1 de set de 2015

Histórias de Monza (não tem como não amar)

Não há como gostar de F1 e não amar Monza. Impossível.
Foi nesta pista que este escriba, em 1983 (!) assistiu seu primeiro GP na integra e por vontade própria, se apaixonou pelo esporte e ainda viu uma vitória de Nelson Piquet.
Fora isto, o circuito legendário também já proporcionou outros diversos tipos de emoção.
Além, claro, de ser parte importante na trama e no desfecho do filme Grand Prix, de John Frankenheimer com suas curvas inclinadas maravilhosas.

A pista também registra outras histórias muito boas. Algumas realmente fantásticas como a chegada do GP de 1971 vencida por um tal Peter Gethin por apenas um décimo de segundo de diferença do segundo colocado: Ronnie Peterson.

Lá em 2000, Michael Schumacher se igualou a Ayrton Senna em número de vitórias – 41 naquele dia – e se emocionou durante a entrevista coletiva chorando e fazendo com que outros pilotos (incluindo Mika Hakkinen, o homem de gelo original) chorassem também.
Foi lá que anos mais tarde o alemão também revelaria ao mundo sua (primeira) aposentadoria.

Também foi em Monza que Piquet disputou seu GP de número duzentos em 1991, seu último ano de F1.
Naquela corrida Nelsão chegou em sexto e marcou um ponto.

Outra história inesquecível envolvendo Monza se deu na chegada do GP de 1993.
Christian Fittipaldi, sobrinho do bi campeão mundial Emerson, então correndo pela nanica Minardi cruzou a linha de chegada numa honrosa oitava posição (tinha largado em vigésimo quarto).
Mas foi a forma com que cruzou a linha de chegada que eternizou o feito: após tocar rodas com a outra Minardi (de Pierluiggi Martini) o carro de Christian decolou e girou no ar – um looping - e pousou, inacreditavelmente, com as rodas no asfalto para completar se arrastando a prova.

 A última grande façanha em Monza – com certeza – foi a primeira vitória do então moleque alemão que era apenas uma promessa do automobilismo: Sebastian Em 2008 venceu a bordo de uma modesta Toro Rosso de forma surpreendente e incontestável a corrida italiana.
Detalhe: caia um dilúvio em boa parte da prova.
Coisa de quem não nasceu para ser cone na vida...

Alguma lembrança boa de Monza?

5 comentários:

Julio Cezar Kronbauer disse...

A dobradinha da Ferrari em 1988, a única vitória de um não-McLaren naquele ano.

Alain Prost abandonou por quebra de motor. Jean-Louis Schlesser foi dar passagem a Ayrton Senna nas antigas chicanes do fim da reta de chegada, mas o francês se atrapalhou e tocou no carro do brasileiro, que ficou encavalado na zebra.

A, até então, volta mais rápida (não em tempo de cronômetro, mas em média de velocidade) da Fórmula 1, em 2002, efetuada por Juan Pablo Montoya, pela Williams.

João Carlos godoy disse...

gp da italia 1971 voltas a 242 kph 5 para ganhar a melhor corrida de f1 que ja tivemos acabou praticamente empatada

Marcelonso disse...

Groo,

Foi em Monza - 1972 que Emerson Fittipaldi celebrou seu primeiro Mundial, aos 25 anos.

abs

oCaioDeSantos disse...

em '75 Clay Regazzoni ganhou, de Ferrari, e Lauda, também de Ferrari, foi campeão neste dia! Com Emmo Fittipaldi de Mc Laren e Pace de Brabham correndo, Wilsinho de Copersucar não pois estava contundido, um italiano assumiu seu lugar! Maria Andretti também largou mas já ensinando seu filho, ficou logo na primeira volta num lusco-fusco no meio do pelotão... Aliás as fotos da corrida muito me confundem pois os Brabhans da época tinha a pintura do McLarem que conhecemos, a'la Malboro!

Magnum disse...

ham-ham... Outros que vencem na chuva é bilhareco; o garoto propaganda é gênio. Outros que estouram pneu é porque não sabem guiar; o garoto propaganda é mansell.