14 de jul de 2014

Fim de festa

Ok, a copa acabou.
Não foi a tragédia que muitos previram.
Aliás, não foi nem perto.
Pode-se dizer até que foi um grande sucesso.
Não houve caos aéreo.
Não há aeroportos novos e nem reformados, embora não se tenha noticia de nenhum problema com os que foram usados.
Também não houve o “banho de sangue” que se temia.
Houve sim brigas, e protestos como todos sabiam que haveria.
E como todos sabiam também, a policia baixou a porrada em todo mundo.
Nenhuma outra obra pronta da tão falada mobilidade urbana; trens bala; hotelaria e outras coisas que só tontos ou gente de má fé é que acreditaram e propalaram por ai que ficaria pronto ou sairia do papel ou das palavras faladas.
São Paulo registrou mais de trezentos quilômetros de vias paradas no dia do segundo jogo da seleção brasileira.
Mas até isto já era esperado.

Não... Aqui não é sobre a falta de legado público da copa.
Mas da parte do jogo mesmo.
E o acontecido na copa expõe mazelas que ficam escondidas pela arrogância natural do brasileiro quando se fala de futebol.
Em uma época em que ter o “craque” já não é tão primordial quanto ter uma boa equipe - ou vai dizer que a Costa Rica tinha “os craques”? – ficar dependente de um só jogador e seus lampejos é ridículo.
Só o craque já não resolve.

Enquanto outras seleções trabalharam e cuidaram dos atletas, da parte física, psicológica, tática e técnica, a seleção fazia comercias de TV, entrevistas para todo e qualquer programa da emissora oficial.
O técnico se preocupava mais em ser um motivador e aglutinador preferindo o conceito de “família” ao de “equipe”.
E a imprensa “especializada”?
Esta falava em “deixar ou tirar bigode”, repetir a história como em 1962, chamavam o Olodum para dar sorte...
Com raríssimas exceções que eram até mal vistas pelos colegas de trabalho e parte do público.

Deu no que deu...
O time naufragou e foi humilhado dentro de campo – não em casa já que a seleção joga a maioria esmagadora de seus amistosos mundo afora e não no Brasil – e ficou uma sensação de que ainda foi pouco.
E não há como se enganar, é uma questão política...  Não política partidária, de forma exata, mas sim política.
Marins, Del Neros, Teixeiras, Perrelas, Sanchez e outros tipos nocivos que comandam a parte político administrativa do futebol e a deixaram viciada e agarrada a besteiras e crendices.

Portanto, torcer contra não era e nem nunca foi anti patriotismo, mas questão pessoal e de escolha.
Afinal, onze chutando uma bola ou um segurando o volante, não é a representação de uma nação.
Isto é outra coisa... Bem outra.

6 comentários:

Vander Romanini disse...

Um baita comentário!!!
É isso mesmo!!

Fabiano disse...

A imprensa da TV aberta e a Globo que são amiguinhas da CBF.

fabio disse...

Rapaz, a gente torce por clubes por muito menos. Deixa o povo ser feliz, apesar dos crápulas que estão no comando do futebol, a seleção tem uma história, e a torcida é bacana.

fabio disse...

Rapaz, a gente torce por clubes por muito menos. Deixa o povo ser feliz, apesar dos crápulas que estão no comando do futebol, a seleção tem uma história, e a torcida é bacana.

Marcelonso disse...

Groo,

Nosso futebol está dormindo sobre as cinco estrelas. O que não era bom, ficou ainda pior com a perda de Neymar.

abs

Anselmo Coyote disse...

Cadê meu comentário?