29 de mai de 2015

Man on war

Alguns anos atrás o Manowar se apresentou em São Paulo e o crítico musical Regis Tadeu resolveu motivado sei lá porque, ir à porta do show provocar os fãs da banda com a seguinte pergunta: “-Por que o Manowar consegue arregimentar tantos fãs tão fiéis?”.
Deve-se colocar aqui que antes de fazer tal pergunta, na cabeça da matéria o crítico chamou a banda de “ridícula” e “patética em termos de som e imagem”.
Ao saber disto, os fãs, que não são lá as pessoas de mente mais aberta neste mundo, além de não conseguirem dar uma resposta lá muito satisfatória, ainda se enfureceram e passaram a atacar o critico de uma forma mais agressiva.
O famoso “diga o que quer, ouça o que provavelmente não queira...”.

Mas o Manowar é ridículo?
É sim... Uns caras marombados, fortões, vestidos em roupas de couro embaladas a vácuo cantando canções com temática medieval com gestos grandiosos.
Mas até ai também são ridículos os rappers com suas caras de mau, os sertanejos com suas calças apertadas e chapéus descomunais, os funky boys com suas cuecas aparecendo... O que os faz também patéticos em termos de imagem, não?

Então porque os caras fazem tanto a cabeça dos fãs a ponto de deles quase embolacharem o fanfarrão dublê de jurado do Raul Gil?
Porque são divertidos, catzo! E rock, música no geral é para ser divertido.
Se fosse para levar a sério, melhor ir ouvir orquestras sinfônicas tocando peças eruditas.
Viva o ridículo e patético.
Manowar!

Um comentário:

Manu disse...

Deveras! Se os rappers, os sertanejos não são patéticos em termos de imagem, não vejo porque Manowar ou outros possam ser. Não curto esse Regis Tadeu. As vezes ele até critica quem merece umas esculhambadas, mas ele erra pela falta de informação a ponto de criticar uma banda ou um cantor aparentando só um ódio premeditado, sem conhecer mais nada do conjunto além de uma má apresentação.
Em suma, ele é crítico. E daqueles chatos mesmo.

Abs!