15 de mai de 2015

Wilburys

Quando se juntaram pela primeira vez foi para gravar uma canção “lado B” em um compacto extraído de seu álbum Cloud Nine” no estúdio particular de Bob Dylan em Santa Mônica, mas os momentos passados junto de Roy Orbison, Tom Petty e o próprio Bob Dylan foram tão bons que fez com que George Harrison tivesse a idéia de tocar mais vezes com aqueles caras.
E foi o que fizeram.

Só que a idéia original era não ter que encarar o peso de levar a pecha de “supergrupo” que invariavelmente seria aplicada a esta reunião. Afinal, era um encontro de amigos querendo se divertir.
Entram em cena os pseudônimos e então George seria Nelson; Roy seria Lefty; Tom seria Charlie; Bob seria Lucky e para completar o time convidaram Jeff Lynne que adotou o nome Otis.
Como sobrenomes escolheram Wilbury que era uma expressão usada por George e Jeff na gravação do “Cloud Nine” em relação aos erros: “we’ll bury them in the mix” (nós os enterraremos na mixagem”).
Todos ajudaram na composição das canções e acabaram escolhendo o nome Travelling Wilburys para batizar o grupo e ainda em 1988 lançaram o primeiro disco homônimo.

O disco ganhou um Grammy e figura no posto 79 na lista dos melhores discos dos anos 80 da revista Rolling Stone.
“End of the line” que mesmo não sendo uma canção sobre despedida, o clipe acaba fazendo sendo uma homenagem a Roy Orbison que havia falecido poucos dias antes.
Sua presença no vídeo é marcada por sua guitarra que é colocada sob uma cadeira de balanço enquanto os outros tocam as suas e cantam a canção dentro de um vagão de trem.
Quando sua voz é ouvida as expressões nos rostos do restante do grupo ficam visivelmente emocionadas.

A morte de Orbison desestimulou temporariamente a continuidade do grupo que só voltaria em 1990 no segundo disco: Volume 3 (ironicamente, nunca houve um Volume 2) onde mantiveram os sobrenomes, mas adotaram outros nomes para cada um.
A ausência de Orbison também faz com que a grande maioria das musicas do segundo disco sejam de Bob Dylan e isto acaba fazendo com que o grupo acabe se dissolvendo, mas mantendo as amizades originais.
Com a morte de Harrison em novembro de 2001, acabam também as chances de que os Wilburys pudessem voltar a se reunir, mas a beleza desta reunião ficaria para sempre.

4 comentários:

Anônimo disse...

KING ! KING ! BLUES BOY KING !


B.B. KING !




M.C.

Marcelonso disse...

Bela história, Groo.

Magnum disse...

Oras!!! Sabendo desse negócio de "We'll bury them" então quer dizer que sempre pronunciei errado o nome dessa banda. Achava que a sequência B - U - R fosse como em Wilbur (nome muito comum em inglês e que rima no final com "sir"), mas é como o B - E - R em "berry" (vogal igual o "é" em português, o substantivo "berry", aliás, tem a mesma pronúncia do verbo "bury")...!

Magnum disse...

Ah, e a musicalide do(s) primeiro(s) verso(s) desta música sempre me lembrou(/ram) o(s) da música "Mulher Sexo Frágil" do Erasmo Carlos... Ouça e me diga: delírio da minha parte?