2 de jul de 2014

Uma parceria para compra sem pressa


Todo mundo gosta de comprar. E na hora de tirar do bolso o valor da compra nem sempre os 100% estão lá. Por isso as formas de parcelamentos, financiamentos e consórcios são tão úteis. Nos dois primeiros casos, mesmo com juros embutidos na mensalidade, vence a tranquilidade psicológica de pagar o mesmo valor, acordado com antecedência, por mês, sem mudanças. No caso do consórcio a ausência de juros é a vantagem, porém não para os apressados. Aqui deve-se esperar para possuir o bem, objeto da compra. 

Uma grande mudança com a fixação de parcelas, causada inicialmente pela mudança de moeda no Brasil cedeu ao povo a sensação de capacidade e poder econômico, mesmo que para isso no final, se pague muito caro ou muito acima do valor de à vista.
O mesmo pensamento é com o uso de cartões, em parcelamentos longos, que diminuem o valor das parcelas individuais, porém aumentam o valor final. Mas aos poucos ninguém sente, e acaba optando pela divisão em muitos meses. Para os mais ligados nesta questão, e que, realmente se sentem traídos com a diferença entre o preço de à vista e o preço final parcelado, prefere se organizar antes e pagar um valor maior de entrada, como na compra de um carro.
Essa corrida para o consumo é também patrocinada por uma sociedade em que o ter vale muito, e pior, mostrar que tem, vale ainda mais. As pessoas gastam mais do que ganham e pedem emprestado para pagar o que devem. Um bola de neve. Nada contra consumir, mas ao menos, deve-se usar o bom senso.

Por que escolher o consórcio?
Para evitar um sobrecarregamento de juros e aumento no valor final, o consórcio entra no jogo. Surgiu no Brasil através de funcionários do Banco do Brasil que iniciaram uma associação para comprar um automóvel, isso em 1962. No início, o comum eram os consórcios para entidade de classes. Com o amadurecimento desse mercado, além de abranger a população no geral, incluiu compra de casas, aparelhos eletrônicos, além de automóveis, como foi no começo de tudo. 

De acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABEP) o perfil de quem prefere comprar através dessa parceria são pessoas que visam economia e investimento, mais do que a pressa pela posse do produto. O que, ainda segundo a ABEP, certifica que principalmente no ponto de vista pessoal o mecanismo é eficiente e saudável.

Mas claro que para preservar a funcionalidade correta desses acordos e o respeito às regras, o consorciado deve atentar para a idoneidade da empresa escolhida. O Banco Central como órgão controlador pode ser a via de informações sobre a empresa, através do site do BC é possível checar o funcionamento dela. E o Procon também tem dados, como por exemplo, se há reclamações de outros clientes.
É melhor ter o gostinho de comprar o que se pode pagar, além de evitar cascatas de cobranças, você vai dormir mais tranquilo sem precisar pensar nas parcelas infinitas que você se meteu. 
Você é impulsivo quando quer comprar algo novo?

Um comentário:

Anônimo disse...

É uma boa opção.