11 de mar de 2015

Marussia/Manor: o retorno dos mortos vivos

Uma piada:
Quando Getúlio Vargas ocupava a presidência da república, tinha o hábito de uma vez por mês receber populares em seu gabinete do Palácio do Catete e atender suas revindicações, caso as achasse justas e razoáveis.
Sentado em sua cadeira, ouviu de seu secretário que estava na antessala um conterrâneo do presidente que queria trocar de nome.
Getúlio pediu então para que o deixassem entrar e seguiu-se o seguinte dialogo:

-Senhor presidente, estou aqui para lhe pedir que autorize que eu troque de nome.
-Mas bah! Isto não é coisa que se peça ao tabelião de sua cidade?
-Deveria ser, mas há entraves mui grandes da tal burocracia, e necessito urgência.
-Urgência? É tão grave o caso assim?
-Muito grave! Sou alvo de chacotas desde mui pequeno, não aguento mais...
-Ora, ora... Então se abanque e conte direito esta história.
-Meu pai, homem honrado, trabalhador, mas muito dado a bebedeiras.
-Adiante...
-Numa destas, segundo minha mãe, para comemorar a minha chegada, apostou em um bolicho com outros índios velhos em um jogo de malha que colocaria em mim o nome mais estranho que achasse se perdesse a partida.
-E daí?
-Perdeu... Mas homem honrado e cumpridor da palavra que era, me registrou com o nome que carrego até hoje. Mas não aguento mais e quero trocar.
-Me parece justo, e no más muito razoável...
-Pelo que fico muito agradecido.
-Não há de que... Mas me diga: como é seu nome?
-Não se espante, mas é Getúlio... Getúlio Bosta.
-Agora entendo sua aflição... Vou assinar documento agora mesmo autorizando a troca do nome sem burocracia... Como é que quer se chamar daqui por diante?
-Nome simples, de gente simples... Pode escrever ai no papel: Pedro Bosta...

Traçando um paralelo com a volta na Marussia, mas com outro nome, Manor, pode-se dizer o seguinte: é possível trocar o nome da bosta, mas não é possível fazer com que ela deixe de feder...
Só tenho dó dos dois malucos que aceitaram pilotar para aquilo. Acabaram por enterrar de vez todo e qualquer futuro na F1 que um dia sonharam em ter.

5 comentários:

Marcelonso disse...

Groo,

Com certeza, a porcaria é a mesma. Chega a ser ridicula a situação.

abs

Rubs disse...

Putz! O conto é muito maior do que o tema. Perfeito. Os regionalismos, a diacronia, o estilo, e a polissemia metafórica que suscita o função de fábula, permitindo que o leitor crie associações e aplicações múltiplas. Dez! A polivalência faz o gênio. Essa é a diferença entre a ironia de um Sócrates, de um Voltaire e de um Machado do mero sarcasmo. Capitu era muito mais mulher do que Bentinho homem, por causa do oblíquo olhar.
Estou cá a pensar na morte da bezerra: bosta mesmo ia ser o presidente do congresso ou do Senado pegar a faixa presidencial...
Abs
R.

Jaime Boueri disse...

Hahahahahaha Pedro Bosta...

* E viajei no comentário aí em cima também. pra que drogas se você pode ler isso? =P

James Morais disse...

Aparentemente, essa aventura é só para pôr a mão na grana do nono lugar de Bianchi no GO de Mônaco do anos passado, grana essa que seria diatribuida entre as equipes remanescentes.

Magnum disse...

Hehe, apesar de Manor significar "feudo", depois de ler seu (excelente) artigo, me lembrou "manure", que significa "estrume"...