9 de set de 2015

Crônica do GP - Itália: a vida imitando a arte

No fim do primeiro filme da franquia Cars (Pixar, 2006), o carro bigodudo Chick Hicks finalmente consegue vencer a Copa Pistão após ter provocado o acidente com o campeão das pistas, o Superbird Strip – the king – Wheaters.
Na cena, Relampago McQueen desiste de vencer a prova – e ser o campeão - para voltar e ajudar o Rei a, pelo menos, terminar dignamente aquela que seria sua última prova.
No pódio, Chick comemora muito pedindo que lhe deem logo a taça que lhe é atirada de forma agressiva em meio a olhares de reprovação e um silêncio constrangedor.
E então: dá-lhe vaia.
Todos estão mais interessados em louvar o espírito de esportividade do que o vencedor.

Em Monza no último domingo, o cone#44 não provocou acidente algum e – obviamente – não teve nada com o caso dos pneus com calibragem menor, mas ao subir ao pódio para receber sua buzina, digo, seu troféu de vencedor ouviu os apupos.

Arrisco dizer que a antipatia dos torcedores italianos pelo cone#44 tem menos a ver com o domínio dos carros Mercedes (e, portanto rival da Ferrari) que com as atitudes esquisitas. Principalmente a mania de querer se equiparar a Senna apenas por encontrar facilidade para igualar os números friamente falando.
Como se fosse possível comparar duas fases tão distintas tanto das corridas em si, quanto dos regulamentos.
E dá-lhe vaia.

Por sua vez – e por motivos óbvios – Sebastian Vettel foi aplaudido à exaustão.
Com ele, também Felipe Massa foi saudado de forma positiva. O brasileiro ainda é muito querido pelos tifosi mesmo não tendo sido campeão pela Scuderia.
Não bastasse, conseguiu fazer uma defesa de posição sensacional frente ao companheiro de equipe diante dos olhos da torcida mostrando uma esportividade que na equipe vencedora não há.
A vida imita ou não a arte?

Um comentário:

Manu disse...

Sim. Há muito McQueen ali naquela pista.

Sobre o troféu, respondo propriamente pela foto: "Iuhuuuuu!" :D