20 de jul de 2015

GP da Hungria: nem tudo é chato por lá

Quando se pensa no GP da Hungria duas ultrapassagens vêm logo à mente: Nelson Piquet sobre Ayrton Senna em 1986 na primeira corrida de F1 disputada naquele país e Rubens Barrichello sobre Michael Schumacher em 2010.

A primeira cena é nítida na mente de todo fã de automobilismo: Nelson com sua Williams vindo por fora, tomando a frente, escorregando de lado nas quatro rodas por fora enquanto um impotente Ayrton Senna pode apenas observar reverente o desfecho de uma das maiores manobras já realizadas na F1 dita moderna.
Sobre ela disse Jackie Stewart: “-Foi como fazer um looping com um Boeing 747”.

Já a segunda, bem mais recente, mostra um corajoso Rubens Barrichello ultrapassando um recém-saído da aposentadoria Michael Schumacher por dentro na reta de Hungaroring.
Não seria nada demais se o alemão não resolvesse – de forma maldosa e perigosa até – espremer o brasileiro contra o muro dos boxes. Por pouco não tivemos um sério acidente naquele dia.
A piada corrente é que Rubens fechou os olhos, mandou um “foda-se” e depois de tudo terminado apenas conferiu se o macacão ainda estava limpo.

Algumas coisas em comum nas duas passagens
Em ambas, um carro da Williams levou a melhor e ficou com a posição disputada.
Também em ambas um brasileiro estava em um carro da Williams.
E nas duas, veja só, a voz corrente diz que o melhor piloto – em cada época respectivamente – é que foi batido.
Pode-se, claro, até haver alguma discordância sobre Senna/Piquet, ficando por conta da torcida pessoal de cada um na hora de opinar, mas no segundo caso...

Triste é que dificilmente vermos lances iguais no GP no fim desta semana.
Tanto pela falta de talentos semelhantes quanto pelo engessamento das regras e regulamentos.

3 comentários:

Ricardo Reno disse...

Groo,

Faz tempo que não vemos uma porrada de coisas na F1. Principalmente "ultrapassagens" nestes carros persiana com 80 CVs a mais.

Marcelonso disse...

Groo,

Salvo milagre será mais um GP tedioso...


abs

Rafael Schelb disse...

Quando até o Groo deixa implícito no texto que sente falta do Barrica, é porque a coisa tá feia... hehehe