4 de jan de 2010

Enter 2010.

E começa o ano novo...
Zapeando por ai encontrei este "causo" que você lê clicando aqui.
Que deu origem a isto aí embaixo.


-Não Fernando, não dá mais, assim não posso.
-Rosário, cê tem que entender... Isto nunca aconteceu comigo antes...
-Mas começou a acontecer desde que você soube da volta do alemão para as pistas.
-Mas...
-Mas nada... Adeus Fernando. Vou ficar com alguém que não falhe comigo...

Com a saída da esposa, Fernando se senta no sofá e põe-se a refletir...
Por que teria Rosário o abandonado?
Jovem, bonito, vitorioso, rico e um monte de outros atributos... Por quê?
Levantou-se e foi até a janela ainda a tempo de ver o táxi partir.
Serviu-se de uma taça de vinho tinto e até tentou ouvir musica para se distrair, porem os únicos cd´s que ela deixou foram os da banda Sueño de Morfeo, talvez por não precisar mais deles para ouvir a voz de sua vocalista...

Fernando esvazia a garrafa de vinho tinto e vai dormir, afinal no dia seguinte – com trauma da separação ou não – terá de se apresentar ao seu novo emprego.

No aeroporto esforçava-se para não pensar no assunto, mas o sistema de auto falantes dá a todo o momento informações de pousos vindos da ilha de Lesbos, na Grécia.
Já dentro do avião senta-se ao lado de um jovem brasileiro que o reconhece e lhe pede um autógrafo.
Estranhamente solicito e simpático – dizem que tanto as grandes tragédias quanto as pequenas desgraças pessoais humanizam as pessoas – resolve conversar com rapaz, que usa fones de ouvidos.

-Que são estes fones de ouvidos? – pergunta ele.
-Meu iphone... Estou ouvindo algumas musicas de minha terra...
-Verdade? Adoro musica brasileira... Posso ouvir também?

O rapaz sente-se honrado e lhe cede um dos fones...
Meio sem graça Fernando ouve uma canção e devolve o fone, alegando que precisa dormir.
Na verdade não gostou de ouvir o “Rock das Aranha”.

Finge que dorme até aterrissar na Itália onde um funcionário de sua nova empresa o espera.
No carro o motorista, também brasileiro, insiste em ouvir Reginaldo Rossi no mp3 player:
“Garçom, nesta mesa de bar...”.

Ao entrar na fábrica é saudado por todos, como pensou que seria mesmo...
Com seu chefe imediato vai até o carro que usará.
Fica feliz com o projeto e por um instante esquece de sua situação emocional.
De saída encontra o homem ao qual sucederá.
Aperta-lha a mão calorosamente e deseja boa sorte em suas novas empreitadas.
Em retribuição recebe um presente.
-É da minha terra... – diz ele – Vai lhe trazer boas vibrações.
Agradece e promete que usará...
Feliz vai para sua nova casa italiana já completamente esquecido do que lhe aconteceu nas ultimas semanas.
Porém tudo acaba por retornar a lembrança quando ao desembrulhar o pacote e encontra lá dentro um capacete viking.___________________________________________


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7 comentários:

Joel Marcos Cesetti disse...

Começando a semana com um ótimo conto, muito bom!

Um bom 2010 para você.

Felipão disse...

huahuahahuah

fico imaginando o que não acontecia qdo ele estava naqueles compromisos publicitários, corridas e etc...

Anselmo Coyote disse...

Groo, do céu!!!

Quero morrer seu amigo...kkkkkk!!!
Ser corno não é problema. O que incomoda são os comentários, as músicas, os capacetes, entrar numa concessionária e o vendedor lhe oferecer um carro com teto solar...rsrsr.

Vc é o meu grooroo.

Abs.

Manu disse...

Hahahaha, Groo, esse conto foi ótimo! Coitado do pobre Fernando! xD Casal estranho, devo dizer, viu?!

Sobre o q comentou no blog, saiba q está tudo ok, escreva qd puder e qd estiver a vontade p/ isso.

Abs!

Alysson Prado "Balo" disse...

Nossa parece até novela mexicana....digo Espanhola!

Bom conto Groo, Parabéns...


Quanto ao 'Alô Som' isto é o que chamo de fracasso globalizado! (LEIA-SE ALONSO! rs)

Felipe Maciel disse...

Eita!!!
Sem mais.

Quanto à referência, Ron, só tenho a agradecer pela força!

Valeu Grooooooooooo!

Teca disse...

Ahahahaha Muito bom!

Ron, você anda lendo diários femininos?

Ahahahahaha

Beijos.