem ruins para caramba ao vivo, tinham um repertório totalmente pop. Ou como era rotulado: new wave.
Há de se lembrar também da grade nacional do festival.
Moraes Moreira e Alceu Valença tenham um pé no estilo (ouvir obrigatoriamente Novos Baianos ou o disco Vivo de Alceu Valença).

Mas e Elba Ramalho, Ivan Lins e Eduardo Dusek?
A cena rock no Brasil estava nascendo e levou ao palco nomes - hoje icônicos - como Barão e Paralamas.

Mas o que aqueles dez dias de paz e rock, como dizia o slogan, deixaram como legado?

O debut dos grandes eventos de música no pais mostrou aos grandes nomes da música o potencial comercial do país, apesar dos riscos de calote, roubo de equipamentos (o roadie chefe do Queen disse que a equipe dormiu em cima das caixas para se precaver).
Após o primeiro Rock in Rio, grandes nomes do momento passaram a incluir Brasil – e América do Sul – no itinerário de suas turnês.

Depois do festival aconteceu também o grande boom do BRock revelando uma cena muito boa e com nomes que até hoje são cultuados.
Se outra edição tivesse sido feita imediatamente ou no máximo dois anos após, provavelmente teríamos todos os grandes nomes no palco: Titãs, Legião, Engenheiros, Camisa de Vênus além dos já citados Barão, Paralamas...

E talvez o mais importante: lembrar pela ultima vez o porque do rock ser temido e visto como algo subversivo.
O então governador do Rio de Janeiro, o gaúcho Leonel Brizola, homem da esquerda, populista e um tanto hipócrita (para caramba!) com medo do que o festival pudesse ter rendido politicamente junto à juventude par a seus idealizadores, os irmãos Medina, logo após o fim do festival, mandou por abaixo toda a estrutura construída na então longínqua e deserta Barra da Tijuca.

Não foi pouca coisa não...

4 comentários:

Anônimo disse...

Brizola e suas cagadas. Provavelmente teríamos outros festivais se não fosse por esse gaúcho falastrão que era arroz de festa nos desfiles das escolas de samba. Disso ele gostava, até por ser algo " populista ". Já imaginou se um troço desses tivesse vencido uma eleição para presidente? Abraço, Everson.

Marcelonso disse...

Groo,

Aquela edição foi histórica, apesar de alguns nomes sofríveis, como você bem ilustrou.

Até porque a nossa geração estava no auge da juventude.

Esse LP tenho guardado. De vez enquando rola na agulha...

abs

Manu disse...

Não era nascida, mas vi os bons shows porque tínhamos em VHS.
Eu sofro muito qd as boas (ou pelo menos interessantes) bandas confirmam presença no festival. Adoraria ir, mas hoje, virou micareta. Metade do público vai achando que é trio elétrico e fica naquela de tirar foto com o bando que foi junto. É medonho.

Abs!

Marcos Antônio Filho disse...

Acho que o rock in rio tem uma mística muito legal, e pensar que depois de 85, levou 6 anos para ter uma segunda edição e 10 anos para ter terceira e mais 10 para ter uma quarta.Fui em um dia em 2011 e adorei, curti à beça os shows, mas fico imaginando quem pode curtir esses shows de 85, viram o Queen ao vivo, o Iron tocando o powerslave,AC/DC... privilegiados estes.

E Brizola era um filho da puta populista, a única coisa que ele fazia de bom era peitar a globo! rs