19 de ago de 2015

CVRnaF1 #20: Bélgica 1998, cinematográfica

No quesito: GP caótico, a corrida belga de 1998 só perde para o GP de Mônaco de 1996.
 Se no principado, é verdade, chegaram menos carros à bandeirada final, mas a corrida belga e seus acidentes e repercussões tiveram um Q de cinema.

A começar pelo grande crash da largada.
Logo após contornarem a La Source com o finlandês Mika Hakkinen mantendo a ponta, David Coulthard, que havia largado muito mal na segunda posição fica para trás, se enrola todo, o que era normal no escocês braço duro, perde o controle do carro e se cruza a pista se estabacando no muro: eis o ponta pé inicial para uma batida generalizada.
Atrás do maneta escocês batem também:  Eddie Irvine, Alexander Wurz, Rubens Barrichello, Jos Verstappen, Johnny Herbert, Olivier Panis, Jarno Trulli, Mika Salo, Pedro Paulo Diniz, Tora Takagi, e Shinji Nakano.
O brasileiro Ricardo Rosset, que pilotava uma Tyrrel e largava da vigésima posição veio fechando a fila da pancada fazendo strike em todos os que estavam à sua frente.
O cenário era inacreditável!
Pedaços de F1 espalhados por todos os lados sugeriam uma tragédia, porém por ainda ser uma parte onde os carros estavam apenas no começo de sua aceleração, não houve ferimentos graves.
Tanto que dentre todos os acidentados, apenas Barrichello, Olivier Panis, Mika Salo e Ricardo Rosset não participaram da segunda largada, mas apenas por não disporem de um carro reserva que à época fazia parte do regulamento.

   

Na segunda largada tudo foi mais tranquilo, mas não muito.
Mika Hakkinen, que era o líder do campeonato com sete pontos a frente de Michael Schumacher, foi tocado por Johnny Herbert e abandonou a prova.
Era tudo que o alemão precisava: Hakkinen fora e ele liderando a prova para ganhar.
Porém, na volta vinte a Ferrari do alemão encosta na McLaren do escocês (que era o oitavo) para por uma volta de vantagem quando começam o carrossel em decida de Spa Francorchamps quando, do nada, o carro de Coulthard fica tremendamente mais lento e faz com que a Ferrari o acerte por trás destruindo totalmente a suspensão dianteira.
A primeira vista, o carro vermelho teria aquaplanado, o que foi negado pelo alemão.

Com apenas três rodas, o alemão consegue ir até os boxes, salta furioso do carro e segue rodeado pela turma do deixa disto, até os boxes do time inglês, onde em alto e bom som acusa David Coulthard de ter tentado assassina-lo.
Por pouco o alemão não dá uns cascudos no escocês roda presa

   

 Para terminar a seção freak, na volta vinte e seis, Fisichella vem em alta velocidade e não percebe a Minardi do japonês Shinji Nakano rodando em baixa velocidade e o acerta em cheio. Nenhum dos dois se machucou, mas o carro de Fisichella tem um principio de incêndio.

A corrida marcou a primeira vitória da equipe Jordan e logo com uma dobradinha: Damon Hill em primeiro e Ralph Schumacher em segundo.
Também foi a última vitória de Damon na F1.

Um roteiro digno para a direção de John Frankenheimer ou até mesmo para Ron Howard realizar um filme de primeira grandeza.

Um comentário:

Marcelonso disse...

Groo,


Que corrida foi aquela? É por isso que onze entre dez amantes do esporte a motor adoram esse circuito.


abs