24 de nov de 2015

Segunda parte do balanço da temporada

A segunda parte do balanço do ano trata das equipes.
Novamente um banho da Mercedes sobre as concorrentes, como no mundial de pilotos, mas com atenuantes.

A inversão de posição entre Ferrari e Williams nem é o ponto.
Como manda a lei da competitividade, desta vez a Ferrari fez um carro melhor – além de contar com pilotos melhores – e nem o motor bi campeão mundial conseguiu fazer o time de Frank Williams ficar na segunda colocação.
Não se trata de cornetagem, mas uma dupla campeã do mundo – sendo apenas Vettel quatro vezes – não dá para comparar com um bom piloto (Massa) e uma promessa que pode nem vingar (Bottas).

Aliás, por falar em motor, a cantilena de que o Mercedes é o melhor motor não é tão verdadeira assim. Apenas o time oficial é que se deu bem.
Williams ficou atrás da Ferrari, o que pode ser visto como a maior derrota dos propulsores de cortador de grama alemães.
Force Índia e Lotus, que também usam o motor bi campeão do mundo, conseguiram a proeza de ficar atrás da Red Bull que é empurrada pelo contestado motor francês da Renault.

Só que neste quesito, ninguém foi mais derrotado que a McLaren com seu motor Honda.
Só conseguiram ganhar em 2015 as risadas dos adversários, o sarcasmo dos detratores e decepção dos fãs.
E se não arrumar um jeito de melhorar para 2016 pode perder também o penúltimo lugar para a Manor, que já anunciou que vai de motor Mercedes na próxima temporada.

Analisando o campeonato pela perspectiva de times (parte humana) a grande evolução – e, portanto grande vencedora – foi a Ferrari que deu mostras da melhora do ambiente com a chegada de Sebastian Vettel.
Muito diferente da tensão palpável de quando Alonso guiava os carros rossos.

A Williams manteve-se no mesmo patamar, com um bom ambiente entre pilotos, mecânicos, engenheiros e dirigentes, embora o trabalho de pitstop e do setor de estratégia de corridas tenham sido frustrantes e (por que não dizer?) irritantes durante o ano.

Na Mercedes as relações entre Cone#6 e Cone#44 foram para o vinagre de vez. Com direito a bonezinho voando e tomada de posição favorável ao #Cone#44 por parte da direção do time.
Toto e Lauda caem de amores pelo campeão enquanto demonstram pouca paciência – ou muita má vontade – com o filho do Keke.

Mas na boa?
A Mercedes que se dane.

2 comentários:

Marcelonso disse...

Groo,

Não existe a menor possibilidade de equipe cliente superar a fabricante, não mesmo. O modelo atual de motorização adotado pela categoria se mostrou um verdadeiro tiro no pé, complexo demais, caro demais...

abs

Manu disse...

"A Mercedes que se dane." [2]
Sem mais.