9 de fev de 2015

Volta não, trapizomba do cacete...

Um bocado de gente anda por ai chateado com a quantidade – pequena – de carros no grid da F1 este ano.
Dezoito carros é realmente um número pequeno se comparado aos grids dos anos 70 até meados dos anos 80 onde era necessário até pré-classificação para disputar a tomada de tempos para a corrida.
Mas os tempos são outros e o interesse de times pequenos também.
Não que naqueles dias os nanicos não pensassem em fazer dinheiro, mas era menos descarado...

Para os que andam lamentando, a noticia da volta da Marussia pode ser uma espécie de alento.
Ao que parece, a equipe, que estava em vias de ser liquidada com leilão do material e tudo, vai conseguir se recuperar a tempo de alinhar no grid da Austrália, prova de abertura da temporada, mas ao que parece sob o nome de Manor.

Algumas pessoas celebraram e já foram comparando com a situação da Honda, antes de ser “vendida” para Ross Brawn e fazer sua estreia – e história - nos treinos para a abertura da temporada de 2009 na mesma Austrália.
Devem estar pensando estes ai que a história vai se repetir e a equipe vinda do espólio da Marussia vá vencer o campeonato.
Coitados...

Particularmente não gosto da ideia e nem torço para que volte.
O time é daqueles feitos para fazer dinheiro rápido, não com patrocinadores, mas com a venda da própria equipe para algum outro maluco que por sua vez fará o mesmo algum tempo depois.
Estas operações acabam criando comoção entre fãs ao expor ao fim da temporada que o time está em uma situação de penúria, divulgando que talvez não tenha condições de estar na próxima temporada ou como em 2014, nem nas últimas provas do ano.

Times como Marussia, Catherham (que ainda bem, não volta mais) não agregam nada ao esporte em si, só ao buzines dele.
Servindo apenas para fomentar discussão – e rachas - sobre mudanças na forma de distribuição das verbas entre os times, sugerindo que alguns recebam menos para que elas sejam beneficiadas como se merecessem levar algum a mais com os desempenhos pífios que tem.
Que se mantenha fora, não fará falta.
"-Deixa esta tranqueira queimar." Button, John.

E para quem tem saudades de time de baixo orçamento e desempenho sofrível, pode torcer pela Sauber e – ao que tudo indica – Force Índia que ao que parece, cumprirão o papel das nanicas com louvor.

3 comentários:

Anônimo disse...

Ah, sim: dá trabalho. Só vou comentar por causa disso, em respeito ao trabalho.
O meu repórter francês preferido bisbilhotou Ron Dennis dizendo: "A era do patrocinador principal clássico não tem mais interesse. Cedeu lugar a parcerias tecnológicas de alto valor." O que isso significa? Significa que estampar "Martini" ou "Rexona" no carro, além de obsoleto, é café pequeno. A título de exemplo, o aporte financeiro direto da Panasonic para a Toyota representava apenas 10% do volume do negócio. Todos os modelos Prius vinham com bateria Panasonic.
Mais do que um patrocinador para a F1, Dennis, the menace, quer um parceiro tecnológico para os esportivos McLaren. A Intel nunca foi tão disputada. Daqui a pouco aparece a Lenovo.
O que isso tem a ver com a Marússia? Que existem muitos mundos possíveis. Onde houver um devedor, aí haverá um cobrador. E onde houver um cobrador, aí haverá um comprador de títulos oportunista. Quem regula a coisa? A FIA. Mas, ninguém gosta de intervençã de regras e ninguém admite a judicialização. É contra a... Liberdade?
Moral da história: as hienas são pequenas, mas se dão bem na lei da selva.
Abs.

Rubs disse...

Ah, sim: dá trabalho. Só vou comentar por causa disso, em respeito ao trabalho.
O meu repórter francês preferido bisbilhotou Ron Dennis dizendo: "A era do patrocinador principal clássico não tem mais interesse. Cedeu lugar a parcerias tecnológicas de alto valor." O que isso significa? Significa que estampar "Martini" ou "Rexona" no carro, além de obsoleto, é café pequeno. A título de exemplo, o aporte financeiro direto da Panasonic para a Toyota representava apenas 10% do volume do negócio. Todos os modelos Prius vinham com bateria Panasonic.
Mais do que um patrocinador para a F1, Dennis, the menace, quer um parceiro tecnológico para os esportivos McLaren. A Intel nunca foi tão disputada. Daqui a pouco aparece a Lenovo.
O que isso tem a ver com a Marússia? Que existem muitos mundos possíveis. Onde houver um devedor, aí haverá um cobrador. E onde houver um cobrador, aí haverá um comprador de títulos oportunista. Quem regula a coisa? A FIA. Mas, ninguém gosta de intervençã de regras e ninguém admite a judicialização. É contra a... Liberdade?
Moral da história: as hienas são pequenas, mas se dão bem na lei da selva.
Abs.
P.S. Se houver duplicação, por favor, delete. O Java estava desabilitado.

Marcelonso disse...

Groo,

As nanicas eram uma piada é verdade, mas ao menos engordavam o grid...

abs