5 de jun de 2015

Comédias da vida real na F1 #16: Canadá 1991

Semana do GP do Canadá é sempre especial.
Para nós porque vamos assistir uma corrida que passa longe de ser entediante.
E para os canadenses por ser um dos poucos eventos que eles têm sem estar cobertos por quilos de roupas e um frio miserável.
Quem já assistiu a corrida in loco diz que o clima de festa é sensacional.
E a corrida também já proporcionou suas comédias como quando o asfalto começou a se desfazer sob as rodas dos carros, mas a história aqui é outra e seus protagonistas podem ser considerados dois dos maiores comediantes da F1.
Por motivos diferentes, óbvio.

O primeiro: Nigel Mansell.
Naquele ano de 1991, apesar da vitória de Ayrton Senna e sua McLaren, os ventos começavam a sopra para cima da categoria um novo domínio.
A Williams e seus carros de “outro mundo” davam mostras de seu poderio em algumas corridas e seus pilotos – além do inglês bigodudo, o italiano Ricardo Patrese – também tiveram seus dias de glória naquele campeonato.
No Canadá, em particular, o domínio foi grande.
Patrese fez a pole e Mansell fechou a primeira fila, mas logo na largada as coisas se inverteram e o inglês sumiu na frente abrindo uma vantagem monstruosa.

O segundo: Nelson Piquet.
O brasileiro havia se classificado apenas na oitava posição, fez uma largada discreta, mas logo foi se recuperando como podia.
Ultrapassou o companheiro de equipe – o também brasileiro Roberto Pupo Moreno – contou com problemas e abandonos de Prost e Alesi, da Ferrari; o péssimo rendimento de Gerard Berger e Ayrton Senna, da McLaren e com o infortúnio de Patrese, que perdeu rendimento, ficou atrasado nos boxes e caiu para o fundão.
Piquet já era o segundo colocado e estava satisfeito com a sorte daquele dia.

Mas a sua frente ia Mansell, o maior para raios de cagada da época.
E ia muito a frente... Mais de cinquenta segundos de vantagem.
Tanto que ao abrir a última volta já começou a acenar para o público e ao contornar o grampo de Montreal e entrar na grande reta que leva a chicane antes da linha de chegada, seu carro começa a ficar lento e um pouco mais a frente para.
Inacreditável!
Um problema aquela altura da corrida só podia ser muito azar!
Mas não era... Na comemoração antecipada, Mansell havia esbarrado em alguns botões e desligado seu carro. Pura burrice britânica pré Lewis Hamilton.
Piquet, já conformado com o segundo lugar, avista a Williams número 5 e – segundo o próprio – começa a rir.
Pelo rádio a equipe avisa que ele é o “P1” e que vai vencer e pede que ele confirme ter entendido a mensagem.
Reposta: gargalhadas, muitas gargalhadas que entraram pela cerimônia do pódio e durou por muito tempo depois...
O contraste com a desolação de Nigel Mansell chega a ser comovente.
A corrida ficou marcada - também - como a última vitória de Nelson Piquet na F1.
Tinha que ser em cima de Mansell, e tinha de ser de forma especial.
Tinha mesmo de ser uma comédia.

3 comentários:

regi nat rock disse...

Coment no atacado porque a vida tá pela hora da morte, cobrando hora extra de montão pra ter direito a continuar morando debaixo do mesmo teto (que, aliás, tá pedindo uma mão de tinta) Não será nesse ano... . Começo pelo fim. Mais que rir da patuscada do ingles, melhor é ouvir o "presenteado" contar dos bastidores. De rolar de rir.. Fora o resto...

Também gostei quando vi, e comentei com a chefia que ia dar merda. Deu... Ela concordou também.

To adorando a encrenca. O próximo podia decretar o fim das arenas. e transformação em kartódromo , mini pista (até de bike) e por aí vai. Futebol só em campo mambembe, como era antigamente. e onde o mato não cresce na frente do gol. Pode conferir, nas arenas o capim é verdinho por inteiro. Blargh !!!!


fORA O RESTO GROO.

dELICIA DE LER, COMO SEMPRE....

James Morais disse...

"Pobre Nigel. Sempre Mansell". (Leandro "Verde" Kojima)

Marcelonso disse...

Groo,


Corrida histórica!


abs