3 de jun de 2015

Bye bye Blatter

Joseph "Sepp" Blatter arregou.
O presidente recém-reeleito da FIFA sucumbiu à onda de investigações que levou a prisão alguns presidentes e ex-presidentes de federações, empresários do ramo esportivo e marketing esportivo.
Se agora o futebol entra nos eixos? Deixa de ser chato e previsível?
Duvido... Tal qual aquele ser mitológico do qual não me lembro do nome, corta-se uma cabeça e outras aparecem no lugar.

Mas não é por isto que se pode sonhar... Para quem gosta de futebol, claro. Particularmente quero que se exploda.
Mas aqui algumas coisas que o próximo presidente da FIFA pode fazer – com algumas canetadas - para salvar o esporte bretão da extrema chatice vigente.

Acabar com nomes compostos dos jogadores.
Aberrações como Julio Cincinati, Pedro Aleixo, Reinaldo Burgos, Lucio Vinatiéri teriam fim. Nomes pomposos em jogadores ruins e supervalorizados.

A volta dos apelidos.
O fim dos nomes compostos abriria espaço para os apelidos.
Chulé, Bigorrilho, Beronha, Dirran (que é uma corruptela para Cu de Rã, bem como o quase homônimo Difran). Quem não se lembra do grande Walter Minhoca que jogou no Flamengo?

Mudar na mecânica dos resultados.
Zero a zero sem gols elimina os dois times... Da face da terra.
Um a zero com gol no primeiro tempo leva um ponto só.
Goleada passa a ser considerada apenas após os 5 a zero. Até quatro não mais.
Tomar de sete passa a ser chamado de "brasileirada".

Zagueiro tem que ter nome acabado em superlativo “ao” ou alguma ameaça.
Chicão, Paulão, Jucão, Pedro Estraga Perna, Jorge Mata-um...
Estes impõe respeito... Nada de Alexandre Rosas (quá quá quá) ou zagueiros que postam fotinhas fazendo careta em redes sociais afrescalhadas dizendo que escolheu esperar para perder a virgindade.
Aliás, se fizesse dupla com um destes zagueiros citados na abertura deste tópico, já teriam perdido a virgindade. De uma forma ou de outra.

O fim da mística de que o camisa dez é o cara mais inteligente do time...
Acabar com esta mentira é tremendamente necessário.
E a prova cabal de que isto não passa de uma falácia é o Pelé.
Nunca houve um camisa dez melhor que ele e veja só quanta merda o rei do futebol fala e anda fazendo.

Proteger o craque.
O cara pega a bola, dá um chapéu, uma caneta, drible da vaca, uma carretilha e faz o gol de bicicleta ou de bunda... Logo aparecem uns vinte falando que aquilo é desrespeito entre profissionais.
A FIFA tem que baixar uma lei contra estes estorvos. Reclamou do craque ou bateu nele: fuzilamento em campo mesmo.

Fim das torcidas internacionais.
Não sei se é este o nome, mas também é necessário.
Dar choques elétricos de 220 v na molecada que não sabe sequer a cor dos times do seu estado ou cidade, mas fica por ai falando “meu Barcelona”, “meu milam”, “meu chaquitar donest”, “meu chalque zero quatro”.

Acabar com a geração presteichon que acha que manja pracaraio de futebol, mas nunca jogou bola em rua de paralelepípedo e perdeu o tampo do dedão ou as unhas chutando o chão.

A proibição de comentaristas "sabe tudo" em transmissão de jogos.
O babacão fica lá sentadão na cabine comendo uns pasteis e cagando regra sobre o que o treinador tem que fazer para melhorar o time em campo, como passe de mágica.
Se o comentarista em questão for o Neto então, a necessidade de prisão é inquestionável, digassidipassagi.

Talvez assim o treco volte a ser interessante.

Um comentário:

Marcelonso disse...

Groo,

Essa de prender o Neto deveria começar a ser válida imediatamente. E acrescento que deveria incluir mais uma penca de nomes. Vai faltar espaço na cadeia, pode apostar.


abs