5 de jan de 2017

CRV na F1 #22: O realismo fantástico de Pastor Maldonado

Pastor Maldonado nunca foi unanimidade.
Alguns diziam que era um piloto horrível bancado com dinheiro da estatal venezuelana de petróleo.
Outros diziam que era apenas um piloto horrível.
E outra corrente ainda dizia que nem piloto era e estava na F1 apenas por conta do apoio da petrolífera da Venezuela.
Mas o fato é que ele estava na F1 já a um ano e chegava para a primeira corrida na Europa da temporada 2012 sem muita esperança de um resultado muito bom.
Até ali, seu melhor resultado tinha sido um oitavo lugar na corrida chinesa daquela mesma temporada. Brilho? Nenhum...
Sua equipe, a Williams, não passava por uma fase das melhores. Sua última vitória tinha sido no longínquo ano de 2004 com Juan Pablo Montoya e comemorava naquele fim de semana, sabe-se lá porque já que a corrida aconteceu pouco mais de um mês após o aniversário de setenta anos de seu fundador Frank Williams.
No sábado, surpreendentemente, a Williams de Maldonado fez uma classificação primorosa e acabou com a segunda posição no grid, logo atrás de Lewis Hamilton.
Mas Hamilton foi desclassificado por ter deixado seu carro no meio da pista e voltado para os boxes a pé. Em uma análise dos comissários, não foi encontrado nenhum problema com o carro de Lewis, só falta de gasolina mesmo, o que acarretou a punição.
Maldonado largaria da pole position pela primeira vez em sua carreira na F1.
O fim se semana ficaria ainda mais especial.
Após perder a primeira posição na largada para Alonso e a segunda para Raikkonen, fez uma corrida perfeita, recuperando as posições nos pitstops. Três no total.
Na última parte da corrida, duelou mentalmente com Alonso que tirava a diferença volta após volta chegando a ficar um segundo apenas atrás do venezuelano.
Mas era o dia de Maldonado e da Williams.
Pastor voltava a abrir diferença confortável e terminou a prova em primeiro lugar, três segundos à frente do espanhol.
A festa estava garantida.

O fim de semana foi tão surreal que horas após a vitória, mas convenientemente antes de qualquer vistoria em seus carros, os boxes da equipe de Frank Williams se incendiaram após uma explosão.
Tudo se explicaria mais facilmente se Pastor Maldonado, em vez de venezuelano, tivesse nascido na Colômbia. A pátria do realismo fantástico.

4 comentários:

Anônimo disse...

. Das opções, fico com o que acho: desleixado. Com sério problema de concentração. Outro, Montoya. Mesmíssima coisa. Estava tudo indo bem até uma braboleta passar na frente:' Olha que borboleta bonitinha...' e de 5° para 12° em duas voltas.
. Realismo fantástico, tá. Gabriel García Márquez... Tô dando o meu ' 100 anos de Solidão '( o livro !) e ninguém qué ! Um parça até levou prá ler, dei graças ao Mário Vargas Llosa, mas, quem diria, o sujeito me devolveu o livro ! Coisa rara ! Dias Gomes, aqui, fazia parte desta turma. Tudo de esquerda boboca mas que adoravam Nova Iorque, Paris... as coisas boas do Capitalismo.
E o maluco do Maldanado com isso, senhor Groo ?


M.C.

Manu disse...

Apesar de não achar ele grande coisa, ele dava uma alegria ali. Ele fazia o que queria, e de certa forma, era engraçado...

Abs!

Anselmo Coyote disse...

Sou de Macondo e amigo do Gabo. Portanto não gostei do post. Sem mais.
Abs.

Marcelonso disse...

Groo,

Quem poderia imaginar que Maldonado poderia vencer aquela corrida? Penso que ninguém. De todo modo, entrou para a história.

O interessante é que as duas últimas vitórias do time inglês foram conquistados por dois sulamericanos, Montoya e Maldonado.


abs