01/05/2009

E se Senna tivesse escapado da Tamburello em 94?

Quando o Williams numero dois que pilotava saiu reto na curva Tamburello do circuito de Imola batendo violentamente contra o muro, a respiração de todos os fãs de automobilismo ficou suspensa por alguns instantes.
O carro havia ficado totalmente destruído, mas no momento em que chegam os fiscais de pista e o carro médico, Ayrton Senna se levanta dos restos do Williams e fica por longos minutos olhando para eles.
Um grande alívio se ouve em Ímola. O grande Ayrton Senna sobrevivera ileso ao mais tenebroso acidente de sua carreira. Mas ele se mostra irritado, e, numa atitude de revolta, chuta o único pneu que ficou preso ao carro:
“-Que droga! Eu iria alcançar o alemão!” - Diria mais tarde na entrevista coletiva.

Aquela prova que quase termina em tragédia foi ganha facilmente por Michael Schumacher e sua Benetton de outro mundo e outro regulamento.
A situação de Senna naquele campeonato havia ficado complicada. Schumacher abriu uma confortável vantagem de trinta pontos sobre o brasileiro.
Na prova seguinte, em Mônaco, Senna vence pela sétima vez, mas, trás o Benetton do alemão colado em sua caixa de cambio…
Devido aos problemas no projeto do FW16, que sofrera muito com a perda dos aparatos tecnológicos -como a hoje lendária suspensão ativa - Senna não voltaria a vencer naquela temporada. Mesmo fazendo corridas memoráveis não conseguiu evitar que uma nova força surgisse no automobilismo. Michael Schumacher viera para ficar. E mostrara isso conquistando aquele título.

O ano de 1995 começou promissor. Os testes de inverno mostravam que a equipe de Frank Williams viria forte.
O FW17 é cerca de um segundo mais rápido que todas as outras equipes envolvidas nos testes coletivos na pista da Catalunha, Espanha.
Tanto Senna quanto seu companheiro de equipe -o filho de Graham Hill, campeão mundial de 1962 e 68 - Damon Hill voavam durante os treinos preparatórios, e tinham um discurso otimista para a temporada que se aproximava.
Porém, quando o campeonato começa quem dá as cartas outra vez é a Benetton e o alemão queixudo.
No Brasil, ele tem uma vitória convincente, mas é desclassificado cinco horas depois da bandeirada final. A justificativa é o uso em seu carro de um combustível fora das especificações do regulamento. A vitória foi dada de bandeja a Gerhard Berger, da Ferrari que tinha terminado a prova uma volta atrás do alemão.

Senna? Bem, Senna teve problemas na caixa de câmbio de seu carro e abandonou.
Na Argentina o vencedor foi Hill, com ligeira vantagem sobre Jean Alesi, segundo piloto da Ferrari. Foi uma corrida conturbada. Senna, ao tentar sair dos boxes com vantagem sobre Schumacher, bate no carro do alemão causando assim a retirada dos dois pilotos da prova portenha.
Um dado curioso é que apenas nove carros chegam ao fim da prova sendo o último o italiano Domenico Schiattarella pilotando um Sintek-Ford a quatro voltas do vencedor.
Em Imola, um ano depois do acidente mais grave que sofrera em sua carreira Senna faz uma corrida discreta, chegando apenas em quinto lugar.

No Brasil corria à boca pequena uma teoria de que Senna teria aliviado o pé todas as vezes que passara pela Tamburello.
Ele nunca confirmou, mas também não desmentiu.

A vitória coube novamente a Hill com Alesi de novo em segundo.
Na Espanha, Schumacher voltou a vencer, marcando uma dobradinha da Benetton com Johny Herbert na segunda posição.
Em Mônaco todos esperavam a redenção de Senna, já que era –e ainda é - o maior vencedor daquele GP. Ledo engano.
Schumacher vence inapelavelmente fazendo uma ultrapassagem cinematográfica na freada da curva La Rascasse.
Isto abate o animo do tri-campeão, que passa o resto do ano andando mal.
Termina a temporada numa má quinta colocação, enquanto Michael se sagra novamente campeão mundial.

Com o final de temporada melancólico, Senna estava em xeque.
A torcida nacional se perguntava: Teria ele perdido todo o talento naquela curva? Seria Senna, agora, um piloto comum? Sem a velocidade que o caracterizara?
Naquele momento todos os holofotes estavam virados para Rubens Barrichello, a nova estrela do automobilismo nacional.
Rubens despontava na Jordan, equipe novata, mas que ameaçava crescer.
Senna dá entrevistas elogiando o novato, mas, às escondidas, não esconde a sua insatisfação por ter perdido o posto de queridinho da mídia nacional.
Já a nova sensação da mídia mundial era Michael Schumacher, que derrotara duas vezes o grande Ayrton Senna.

Na temporada de 1996, porém, o alemão parte para a Ferrari.
Transfere-se para a Scuderia para tentar realizar um projeto ambicioso: Reerguer a equipe que andava em baixa há algum tempo.
Por tudo isso, Senna vem mordido para a temporada.
Mas seu quarto título é relativizado pelos especialistas, já que Schumacher sofre para se acertar na equipe italiana.
Justamente por este motivo, o seu quarto título é considerado o mais fácil de todos, já que não tem nenhum rival com equipamento à altura.
De toda a forma, com oito vitórias, foi um título muito comemorado por Ayrton.
E duas destas vitórias tem um gosto muito especial.
São as vitórias no Brasil e em Mônaco.
Em sua terra natal, a festa do público foi impressionante. A torcida invadiu a pista, enlouquecida, e festejou muito com o seu ídolo.
Foi cogitada uma interdição do circuito e multa para os organizadores da prova, mas, como sempre acontecia na Fórmula 1, isso ficara de lado mais uma vez.

Já em Mônaco, vence pela oitava vez na tradicional pista. E, para deixar o gosto da vitória ainda mais especial, ele ainda devolveu a ultrapassagem em Schumacher no mesmo ponto. De toda a forma, Senna não parecia satisfeito: “-Eu queria mesmo era poder devolver aquela do Piquet, na Hungria!”.
Naquela temporada, Senna teve como seu pior resultando na pista um quinto lugar na Bélgica, mas a festa foi enorme.
Um fato chamou a atenção nas comemorações.
Senna apareceu em uma histórica capa da revista Manchete, dividindo uma réplica do troféu de campeão do mundo com o técnico Carlos Alberto Parreira sob os dizeres “O Tetra é nosso”.
Esta capa, publicada originalmente nas comemorações da conquista da seleção brasileira de futebol na Copa de 1994, foi considerada pelos supersticiosos uma das explicações pelo azar que perseguiu Senna naquela temporada e na seguinte.
Na reedição, a revista dizia que era uma capa profética, que previa a glória de ambos…
Depois de garantir o tetra, Senna voltou a pilotar para a McLaren em 1997.
Era a resposta da equipe inglesa, agora parceira da Mercedes-Benz, para retomar o caminho das vitórias.

A equipe, agora prateada, fizera um enorme investimento ao tirar, de uma só vez, Adrian Newey e Ayrton Senna da Willams, porém, pelo menos para Senna, não foi das temporadas mais produtivas.

O brasileiro voltou a ter um desempenho regular, semelhante ao que demonstrara em seus primeiros anos de Williams, não conseguindo ser competitivo pela equipe prateada.
Pior ainda para ele seria ser superado pelo seu companheiro de equipe: Mika Hakkinen.

No final da temporada, Senna ficou em terceiro lugar no campeonato com apenas duas vitórias – na Austrália e em Monza. Esta sua ultima vitória na categoria.
Hakkinen, no final das contas, ficou conhecido como o piloto que superou Senna.
Afinal, fora brilhante na temporada em que o levara ao título, deixando o brasileiro em segundo plano dentro da equipe.

Quando estreou na equipe inglesa, em 1993, Hakkinen se classificou à frente de Senna no GP de Portugal.
Ayrton vencera as duas provas seguintes.
Mas, naquela oportunidade -que ficaria marcada para a história-, Hakkinen foi melhor do que o brasileiro.

Senna, prestes a completar 38 anos, decide se aposentar.
A equipe inglesa, para substituí-lo, resolve investir em mais um talento da equipe Williams, e, desta vez, tira David Coulthard da equipe de Groove.

O brasileiro recebe todas as honras que cabem a um piloto multi campeão e continua ligado à Mclaren, trabalhando como consultor da equipe.
Porém, Senna infelizmente não tem muito tempo de curtir a sua aposentadoria.
Em primeiro de maio de 1998, vem a em São Paulo para resolver problemas particulares. Durante um vôo para casa, no interior do Estado, o helicóptero pega uma tempestade durante o vôo e cai, matando o tetra-campeão.

39 comentários:

Hugo Becker disse...

Ca*%lho, Groo! Com todo o respeito, esse texto está fantástico! Com uma dose de realismo fantástica (claro, levando em consideração que Senna tenha sobrevivido ao acidente na Tamburello), dentro de um ponto de vista que eu (e a maioria, certamente) nunca havia pensado e com um desfecho igualmente comovente.

Quando, naqueles debates de boteco, realizamos a tola comparação Senna vs Schumacher, alguém sempre se lembra de dizer que "pÔ, se o Hill quase foi campeão em 94, imagina o Senna, se não tivesse morrido!"...

De fato. Mas isso só ocorreria se o brasileiro NÃO se acidentasse na Tamburello, abandonando por qualquer outro motivo ou até terminando a prova. Mas SOBREVIVENDO ao acidente, certamente a pilotagem dele mudaria e ele arriscaria menos. Temos Niki Lauda e Nelson Piquet pra provar isso.

Enfim, vc deu nova cor a uma história com argumentos prontos há 15 anos. E uma cor que eu não conhecia. Obrigado por esse maravilhoso exercício de reflexão, que pude realmente viver enquanto li o texto. Meus parabéns, cara.

Hugo Becker disse...

*viver e visualizar nitidamente, por sinal.

Paulo Coruja disse...

CAro Groo, a saber:
1) ótimo texto, como sempre
2) vc deveria se chamar Allan Moore,
é a mesma tocada. Sensacional!
3) e hoje lembramos o pavoroso acidente aéreo que vitimou Ayrton Senna, Colin McRae, Graham Hill...

Julio Cezar disse...

Que texto é esse, Ron? Andou cheirando fumaça de motor dois tempos?

Pô, baita sacanagem, quando ia fechar com chave de ouro, tu mata o cara?

Brincadeiras à parte, o que eu imaginava se Senna tivesse sobrevivido: ele não seria mais aquele de sempre, e se aposentaria no final de 1995.

Ficaria em casa com a patroa e passaria o final de semana inteiro assistindo ao SPEED Channel...

Já a patroa, eu fico devendo meu palpite sobre quem seria...

Marcos Antônio Filho disse...

Groo do c*ralho esse texto! esse tipo de exercicio é válido e interessante, o que aconteceria com Senna se ele tivesse sobrevivido?Muito bom e o final acaba rementendo Senna a mesma data fatídica, 1 de maio...
Parabéns groo, vc é mestre nos contos!

Willian Freitas disse...

Excelente texto!

Parabéns.

Eduardo De Campos disse...

Excelente texto, realmente!Eu daria a ele mais umas duas ou três vitórias e dois títulos.Talvez até fosse para a Ferrari em vez do alemão.E a telemetria nos diria se ele realmente tirava o pé antes da Tamburello.Um forte abraço e obrigado por nos ter feito sonhar .

B'Hengler@RR1 disse...

Prefiro este...

Após sair ileso do acidente Senna dá uma guinada na temporada de 94 e vira para cima do alemão, levando o tetra (afinal Hill era 2s mais lento por volta e só não ganhou o título porque lhe roubaram na Austrália)...

Em 95 "Dick Vigarista" desclassificado do campeonato pelas falcatruas de 94 e 95, ficando fácil para Senna ser pentacampeão...

Os anos de 96 e 97 são uma lavada de Senna e leva os dois canecos, chegando ao heptacampeonato...

Aí ele realizou seu grande sonho de partir para a Ferrari - que vale lembrar, só perdeu os campeonatos de 98 e 99 pela incapacidade do piloto ao volante, que tinha o melhor carro... Imginem, nove vezes campeão mundial...

Aí veio a era da Ferrari, de 2000 até 2004, quatro títulos... Quinze títulos na manga??? Cinco vezes mais do que qualquer outro piloto da história!!!

Não, ele teria parado antes disso, ou não!!!

Sei que meu texto pode parecer viagem, Groo, mas convenhamos que o seu também!!! Uahsaushashshsahsua...

Uma pena que o "se" não existe...

Marcelonso disse...

Mestre Groo,

Muito bom mesmo,o final é que foi cruel,no fundo não escapamos do nosso destino.

"EU QUERIA TANTO ESCREVER QUE NEM O MESTRE GROO"

abraço

Daniel Médici disse...

O que você escreveu é a pura realidade, se substir o nome "Ayrton Senna" por "Graham Hill", "Imola" por "Watkins Glen" e "1994" por "1969", e fazer pequenos ajustes aqui e acolá.

politicamente_incorreto disse...

Groo, a nossa vida por incrível que pareça é exatamente igual ao mais simples ou complexos dos computadores, nós também somos regidos por um sistema binário que é processado automaticamente em nosso cerébro em nano segundos ou as vezes em alguns minutos ou até horas.
Enquanto um computador usa o "zero" ou "um" que corresponde fisicamente a corrente e não corrente, nós somos movidos a ações "sim" e "não".
- Vou para a esquerda?
- Não.
- então vou pra direita?
- Sim.
- Vou levantar para ir ao banheiro agora?
- Sim.
- Senti uma dor no peito, será que é grave?
- Sim.
- Preciso ir ao médico agora?
- sim.

Viu Groo? esse é o nosso sistema binário tal e qual a de qualquer máquina e as vezes o resto de nossas vidas está atrelado ao "sim" e "não" que o nosso cerebro nos dá como resposta a cada segundo e pode mudar a nossa vida e o nosso futuro a cada decisão tomada, salvo e claro se entrarmos para o campo das especulações e partirmos para filosofia japonesa que estabelece o "karma" como a palavra que sintetiza e define muito bem esse mistério, não perdem tempo elocubrando sobre como o roteiro seria diferente se pudesse ser levada em consideração o "se".....
Karma é karma, e as coisas são assim porque são assim mesmo, está acima da compreensão humana.
Groo um filme que retrata bem isso é a refilmagem do clássico de H. G. Wells de 2002 que é a máquina do tempo, esse filme não é nenhum primor e deixa muito a desejar ao original que´acho que é da década de 60, mas retrata fielmente no início essa situação de karma.
Quanto a mim pessoalmente as vezes fico inclinado pelo "Karma" mas as vezes viajo e penso que existe um mundo paralelo para qualquer outra opção tomada pelo nosso sistema binário, acho apenas que esse eu que aqui está comentando seu post ficou no mundo em que o Senna morreu ao bater na Tamburello, e de repente existe outro Rubem solto no infinito até hoje tirando sarro com os 12 ou 15 títulos que o Senna ganhou ao se recusar a correr aquela fatídica corrida, procure no youtube e veja bem quanto tempo o sistema binário do Senna leva para se decidir sobre essa decisão com as mãos espaldadas sobre o aerofólio do seu Williams antes da largada.... Pelo visto eu segui minha trajetória ao lado da sua opção errada....

PS. O meu sistema binário funcionou legal, e a opção foi correta, a pressão estava acima de 19 x 11 , estafa, ansiedade, correria, excesso de peso, e o escambau. Tenho que mudar de vida... se virasse para o lado e achasse que não era nada de repente agora estava mudando o mundo um pouco, nem que fosse a minha volta....

Bruno Aleixo disse...

Confesso que fui me envolvendo tanto com o texto, que cheguei a me assustar quando você falou sobre a volta dele para a McLaren. Realmente fantástico.
Existiu um papo, há uns anos, de que ele teria ido para a Ferrari em 1996, no lugar de Schumacher.
Será?

Mateus disse...

Bah, muito bom o texto! Pena que Senna morre no final de qualquer jeito! Mas eu ficaria feliz só de saber que ele pôde tocar para frente o projeto que ele havia pensado em começar a tocar em 1994, em ajudar crianças pobres! Só de ele poder ver esse projeto funcionando, eu já ficaria feliz! E, claro, poder ver ele pilotando, já que quando ele morreu (de verdade) eu tinha apenas 3 anos!

Mais uma vez, parabéns Ron Groo!

Anselmo Coyote disse...

Olha o Groo aí outra vez!
Tome tento, homem.
Blz. Groo.

Net Esportes disse...

Grande idéia Groo e com a mesma irreverência de sempre, matando-o quatro anos depois bem no dia 1 de Maio.... !!!!!!! acharam ele ou ficou sumido igual o Ulysses Guimarães ??? !!!

Francisco J.Pellegrino disse...

Caro amigo Groo, não há nada a acrescentar, vc esgotou o assunto. Mais uma vez meus parabéns...Cresça mais ainda.

Bruno Santos disse...

Eu nunca tinha parado para pensar nesse caminho alternativo, minha esperança durou apenas um dia que ele poderia levantar daquele carro ou sair ileso do acidente. Não aconteceu.
Ótimo texto, Groo, o que já é costumeiro.
Abraços.

Felipão disse...

Se um escritor de obviedades se metesse a escrever uma história como essa, faria o Senna se tornar o maior campeão da história e ainda faria um final digno de Hollywood, com o mocinho se dando bem no final, pegando a atriz gostosona. Mas, como foi o Ron Groo, saiu algo muito próximo da realidade. E muito pertinente o comentário do Daniel, quando, com ajustes, poderia ser criado algo no mesmo formato, mas pro Graham Hill. Show de bola, Ron. E, o melhor de tudo, todos os que entraram aqui, entenderam o espirito da coisa, agraciando o post com comentários inteligentissimos...

Cristiano do Popolog disse...

Olá Groo!!!

Venho lhe parabenizar pelo seu ótimo texto!


Espero que você entenda que eu não sou o MC!!!

Até mais...

Fábio Andrade disse...

Enxergar o "se" de uma maneira tão presa à realidade é para poucos. O "se" costuma dar às pessoas a possibilidade de elas transformarem tudo numa grande e idiota relação maniqueísta.

Mas não o Ron Groo.

*Que tal agora? rs!

SAVIOMACHADO disse...

Nessa tu lavou a alma né?
Fizestes uma crônica belíssima. Realmente bem real que eu fiquei empolgado a cada linha.
Cara. Tu é muito bom no que faz.
Meus parabéns.
Grande abraço!

Paulo disse...

"No Brasil corria à boca pequena uma teoria de que Senna teria aliviado o pé todas as vezes que passara pela Tamburello.
Ele nunca confirmou, mas também não desmentiu".
Ao que parece a telemetria teria sido banida também das competições.
HAHAHAHA.

RodIshiCi Mobile disse...

Bem legal o texto. Só achei sacanagem matá-lo depois no helicóptero.
E, no geral, me parece bem fundamentado, sem descartar o que de grande ele ainda poderia ter feito, mas também sem a idolatria demasiada de alguns achando que ele poderia continuar correndo até os 40 anos ganhando tudo, mesmo que tivesse ido correr pela Prost. :P

Nicholas.Sana disse...

Incrivel Groo...

a mente é algo que quase não conseguimos explicar (quase por que as vezes temos nuances de brilhantismo) o que vc escreveu é uma maravilha que só uma mente brilhante pode escrever...

imaginei por diversar vezes o que teria acontecido se senna tivesse sobrevivido aquele acidente...

e nunca o imaginei por esse caminho....

PARABÉNS!!!!...

Paulo Maeda™ disse...

ufa, cheguei aki no final da fila pra comentar. Grande texto Groo e eu tb me espantei com o "retorno à Mclaren" - minha equipe preferida na epoca por causa da pintura (a mais bonita de todos os tempos na minha opinião). E o desfecho, a uma primeira vista é algo meio revoltante, mas depois qdo se pensa bem, fica dentro do contexto, não é nenhum "assassinato". Mais uma vez, matou a pau Groo!!! Parabéns

Tohmé disse...

Groo, às vezes acho que você é louco.

Deliciosamente louco...

-|T|- disse...

lol
E precisa comentar?...

-|T|-

De Gennaro Motors disse...

é SENNA SENNA ! SAUDADESSSSSSSSSSSS

Roger disse...

Excelente texto, eu só achei estranho o Senna tomar tempo do Häkkinen, que na minha opnião sempre foi um piloto de qualidade duvidosa (fez de tudo para perder um título para o Irvine), acho que mesmo abalado, Senna se sairia melhor que ele.

Reinterando alguns comentários, ficou bem realista mesmo!

Hugo Leonardo disse...

Só mais uma coisa: Se o Senna sobrevivesse em 94, a Adriane Galisteu seria apenas mais uma modelo comida pelo Ayrton.

Cris.biker disse...

acredito q em 94 seria mesmo complicado Senna sagrarse campeao, é fato q a benetton estava irregularr, assim como outras aquipess...As regras de 94 éram muinto falhas, tanto q em 95 foi tudo permitido novamnente , com ecessao da suspençao ativa.
Quanto a 95, a história seria outra, Hill so nao ganhou o titulo pq éra ruim d++..A willins éra muinto superior a Benetton naquele ano, imagina c estivesse com Senna.

Beto disse...

consequentemente, Bruno não teria parado com o automobilismo, e a essas horas já teira um belo campeonato mundial em seu curriculum!
:))

Mario Souto Maior disse...

Cara...Vocês são doente...O Cara morreu...Deixa o cara em paz...Ficar tentando adivinhar o que seria é caso de tratamento medico...Que texto torpe e idiota...

Eduardo Casola Filho disse...

Texto sinistro...

Joel Gayeski disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcelonso disse...

Groo,

Me lembro perfeitamente desse texto, muito bem escrito por sinal.

É meu bom, esse cara deixou um vazio enorme...


abs

TW disse...

Ótimo texto como sempre Groo!

abs

Renato disse...

O fato de Senna ter sido derrotado por Hakkinen nos treinos de Portugal, não significa nada, a diferença foi menos de 1/10 de segundo. Na corrida de Portugal Hakkinen também conseguiu acompanhar Senna. Acredito que os motivos são 2, primeiro Hakkinen é um grande piloto foi bi-campeão mundial e sempre dominou facilmente seus companheiros de equipe, Portugal é uma pista com muitas curvas de alta nivelando a pilotagem. Senna derrotaria Hakkinen no Japão na corrida, mas nos treinos Senna venceu por pouco, já na Austrália aí sim , como tinha muitas curvas fechadas Senna foi muito mais rápido que Hakkinen tanto na corrida como nos treinos. Senna era imbatível nos treinos até 1991 quando havia certas regras de volta lançada na sexta e no sábado, mais pneus muito macios de classificação (guerra de pneus Goodyear contra Pirelli) com isto Senna levava grande vantagem fazendo 90% de suas poles quando faltava 10 min. pro encerramento dos treinos, com a modificação dos treinos Senna deixou de ser tão rápido, porque havia muito mais chance de fazer uma melhor volta do que antes...com isto os carros superiores nas corridas (leia-se Williams) começaram a dominar nos treinos também....

Anônimo disse...

Senna ja tinha acordo firmado com Jean Todt para realizar o sonho de encerrar a carreira na FERRARI.
Portanto,volta a McLaren é algo grotesco...