15 de abr de 2016

Pequenas tragédias humanas (4)

Há pouco instalaram semáforos na cidade. Já se fazia necessário.
Apenas em dois ou três pontos, é verdade, mas para um município que não tinha nenhum...
Acontece que choveu. E não foi pouco.
Acontece que a chuva fez com que o sistema de funcionamento dos semáforos fosse afetado. Pararam de funcionar totalmente.
Acontece também que a chuva, que não foi pouca criou uma poça de água diante de um destes semáforos.
Acontece que poça, que não é pequena – pelo contrário, se assemelha a um pequeno lago – teve lugar bem diante da faixa de pedestres por onde manda o bom senso que se atravesse na falta de sinais.

Observava a cena do lado contrário a ação.
Um trio de meninas esperando tranquilamente uma brecha para atravessar a rua.
Os carros, alguns por bom senso outros por medo da câmera fotográfica ser o único dispositivo do semáforo funcionando direito, passavam devagar.
Quando se deu um intervalo maior entre os carros, as meninas (e entre elas uma gordinha muito bonitinha) se colocaram em movimento.
Eis que surge em uma das pontas da rua um Celta prata, daqueles antigos, dos primeiros celtas produzidos. Um barulho horrível de carro velho em uma velocidade absurda.
A meninas, obviamente assustadas, estancam. Não vão nem para trás e nem para a frente.
O Celta passa pelo pequeno lago e o divide ao meio tal qual disseram que Moisés, aquele pilantra, fez com o Mar Vermelho.
Lama e água atingiram o trio.
Curiosamente, apenas a gordinha muito bonitinha se sujou de forma mais contundente. Daquela forma que te faz voltar para casa e tomar banho, trocar roupa e não querer sair mais de lá só de raiva.
As outras duas tiveram respingos.
Entre risadas abafadas e uma preocupação afetada, alguns populares tentavam consolar a menina que, entre gemidos de raiva e expressões de puro ódio gritava: “-Por que comigo? ”
Um bêbado – sempre tem um – com um sorriso simpático e afetuoso resolveu a questão: “-Deve ser pela quantidade de área construída lindinha...”.



E já está no ar o terceiro epsodio do Papo Motor, com Rafael Schelb, do Shelb F1 Team e comigo>
Desta vez o foco é o GP da China, mas sobrou porrada no Bernie também.
Curta ai. Visite a página  do Papo Motor. 

Um comentário:

Manu disse...

Pobre gordinha! É aquela premissa da superfície de contato. Mas certamente, se estivesse atravessando, seria a atingida. Meu caso é por falta de sorte mesmo.
Rsrsrsrs...

Ouvirei o Papo Motor ;)