16 de mar de 2010

F-Indy em Sampa

Foi memorável, apesar dos problemas e até mesmo por conta deles.
A Formula Indy desembarcou em São Paulo sob os olhares desconfiados dos fãs de automobilismo: pista nova; prova estreante...
Circuito de rua e em local pouco nobre da capital paulista, às margens de um dos rios mais poluídos – se não o mais do país: o Tiête, ponto de grande afluência de caminhões.
O que por si já garantiria um asfalto muito ondulado e contou ainda com um recapeamento feito às pressas, visto que a decisão de ter a corrida na cidade de São Paulo foi tomada em pouco menos de quatro meses por desistência da prefeitura do Rio de Janeiro.

Mas pistas de rua são assim mesmo.
Os bumps são normais, embora, talvez em alguns pontos da pista - como a grande reta da Marginal - me parecessem um tanto exagerados.
Os circuitos de rua dos EUA e do Canadá não ficam muito atrás, e aqueles montados em aeroportos então tem até buracos.
Surgiu o problema da aderência na reta do Sambódromo, que, diga-se de passagem, a organização – a gringa, não a nossa – já devia imaginar ou saber.
A Williams tentou fazer um evento promocional ali e não conseguiu, perdendo dois motores em questão de minutos por conta do alto giro dos motores em falso e sem refrigeração adequada.
Porém até isto foi contornado à tempo lixando a pista e criando uma espécie de “groove” na reta de concreto.
Tudo bem que deixou como efeito colateral a poeira toda que ocasionou o acidente na largada, mas ao menos não fez com que adiassem ou cancelassem a corrida. Havia o medo da chuva, e ela veio com força mostrando as deficiências de drenagem que não só a pista, mas toda a cidade de São Paulo tem.

No fim, o que poderia parecer atos falhos da organização, ou mesmo ser confundida com desorganização acabou por mostrar que a categoria é humanizada, sujeita a erros, mas que aprende com eles e busca solucionar os problemas da forma mais rápida e eficiente possível.
E só para lembrar: foi apenas a primeira prova disputada ali.
Para o ano que vem serão feitos os ajustes finos e tudo vai correr mais a contento ainda.

A prova foi interessantíssima, muito emocionante do ponto de vista esportivo, com muitas ultrapassagens, algumas barbeiragens e manobras arrojadas.
E posso dizer sem medo de errar ou parecer exagerado: foi muito, mas muito mais melhor que a procissão da F1 no tilkódromo bahrenita.

Único senão foi a cara de nojo do vencedor da prova, Will Power, quando lhe foi oferecido no pódio uma caixa do leito Bom Gosto, uma das marcas mais repulsivas de suco de vaca vendidos na capital.

10 comentários:

Felipão disse...

Ron...

o pior que não criaram nem mesmo um "mock-up" pro cara meter o beiço. Foram buscara a caixinha lá na padaria mesmo...

F-1 A.L.C. disse...

tudo bem sustituir champagne por leite (o kimi pode não achar legal) mais se for pra fazer, eu posso mandar uma "piá" daqui de RS, prometo que tudo mundo vai gostar

Migdonio disse...

Eu não vi o pódio. Porque diabos deram leite para o vencedor no pódio??
São Paulo nem é o maior produtor de leite do Brasil, não é nem o segundo para falar a verdade.
Não entendo porque brasileiro tem essa mania idiota e ridícula de babar o ovo dos outros.
Que dessem cachaça para o cara, ia ser menos ridiculo.

Daniel Médici disse...

Eu procurei, mas não encontrei o ponto de vista esportivo na corrida da Indy. Essa corrida, mais do que a maioria das provas da Indy, foi mais uma gincana que um esporte.

Fernando Kesnault disse...

Se fosse eu agradeceria e não queria o dito cujo. Leite?? Cadê a champagne?? Como os argentinos dizem realmente os brasileiros são uns macaquitos, como gostam de copiar tudo que é brega...

Francisco J.Pellegrino disse...

Pior foi o vôo dos F5 que já viraram latas de cerveja nos States há mais de 30 anos...a transmissão da Band com o Luciano do Voley ....deixa prá lá, vc ainda vai fazer um post sobre ela...

GUSTAVO disse...

hehe ele não sabia o que fazer com a caixa de leite na mão foi bem engraçado mais como você disse ano que vem as coisas vão estar melhores e mais organizadas.

Abraço

Williams Gonçalves de Farias disse...

O leite foi realmente impagável. Deram o leite pro cara na caixa ... muito tosco, além de um plágio muito mal feito das 500 milhas. Mas a prova, realmente... muito emocionante, comparado com o siga o mestre da F1. Pelo visto a falta de organização é o que fatla na F1, além da questão aerodinâmica. F1 tá muito profissionalzinha. Tá faltando graxa ... sujeira... buracos na pista...

oliver disse...

Sinceramente, acho que foi a mais franca demonstração de incompetência que São Paulo poderia ter dado, E DEU.

Depois de lixarem a pista, por não tertem equipamento adequado pra limparem, tiveram que fazer um treininho meia boca, de 15 minutos, pros pilotos mesmos se encarregarem disto.

Que desorganização.

E, pior, colocaram os sujeitos pra pilotar numa pista de rally, asfaltada segundo as "peculiaridades" da pista.

Entretanto, o circuito é bom.

Surpreendentemente bom e rápido pra circuito de rua.

A F1 podia olhar este traçado e aprender.

Tiasley disse...

Credo.
VACAlharam no final.
¬¬'
'Emocionante' aquele 'S' do samba, né não?