5 de out de 2016

Andrea Moda

-Se o carro não estiver montado e funcionando até abrirmos os pits, estão fora do GP da Espanha. – disse o comissário de pista.
-Estamos trabalhando duro, logo vamos andar forte, você vai ver! – respondeu o mecânico.

O comissário se afastou contendo o riso, afinal, andar forte não era algo que se esperava de um carro da Andrea Moda.
Andar já seria um espanto.

Eis que se dá o milagre: o carro pilotado por Roberto Puppo Moreno funciona e sai para a pré-qualificação, mas o motor falha muito e, mesmo sendo um dos pilotos que mais consegue extrair leite de rochedo em termos de pilotar carros ruins, não consegue nada.
Enquanto Moreno tentava a sorte na pista, os mecânicos trabalhavam sobre o carro do inglês Perry McCarthy.
Ao darem o trabalho por terminado, os polegares subiram em sinal característico:
-Ok Perry! Acelera!
Então o inglês afivela o cinto, fecha a viseira do capacete e, finalmente, sente o carro se movimentar por exatos dezoito metros e parar novamente.
Desconsolado, ele sai do bólido – se é que se pode chamar assim – olha-o por longos minutos e volta para os boxes.

-Não deu... – diz Moreno.
-Not. – diz o inglês.
Mas o mais curioso era o aspecto cansado dos mecânicos do time, como se tivessem empurrado algo pesado, ou travado, com muita força por algum tempo.
Alguns maldosos da época disseram que empurrar não foi nada, o que cansou mesmo foi gritar o mais alto possível tentando emular o barulho do motor...

2 comentários:

Anônimo disse...

Era o Judd ! Juddiava de muito piloto este motorzinho d'uma figa ! Digo que o Honda, hoje, é um Judd.

HA !

Ainda estou chateado com a escolha da sua cidade para prefeito.
Pior só Maricá !


M.C.

Marcelonso disse...

Verdade, Groo. O motor não ajudava e as condições do time eram ainda piores. Ainda assim sinto falta desse tempo, onde tudo era menos complicado!


abs