11 de abr de 2016

Groo recomenda: Marvels (1994) de Robert Busiek e Alex Ross

Como seria a vida dos seres humanos comuns se os super-heróis realmente existissem?
Watchmen (lançada em capítulos entre 1986 e 1987) de Alan Moore e Dave Gibbons, uma das obras em quadrinhos mais importantes já feitas tenta responder à questão e – embora seja maravilhosa – falha quando apenas um dos personagens tem realmente superpoderes, sendo os outros apenas gente comum que se atira à vida de vigilantes.
Leitura altamente recomendada também.
Mas apenas em 1994 é que a questão foi abordada com base nos famosos heróis que povoam um dos universos mais fantásticos no que se refere à personagens com superpoderes: a Marvel.

Robert Busiek e o ilustrador Alex Ross tinham a proposta de recontar histórias conhecidas do fã de quadrinhos a partir do ponto de vista de gente comum. Porém, com o crescimento do projeto resolveram centrar a história em um personagem principal: o fotojornalista Phil Sheldon.
A história começa em 1939 com o recrudescimento do conflito na Europa.
Phil vivia o dilema de ir cobrir a guerra ou ficar nos EUA e se casar quando um cientista resolve mostrar algo impressionante que o faria mudar de ideia e de vida: uma criatura capaz de se incendiar que acabaria ganhando o nome de Tocha Humana.
Passagem conhecida pelos leitores de quadrinhos, Tocha Humana tem um conflito com Namor, o príncipe submarino pelos céus de Nova York e em um de seus combates, ao atingir uma parede de tijolos, acabam ferindo o fotografo fazendo com que ele perca a visão em um dos olhos.
Sheldon, diferente dos que o cercam não culpa o que ele chama de “Marvels” e a partir dali se dedica a cobrir tudo o que for relativo àqueles seres.
Na trama vão sendo inseridos outros heróis como o Capitão América, o Quarteto Fantástico, o Homem Aranha os X-Men sem nunca citar suas origens, apenas suas aparições e consequências. Boas e más.
A obra também discute temas mais próximos ao ser humano sem superpoderes, mas que são igualmente inquietantes como por exemplo o progresso cientifico por vezes sem qualquer ética, o medo do desconhecido, a impotência diante destes fatos, preconceitos e intolerância.

A arte é um show à parte com Alex Ross fazendo um trabalho sensacional nos traços e cores que vão ficando com iluminações diferentes com o passar dos anos na trama que começa nos anos 30 e vai até meados dos anos 70.
A cena do casamento de Richard Reed com Susan Storm tem tantos detalhes (até os Beatles estão lá) que é digna de um quadro

Lançada originalmente em quatro edições com sobrecapa de plástico, a série foi relançada pela editora Salvat em edição de luxo única e encadernada.
Eis uma história que gostaria – sem dúvida alguma – de nas telas dos cinemas.

3 comentários:

Anônimo disse...

Pô. Abro o blog e dou de cara com o meu pesadelo de infância ! E nos olhos do Homem Aranha ! O Duende Verde ! E, para piorar, de uns anos para cá, a torcida do meu Fluzãozinho anda com uma bandeira do... Duende Verde ! Entendo. O maligno vilão usa o grená e o verde.

http://i2.wp.com/blogdesuperheroes.es/wp-content/plugins/BdSGallery/BdSGaleria/9681.jpg

Mas a coisa anda meio sensual nesta imagem. A mocinha parece meio tristinha de deixar o Duende ? Será que eu vi isso ou eu sou um doente ? Que que o duende fez com a Mary Jane Watson para ela ficar assim, tão tristinha parecendo que não quer abandoná-lo ? Será que rolou ? Não ! Um homem aranha chifrudin ? Tempos modernos, spider man ! São coisas que colocam na cabeça de um homem mas você supera. Umas gostam de 'maldades', tente entender.

Bom, meu herói preferido é o Batman. Meu vilão malvado favorito é o Cunha.


M.C.

Marcelonso disse...

Groo,


Gosto muito dessas histórias nas telonas.


abs

fabehr disse...

Há! eu tenho essa coleção! Recomendo