2 de out de 2015

F1 em dois pontos

A Manor/Marussia (vulgo McLaren nanica) anunciou que fechou acordo com a Mercedes para fornecimento de motores para “vários anos”.
O que podemos tirar de informação não divulgada desta noticia?
Primeiro: que “vários anos” pode significar duas coisas:
A) enquanto nós quisermos e...
B) até vocês falirem. O que vier primeiro.
Segundo: Que a Mercedes quer mostrar que o trampo bom é no carro deles, não só no motor. Nem turbinas nucleares empurrariam a carroça da Manor além do que ela já vai mesmo. Se bem que para isto bastaria olhar as posições dos outros carros com motor Mercedes na tabela... O melhorzinho é a Williams e ainda assim nem assusta a Ferrari que até já venceu corridas.
C) Quem tem c* tem medo. Fornecer motor para Manor é fácil e seguro. Quero ver liberar os propulsores nas mãos da Red Bull e do Adrian Newey.

Os americanos vêm ai.

Se formos levar em conta a última tentativa de existência de uma equipe americana na F1 é para achar bem ruim.
A USF1 é aquela que foi sem nunca ter sido, assim como o GP de New Jersey.
Aliás, a F1 nos EUA é que nunca foi...
Tiveram um campeão mundial e meio (Andretti, o Mário era 70% italiano) alguns bons pilotos e vários vexames. Incluindo ai o outro Andretti, o Michael.
E mesmo os grandes prêmios disputados lá na terra do Tio Sam não são tradicionais. Se não estiverem no calendário, não faz diferença nenhuma.
Tanto que um monte de pistas já foram usadas: desde o lindo Watikns Glen, passando pelas sempre sem graça pistas de rua e até o estacionamento de um hotel em Las Vegas até chegar à pista copy and paste de Austin.
Em 1982 houve nada menos que três GPS disputados nos EUA (Long Beach, Detroit e Las Vegas)!
Até hoje é o país que mais recebeu etapas em um só ano na história e nem assim a coisa engrenou por lá.
Um pouco por culpa da própria categoria que até corrida com apenas seis carros na pista proporcionou. Difícil um vexame maior que aquele.
Mas agora parece que com a Haas a coisa ficou um pouco mais séria.
Os caras até já anunciaram seu primeiro piloto: Romain Grosjean que se não é um gênio, é um cara talhado para desafios.
O time, que ninguém se engane, não vem para disputar (pelo menos por enquanto) vitórias, mas como (supostamente) um time B da Ferrari, pode andar em condições de igualdade no meio do grid com Toro Rosso, Force Índia, Lotus etc.
Pode até mudar um pouco a imagem da categoria nos Estados Unidos, quem sabe.

2 comentários:

Marcelonso disse...

Groo,

Não creio que a entrada da Hass torne a categoria mais simpática aos americanos. O negócio deles é corrida em oval, eles curtem acampar no circuito, o que é muito bacana diga-se.

Guardadas as devidas proporções seria como querer tornar o futebol americano popular por aqui.


abs

Rubs disse...

http://www.museumofflight.org/files/north-american-eagle.jpg

Pode ser que eles venham desse jeito.
Abs
Rubs