29 de set de 2015

Crônica do GP: Rebeldes com causa

Durante muito tempo tudo o que mais queríamos era que a rebeldia desse as caras na F1.
Não aquela rebeldia meio canalha de Didier Pironi para cima de Gilles Villeneuve, mas a rebeldia para libertação mesmo.
Principalmente de certo personagem brasileiro em relação a sua equipe e seu primeiro piloto.
Mas esta rebeldia tão desejada nunca veio... Enquanto correram sob as mesmas cores o alemão deu as cartas.
E assim o tempo passou e o conformismo seguia.
Alguns reclamavam, mas efetivamente não faziam nada.

Mas eis que os tempos mudam e aparentemente, do nada.
Avisado pelo rádio que Alonso estava mais rápido que ele, Kimi se limitou a responder: “-Bom pra ele...”.
Massa, que já havia se submetido a tal vergonha na Ferrari, descumpre ordens da Williams e não facilita a vida de Valteri Bottas.
Desceu do carro ao fim da prova, se reuniu com a equipe e descascou o pepino. O time não tentou mais inverter posição com ordens e sempre que pode reafirma que a disputa entre seus pilotos é livre.
Mais recentemente a Toro Rosso ouviu um sonoro “-No! Fuck and die all” vindo do carro de Max Verstappen ao sugerir que ele desse passagem ao companheiro de equipe.
No Japão, Alonso usa o rádio do carro para criticar fortemente o motorzinho de dentista que equipa seu cortador de grama na McLaren.
“-GP2 engine, GP2!” – disse e a transmissão de TV o dedurou.
Isto sem contar os diversos episódios envolvendo Vettel e Webber na Red Bull, mas estes a gente ignora, já que ninguém nunca respeitou e nem vai respeitar Christian Horner.

Mas é pouco...
Ainda esperamos a maior rebeldia de todas.

2 comentários:

Marcelonso disse...

Groo,

Começo a crer que Alonso poderá picar a mula da McLaren, se a tal claúsula de performance realmente existir...

abs

Manu disse...

Espero ansiosa pela última rebeldia.