10 de nov de 2015

Histórias do GP do Brasil: 2006, o último show de Schumacher

Dois mil e Seis...
O ano do segundo título de Fernando Alonso e da primeira vitória de Felipe Massa em Interlagos.
Também foi o último grande prêmio do Brasil disputado por Michael Schumacher pela Ferrari, quando o alemão se aposentou pela primeira vez.
Foi seu último grande ato na categoria.

Havia chances matemáticas de que o alemão hepta campeão conseguisse sua oitava estrela no topo de seu capacete.
Eram pequenas, sim... O adversário era jovem, ambicioso, contava com uma equipe que trabalhava totalmente para si e era apadrinhado pela encarnação do capeta em pessoa, mas até o desfecho da corrida ninguém ousava dizer que era impossível.
Michael dependia de uma composição de resultados que consistia em ter que vencer a corrida e que o asturiano não marcasse pontos.
A coisa ficou ainda mais complicada quando no Q3 dos treinos de classificação o alemão ficou sem tempo.
Aparentemente nem ele e nem sua torcida pareceu se preocupar já que no Q2 o alemão havia marcado um tempo melhor até que o tempo oficial da pole posítion de seu companheiro de equipe, Felipe Massa.
Nem mesmo com Fernando Alonso largando na quarta posição e já na décima volta ser o terceiro colocado.

Michael que havia largado em décimo e no fim da primeira passagem pela reta oposta já havia feito duas ultrapassagens.
Mais algumas voltas e o alemão já era o quinto, mas um pneu furado o mandou para a última posição.
Fim das esperanças de título, mas começo do show.
Schumacher pilotou como um alucinado tirando de sua Ferrari tudo que poderia dar e um algo a mais.
Ultrapassou gente em todos os pontos da pista (lembrando que ainda não existia DRS) incluindo seu sucessor no time vermelho, Kimi Raikkonen, no fim da reta de largada de forma espetacular e – até certo ponto – humilhante assumindo a quarta posição nas ultimas voltas da prova.

Para coroar a apresentação, ainda fez a volta mais rápida da corrida. (1.12:162 no giro de número setenta)

O alemão se aposentou das pistas (esqueça seu comeback pela Mercedes, não conta) deixando nos fãs – dele e da categoria – um gosto de quero mais e a certeza de que aquele piloto contestado por muitos era um dos personagens mais importantes da F1 em sua era pós-romântica.
Todo o resto sobre ele é dor de cotovelo.
E deste mal não sofremos.

3 comentários:

Anselmo Coyote disse...

Primeiro: o Fisichella, embora não estivesse disputando nada, como nunca disputou mesmo, furou o pneu do alemão no S, ao tentar impedir sujamente uma ultrapassagem que de forma limpa jamais seria evitada, como não foi nem com jogo sujo.

O Kimi disputou com o Schumacher até o limite que deu, quando então só poderia insistir jogando sujo. Não o fez e o alemão, numa disputa dura e limpa por ambos os contendores venceu.

A coisa é tão óbvia que depois de ter na baixaria furado o pneu do alemão, ao vê-lo novamente no retrovisor, o incompetente Fisichella entrou em parafuso de medo de uma retaliação e passou reto, acovardou e não disputou novamente - nem de forma limpa nem suja - no mesmíssimo lugar onde fez a cagada. Lembro de ter bradado um FILHO DA PUTA, COVARDE quando vi o picareta passar reto.

Resultado de tudo: Alonso foi campeão tranquilamente e sem ser incomodado.

Isso tudo faz sentido quando se entende que nesta peça ele, o porco, era o escudeiro do Alonso na equipe, que esta equipe era a Renault e que o maestro desta orquestra era o Flavio Briatore.

O Schumacher fez uma corrida de encher os olhos, principalmente pelo que teve de fazer em virtude do pneu furado. O alemão passou todo mundo, fez no mínimo 18 ultrapassagens na corrida inteira, em vários trechos da pista. É difícil saber quem não foi ultrapassado pelo alemão naquela corrida.

Mas a ultrapassagem sobre o Raikkonen, o único que trabalhou dentro dos limites, não entregou de graça, não fugiu da disputa mas o fez de forma limpa representou para o blogueiro uma humilhação.

Abs.

Anselmo Coyote disse...

https://www.youtube.com/watch?v=liJ2hgsrhYA

No tempo 0:03s, no alto do vídeo, o carro da frente é do Fisichella e o de trás é o alemão. Vejam como o porco foge e vai para fora da pista passear na grama. Isso sim, é humilhação, cagaço, covardia.

Abs.

Marcelonso disse...

Groo,

Foi uma baita corrida do alemão. Não fosse o problema que teve no Japão, eu arriscaria dizer que teria vencido o oitavo campeonato. Mas como alguém já disse: " o se não joga"...


abs