3 de fev de 2015

Muito a aprender para sair das cavernas

No último Domingo (2/2) a temporada 2014 da NFL chegou ao fim com um jogo emocionante onde o New England Patriots de Tom Brady foram campeões sobre o Seattle Seahawks de Russel Wilson.
Ok, você não faz ideia de quem seja Tom Brady, Russel Wilson, os Patriots ou os Seahawks e muito menos gosta de NFL.
Certo?
Por partes: NFL é a liga nacional de futebol americano. Não confundir com o futebol jogado exclusivamente com os pés, lá pra eles: o soccer.
Tom Brady e Russel Wilson são quarterbacks, ou, o jogador mais importante do time. Os caras que fazem com que os times se movam quando no ataque. Nada a ver com o meia-esquerda ou centro avante.
Patriots e Seahawks são dois dos times deste esporte.
Situado?  Não?
Ok... Em frente não é tão importante aqui.

O ponto aqui é o espetáculo, que vai muito além dos jogos em si e deveria ser tomado como exemplo.
Os eventos – mesmo da temporada regular - contam com shows diversos no entorno dos jogos, com comidas, diversões, respeito ao público e clareza (ao menos para os americanos) das regras.
E a grande final, disputada em jogo único em campo neutro gera tanta expectativa que atrai até quem não é fã do esporte. Nem que seja para falar mal.
E neste jogo em particular a festa é ainda maior, com shows musicais do lado de fora do estádio antes da partida (gratuitos), e os shows no intervalo da partida que são um diferencial a ser destacado.

Ignore que o artista escalado para esta ou aquela edição não é de seu agrado.
Mas não ignore que o show é pensado e produzido para ser executado em um espaço de tempo de não mais de quinze minutos, que é o tempo entre o primeiro e o segundo tempo dos jogos (segundo e terceiro quarto).
Luzes, explosões, qualidade de som (playback ou não, não importa), e montagem e desmontagem do palco sem danificar o gramado (artificial ou não) de jogo.

“-Ah, mas isto é tradição deles lá, nós temos as nossas...”.
Certo...
O entorno dos eventos serem de uma pobreza franciscana para não embotar o “brilho do futebol” como dizem os dirigentes, a alimentação - quando há - ser de qualidade duvidosa, os maus tratos da PM antes dos jogos, surras das organizadas durante os jogos, e extorsão de flanelinhas ou conduções deficitárias depois dos jogos em horários exdrulos.
E ultimamente um tribunal que anula partidas, muda resultados.
Times que aceitam dinheiro para serem rebaixados em lugar de outros, juízes que manipulam resultados, clubes que ficam devendo para atletas e funcionários mesmo após terem feito as maiores transações com jogadores de suas histórias... Ou seja: nada além da própria partida.
E por ai vai.
E isto porque nem foram citados outros esportes aqui inexistentes (hóquei) e outras que não passam de arremedos amadores como o basquete ou o automobilismo.
Ou vai querer me convencer que alguma destas modalidades por aqui tem algum peso, respeito e confiabilidade?
Se depois de posto isto, você ainda achar que não temos nada a aprender com os americanos em termos de organização e realização de eventos esportivos, sinto muito.

2 comentários:

Net Esportes disse...

Um amigo meu lembrou como o show de abertura da Copa foi "melhor" do que o show do intervalo do Super Bowl !!!!! Isso porque era evento FIFA e foi gasto um dinheirão para ser feito ....

O Brasil está muito longe dos americanos, mas o pior de tudo é não assumir isso. O Globo Esporte nem da a notícia, tem coragem de ignorar um dos maiores eventos esportivos do planeta. Lamentável, O Brasil vai ficar para sempre dependendo do futebolzinho.

Marcelonso disse...

Groo,

É preciso reconhecer, os americanos sabem promover espetáculos.


abs