13 de fev de 2017

F1 2017: Talvez o início de um novo reinado

Em 1984, na quinta feira anterior ao GP de Mônaco que daria o pontapé inicial ao mito Ayrton Senna, um caso chamou a atenção.
O jovem Senna havia atrapalhado uma volta rápida do campeão mundial Niki Lauda e este foi tomar satisfações.
Além da mais olímpica indiferença, Lauda recebeu também um dedo do meio em riste.
Mais do que uma mostra de má educação desportiva, o episódio pode ser encarado – muito – tempo depois como uma espécie de passagem do bastão, entrega de faixas ou que quiserem para ilustrar a queda de um rei para o coroamento de outro.
A história com Lauda ainda teve um desdobramento naquele mesmo ano em Nurburgring.
Lauda deu passagem a dois carros, mas fez questão de travar Senna não o deixando passar de forma alguma.
Nos boxes, o brasileiro veio louco da vida tomar satisfação e ouviu do austríaco: “-Isto é para você ver o que me fez (em Mônaco), e vê se aprende.”.
O que veio depois é história e até onde se sabe, se tornaram bons amigos e Lauda sempre se referiu a Senna como um dos melhores da história.

Ok, Senna não foi o piloto dominante nos moldes como nos acostumaríamos a ver.
Durante seu “reinado” que vai de 1985 até 1993 (em 1984 o rei Lauda manteve sua coroa e 1994 não pode ser contado) foi contestado por postulantes ao trono como Prost, Piquet e até pelo bufão Mansell. Mas durante sua passagem pela categoria, ninguém chamou mais a atenção ou encantou tanto até torcedores de outros países como ele.
Anos depois, a passagem do bastão – ou coroa – começou a se dar com o mesmo Ayrton indo aos boxes cobrar de Michael Schumacher por uma atitude em pista.
Durante um teste em Hockenheim em 1992, após um acidente, Senna chegou mesmo a pegar o então moleque Michael pelos colarinhos e só não lhe deu uns tapas porque a turma do “deixa disso” agiu rapidamente.

Schumacher, assim como Ayrton, acumulou reclamações pela forma agressiva com que se portava em seus primeiros anos na categoria e ambos fizeram a história da F1.
Curiosamente, só falta alguém que tente bater em Max Verstappen dentro de algum paddock em algum lugar do mundo para que possamos ver a roda da história em movimento mais uma vez.
Ao menos é esta a minha aposta para os próximos anos...

6 comentários:

Rubs disse...

Interessante esse ritual de passagem. Eu não tinha pensado por esse lado.
Isso acontece até na ciência: os velhos paradigmas resistem e os novos desafiam. Ambos usam a força.
Moral da história: sem contestação e desafio, os velhos se perpetuam nos tronos. Azar de quem não contesta. Podemos ser Massa ou Max, depende da escolha.

Marcelonso disse...

Groo,

Não creio que nos dias atuais alguém se arrisque a fazer algo parecido. É a história do politicamente correto...

No esporte a motor, assim como em qualquer outro, quando você é sacaneado a vontade é descer o sarrafo. Até mesmo em nossos campeonatos de kart amador o bicho pega quando o cara faz merda!!!!


abs

Anônimo disse...

Mais ou menos.

Desvio de caráter agora é sinônimo de 'ritual'. Não me lembro de Lauda fazendo isso com Jackie Stewart, por exemplo. Ou Piquet fazendo com alguém e olha que acompanhei bem Piquet, Senna e... e... os dois que ganharam corridas depois das duas lendas. Fittirato, incrível, se fez, não se tem notícias. Vi o toque com Al Unser Jr mas algo de corrida. Algo histórico. Era uma F1 perigosíssima. Indy também. Se fizesse poderia matar um adversário, o colega.
Olha, não me lembro até do Villeneuve ser trapaceiro, mau caráter na pista. No caso do Schummy e Saudoso Tiozão, foi guardada por década a agressividade dele em cima do novato alemão, que, também, era como ele. Ha...
O apelido dado após o 'barão vermelho', todos nós sabemos. Dick Viga... E como anda o Schummy ? O desvio de caráter do Tri, ficou claro quando jogou o carro prá cima da Ferrari de Prost. Tinha carro melhor, poderia ganhar a corrida em cima do francês mas preferiu aquilo. Meu Deus, como o povo é imbecil ! Todos sabiam que o preparador era Prost, essa é a verdade e causava inveja. O povão só serve para afagos. Bom é o engenheiro que manja do babado te olhando como se fosse um Deus. Aliás, não sabíamos disso porque a imprensa é assim mesmo, que só a sua emoção e ganhar muita grana. Saudoso era rápido. Que nem Mansell em relação à Piquet. Quem preparava era...
Numa época que existiam acertadores, Lauda, Piquet( esse sim amigão de Lauda, 'piquedista') e Prost eram mecânicos mais velozes. Saudoso Tiozão, flagrado numa conversa de rádio, dentro do cockpit, sentia falta de Prost. Na Williams funerária. Entregou-se ali mas panos quentes galvânicos nos fizeram pensar que era só um reatamento de amizade.
Verstappadinho poderá ser campeão um dia - ganhará corridas, óbvio ululante - mas não chega aos pés nem dum Kimi Vodka. Puro marquetingue para desavisados.



M.C.L.

Anselmo Coyote disse...

Mas o Schumacher mostrou o dedo do meio ao Senna? Não. O Lauda não gostou, mas o Santo... Bom, acho que essa foi a grande sacanagem do alemão... hihihi.
O Verstapinho, assim como quase todos os outros, só vai se firmar como um grande piloto e campeão quando parar de dar blackouts. É mera questão matemática. Piloto que faz uma corrida maravilhosa e na outra faz merda tem mais prejuízos do que ganhos por causa da inconstância.
Abs.

Rubs disse...

Mas quem é que trabalha na calada da noite para sabotar a vitória alheia? Senna? Piquet? Não, amigos: o Coyote, este animal sorrateiro, ladino e abrutalhudo. Este indivíduo faz mutirão para estragar as peças das equipes concorrentes, além de usar pneus vermelhos e pintar de amarelo para tirar vantagem. Cambuia de gente à toa.

Anselmo Coyote disse...

O Rubs Cascata deve ser torcedor do Botafogo. Basta perder para desfiar o chororô. Afff... Pegue seu kart e vamos pra pista. Seu carrancudo.
Abs.