9 de jan de 2015

Música de sexta: Freedom (#JeSuisCharlie)

Em 2001, logo após os ataques às torres gêmeas do WTC, Paul McCartney se fez ouvir com o que melhor sabe fazer: uma canção.
Nela ele diz que a liberdade é dada por Deus e que ele iria usa la da forma que melhor lhe prouvesse.
Esta liberdade inclui acreditar no deus que achar melhor, ou mesmo em nenhum se for o caso.
Mas a canção não era sobre religião e sim sobre liberdade.
A liberdade de poder viver, agir, falar, pensar, produzir sem ser incomodado por patrulhas emburrecidas.
Sem correr o risco de ser atacado por criminosos travestidos em artífices de alguma causa à qual não concordamos.
É nosso direito não concordar, é nosso direito expressar esta não concordância, é nosso direito até incorrer ao mau gosto.
Mas não é direito de ninguém nos matar por isto.
Em tempo: toda a renda gerada pelo single foi revertida para as famílias dos policiais/bombeiros mortos nos ataques.

3 comentários:

Anônimo disse...

O que Lennon diria se estivesse vivo?
Será que seria a favor da revista?

Claudio Lima

Magnum disse...

O que Lennon acharia é um mistério. Quando vivo às vezes ele cantava "but when you talk about destruction / don't you know you can count me out?", outras vezes terminava com "don't you know you can count me IN?" (quando vc fala em destruição / não sabe que tô fora? (ou "que tô dentro?"), ou seja, se estivesse vivo hoje, às vezes defenderia as táticas black bloc, e às vezes não... Vai saber o que ele diria do Hebdo... Eu desconfio que iria contra o atentado, mas se iria querer esticar a filosofação pra outras coisas, vai saber... Eu adoro a música dele, mas ele era a própria metamoforse ambulante.

Ron Groo disse...

O que pensaria e diria Lennon a respeito? Não sei... Talvez não concordasse, talvez fosse solidário.
De qualquer forma, não seria eu a censurá-lo de emitisse uma opinião.
Desde que não atirasse em ninguém, claro...