10 de fev de 2017

Just keeps walking spreading his magic

No fim de semana passado, o grupo seminal do heavy metal fez o seu último show.
O Black Sabbath se aposentou dos palcos (até que Tony Iommi resolva voltar) com três quartos de sua formação original já que Bill Ward não estava no palco e nem participou do que eram então os últimos discos de estúdio da banda, o álbum 13 (2013) e o EP The End (2016).
A aposentadoria é algo bom.
Tony vai cuidar da saúde, Geezer Butler vai continuar compondo suas trilhas e Ozzy seguirá sendo Ozzy.
Aliás, o fim dos shows poupará bastante a imagem do Madman, porque, apesar da potência técnica da banda e de uma qualidade de performance absurda como instrumentistas, Ozzy era uma caricatura do vocalista que já foi.
Para se ter uma ideia, a apresentação de uma de suas mais icônicas canções, “Snowblind”, do disco Paranoid (1970), chegava a constranger com os berros apatetados de “cocaine” quando na gravação original a palavra não passava de um sussurro soterrado pela mixagem.
Além de, claro, não ter mais o mesmo folego e já não alcançar as notas necessárias à uma penca de clássicos, forçando a banda tocar mais lento ou mais baixo.
Mas era Ozzy, o cara que criava um clima de terror apenas abrindo a boca e erguendo os braços e é muito difícil pensar em Black Sabbath sem ele.
Dio até foi legal, mas...

Falar da importância dos caras é chover no molhado.
Se hoje existe N bandas com temáticas soturnas, guitarras ultra pesadas e riffs poderosos, deve-se tudo aos quatro cavaleiros do apocalipse de Birmingham.
Se há Slayer, Ghost, as bandas de black metal (fakes e trues), a culpa é daquele disco com uma figura sinistra em frente a uma casa não menos sinistra na capa.
Mas na modesta opinião deste escriba, a maior contribuição da banda ao gênero que criou nem foram as inúmeras bandas que influenciou, mas a injeção de humor.
Basta ler as biografias de Tony e Ozzy para se ter a exata noção de que tudo não passava de uma grande piada.
E se tiver preguiça de ler, preste atenção nos detalhes.
Mesmo cantando coisas como: “My name is Lucifer, please take my hand.” (“N.I.B”, do primeiro disco, 1970), sempre terminava os shows com: “-God bless you! ”.
E como os compositores de música clássica que já não estão mais por aqui há séculos, mas todos conhecem e sua obra ainda é tocada, assim será o Black Sabbath.
Exatamente como na letra da música que é o ring tone do meu celular (“The Wizard” Black Sabbath, 1970): Never talking, just keeps walking, spreading his magic...

3 comentários:

Anônimo disse...

Bom dia, senhor Groo. Continuarei espalhando por aí a minha magia...

. Tá que nem pinto no lixo com a Ruimlliams, hein ? Cheia da grana da família Stroll, motorzão novin... técnicos vindo da Mercedoca... Zacarias nem foi já voltou...
. Black Sabbath. A turma adorava o Ozzy mas eu prefiria(prefiro) Michael Jackson virando lobisomem. Mordida em morcego de araque, qualé ? Sempre disse que aquilo era mentira e os caras diziam ser verdade. Era de plástico com gelatina dentro. Por isso, o lobisomem do Maicou é o tal ! E a risada maligna do Vicent Price no final... E o Ozzy amansou. Aquela família na tv, agora, anda com o filho conhecendo os lugares que não teve tempo de visitar quando dos shows da banda... bonitinho. Um novo estilo de programa turístico. Vem pro complexo do Alemão, vem ! Vem ver o inferno na terra. Engraçado que nem o Sepultura fez algo com a pobreza nacional.
Bom, o poeta(ai...se existe poesia no que fazem) é um fingidor.
. HA ! Fizeram um mal danado pros jovens e ficaram riquíssimos. Não vou explicar mas a ciência já descobriu que há uma mudança no comportamento dos jovens que levam isso aí muito a sério, como temáticas soturnas, guitarras ultra pesadas e riffs poderosos... Mudança de hábitos. Ficam mais violentos, sim. Começam a andar todode preto como calr de 40°, no verão. Não posso generalizar mas é o que acontece. God bless you... kkkkk ! Porque os mais fracos, e não são poucos, não distinguem arte da realidade. É. Infelizmente. Um tubarão no formol também é. Fazer o quê ? ' My name is Lucifer, please take my hand...', coisa tosca. Se fosse o Cunha falando isso para mim ou o Lulladrão... Mais ficaria assustado mesmo com a Claudia Arraia falando isso prá mim. Aí eu corria. Pulava da janela e torcia para uma árvore amortecer a queda.
. Paracom-içú ! Como os compositores de música clássica..., meus sais ! Eles estudavam música clássica ! Todos eles. Ingleses. Que saco. Mas em nada se parece com música clássica ! Como os...
https://www.youtube.com/watch?v=DUGbROP9EU4
Isso aí você vai as profundezas do Universo !
https://www.youtube.com/watch?v=eYml9FEHU4E&list=PLruYkbHqZbW0SGkEul9-WcOmU--lMq0Q7
Isso aí só com muita pinga ! Ou outras cositas. Peguei o que vi pela frente. Me parece coisa mais nova mas o grito é o mesmo. Compare. Tem até um Cristo 'estilizado'. No final do show, depois de muita porradaria, drogas( engraçado, poucas mulheres no meio dos 'anjinhos'... será por quê, hein ? E óh que tem muita muié boa que gosta ! Mas não é burra, né ? ) e muita bebedeira, um 'Gódi blés iú !' vindo do palco ! E muita grana prá cuidar dos filhos e um reality show no futuro andando de mercedoca V8, conhecendo lugares maravilhosos, se hospedando em hotéis 5 estrelas, que nem um Kim Kardashian vestida de preto e desbundado. Ai...

. Beat it, beat it...

. Tô falando do Michael Jackson porque topei com uma nova moda. Essa turma aí, dos gritos guturais e guitarra pesadona, está adaptando a música pop do gênio para o rock pesadão... HA ! Mais um HA !
Veremos Zezé de Camargo e Luciano, adaptando 'O número da Besta' para o sertanojo ?
' Maldiiiiiiiiito seja, óh terra e Maaaaaaaar !/ O demônio manda... a besta em fúria..., querida.../ Porque ele sabe que o teeeemmmmmmpo é curto e, meu docinho de coco.../ Deixe, sim..., deixe aquele, aquele que ousa tentar entender.../ O número da besta, amooooorr !/ É um número bem humano, meu bem, meu mal....

HA !



MCL

Manu disse...

Sem sombra de dúvidas, o toque de humor é um legado interessante. Black Sabbath será sempre tocado: "God bless them" :D

Abs!

Anselmo Coyote disse...

Rock é coisa do diabo. Cruz, Credo.
Preciso rever minhas companhias... ou pelo menos os sites e blogs que visito.
Abs.
ZUPT!!!.....