5 de nov de 2014

Crônica do GP: EUA - Ausências sentidas (?)

A grande coisa do GP dos EUA não foi a vitória de Lewis Hamilton e o encaminhamento tranquilo para seu segundo título.
Muito menos o erro de uso do ERS que custou a vitória e provavelmente o campeonato para Nico Rosberg.
Há quem aposte que a proibição do uso do rádio para ajudar na condução é que fez com que o alemãozinho delicado tenha errado. Tanto faz...
O grande lance do GP dos EUA foi – acredite ou não – a ausência de Marussia e Caterham no grid.

Ainda que tenha sido permitida por Ecclestone e pela FIA, o forfait das duas nanicas colocou todo mundo pensando sobre o futuro da categoria.
O medo de que o mesmo colapso financeiro acometesse as equipes médias.
A saber: Sauber, Force Índia e até a Lotus.
Até um boicote chegou a ser ventilado para que a categoria e seus gestores admitissem a pindaíba e se debruçassem sobre o problema com mais afinco.
Nada aconteceu, é verdade, mas uma reedição do ocorrido em 2005 (ainda que por motivos bem diferentes) sepultaria de vez as chances da categoria se enraizar na terra do Tio Sam.
O medo falou mais alto e a coisa pareceu tão séria que até Bernie Ecclestone fez um mea culpa e admitiu que tivesse sua parcela na atual situação, mas disse também não saber como resolver.

A pergunta é : era para tanto?
Ok, um grid esvaziado é muito ruim, mas ainda agora é de se duvidar que Force Índia, Sauber e Lotus vão mesmo deixar a categoria para a próxima temporada.
A Lotus até já tem contrato de fornecimento de motores com a Mercedes.
Sauber fez movimento no sentido de contar com a grana de Marcus Ericsson (já que com o talento dele ninguém vai contar nunca, não existe).
E a Force Índia ainda tem tempo para se ajustar.
Mas convenhamos: tanto Marussia quanto Caterham não fazem falta nenhuma à F1 e até demoraram em tomar o mesmo caminho da outra equipe nanica que formou o pelotão da pouca grana em 2010, a Hispânia.
Das três, nenhuma entrou para o circo para ser um time vencedor ou minimamente competitivo. Entrou para que seus fundadores fizesse algum dinheiro de forma razoavelmente rápida.
Tanto que nenhuma das duas continua com os nomes ou donos de quando chegaram a categoria e a Hispânia já foi ver se no céu tem management buy out.

O fato é que em cinco anos de existência, alguns pilotos foram queimados (Di Grassi que o diga...), o único a marcar ponto por uma delas sofreu um gravíssimo acidente e foi só.
Para não dizer que não fez nada de bom, a Caterham teria convidado o 1B para correr as três últimas provas (EUA, Brasil e Abumdabe) pelo time, mas como o brasileiro é notório por sempre se atrasar, a equipe parece ter terminado antes...

Digo parece porque muita coisa ainda pode rolar, mas se acabarem mesmo, ninguém sentirá saudades.
Bernie providenciará novas nanicas sem futuro ou na pior das hipóteses três carros por time e os grids não ficarão vazios.
Ou, como na corrida americana, a Ferrari chegará com um de seus carros em antepenúltimo e continuaremos a ver times feios no fim da fila...

3 comentários:

Anônimo disse...

Há quanto tempo o 1B não era sacaneado aqui... Aposto que você tá com saudades.

Danilo.

Manu disse...

Eu concordei com tudo. E cheguei na última frase: "Ou, como na corrida americana, a Ferrari chegará com um de seus carros em antepenúltimo e continuaremos a ver times feios no fim da fila..." Confesso que dei uma risada, mas logo fiquei deprimida. Pior é não poder dizer que não é verdade. É mesmo uma dura realidade. ¬¬'

Abs!

Marcelonso disse...

Groo,


As nanicas faziam apenas volume no grid, nada mais. Mas se a situação complicar para Sauber e Lotus ficará muito ruim para a categoria.

A solução para fortalecer é muito simples, porém difícil de vingar com Ecclestone no comando. Até porque, como vc bem colocou ninguém pega a grana dele.


abs