19 de abr de 2016

Crônica do GP: China mostra que estamos bem de pilotos

Há algum tempo atrás era voz corrente que o problema mais acentuado da F1 era a falta de material humano.
A discussão sobre o real valor dos pilotos pagantes, da qualidade mesmo destes era séria.
Tão séria a ponto de alguns nomes um pouco mais elevados os taxarem de “vilões”, de “perigo”.
Claro, havia os realmente grossos, mas quando não houve?
Esta discussão, ao menos este ano perdeu força e lugar.
Os nomes nesta temporada têm – em maior ou menor grau – peso, relevância e o mais importante: talento para estar onde estão.

Não se pode reclamar do que tem feito nas pistas pilotos como Pascal Werhlein ou mesmo seu companheiro de Manor Rio Haryanto.
O equipamento ruim (ainda que seja o melhor Manor já feito) não tem sido empecilho para grandes apresentações (dentro das possibilidades). Haryanto menos, mas perdoa-se.
O mesmo pode-se dizer de nomes já um pouco mais conhecidos e com (um pouco) mais de experiência.

Sainz Jr., o popular Sainzinho e Verstapinho e Magnussen filho trazem o peso dos sobrenomes dentro do cockpit.
O pai de Carlos Sainz Jr, por exemplo é consagrado em outra categoria e a cobrança seria inevitável. Está se saindo bem.
O mesmo pode-se dizer de Kevin que não faz feio frente a comparação com o pai.
Menos cobrança recebe Max Verstapen, até porque, quem conhece o pai não esperaria muito, mas ele tem correspondido (sei que ficou ambíguo, mas vale como elogio.)
O outro filho de (in)famoso é Jolyon Palmer, mas este... Bom.... Este é uma droga mesmo.

Até os pilotos vistos com alguma desconfiança este ano estão se mostrando corajosos e arrojados.
Daniil Kvyat, Esteban Gutierrez (apesar do azar que insiste em acompanha-lo), Ericson, Felipe Nasr e principalmente Romain Grosjean amadureceram e mostram trabalhos sólidos e até empolgantes.
Já merecem a mesma atenção que tiveram Nico Hulkemberg e Valteri Bottas ditos como “o futuro da F1”.
Nasr e Ericson além de brigar com os adversários na pista ainda tem o problema do carro ruim e do futuro incerto da equipe.
Some-se a Daniel Ricciardo, os já citados Bottas e Hulkenberg (que podem não ser o futuro, mas estão longe de serem ruins) e até Sérgio Perez e temos uma classe digna de respeito de pilotos na F1.
Obvio que nem todos serão campeões, mas podem – e vão – com certeza marcar seus nomes na categoria com pontos positivos.

E ainda tem o belga Stofell Vaandorne, que quando foi escalado pela McLaren fez um serviço de primeira qualidade e é o reserva imediato para o caso de Alonso se estabacar de novo ou Button ficar com o nervo ciático inflamado, sabe como é velho né?

2 comentários:

Manu disse...

Realmente, dos citados, não tenho nenhuma desconfiança de que virem um Massa da vida no futuro (desculpe, não pude evitar, rsrsrsrsrsrs...) E isso para mim é mesmo um elogio. :D

Abs!

Marcelonso disse...

A safra atual de pilotos sem dúvida é muito boa, Groo. Mas como disse a Manu, espero que a molecada não fique acomodada.

abs