4 de jan de 2017

F1 2017: Para pensar um pouco

O que é a F1?
Na opinião de Adrian Newey, um dos grandes nomes da categoria nos últimos anos, ainda que fora das pistas deveria ser “-...uma batalha de pilotos combinada com a criatividade dos engenheiros. ”
Mais ou menos como era até meados dos anos 90 do século passado.
“-Deveria ser um espetáculo que envolve homens e maquinas e não apenas um espaço para fabricantes mostrarem suas tecnologias. ” – Completou.
Adrian é um crítico da implantação dos motores híbridos na categoria. Diz que não há sentido e que é apenas uma jogada de marketing e completa dizendo que se tivesse realmente algo a acrescentar aos carros de rua, as empresas que desenvolvem esta tecnologia deveriam estar na frente das outras no mercado automotivo.
Não sei se concordo ou não com esta afirmação, mas penso que é um caminho sem volta. E para o bem da F1, que se pare nos híbridos. Motores totalmente elétricos como na FE mataria a categoria em pouquíssimo tempo.


Mas a pergunta é: o que é a F1?
Antes se tratava de homens desafiando seus limites e o das maquinas frente à possibilidade gigantesca de morrer.
E como se morria.... Até o ano de 1994, quando Senna se foi, houveram poucas temporadas sem ao menos uma morte, fosse em corrida ou treinamentos.
Após aquele primeiro de maio em 94, apenas uma morte foi contabilizada, a do francês Jules Bianchi em um dos acidentes mais estúpidos que se tem notícia com um trator em lugar errado, na hora errada.

Neste meio tempo, a categoria se transformou em um grande balcão de negócios entre montadoras, pilotos e os promotores da festa toda. Sem contar a quantidade de regras e regulamentos complicados que afastam o entendimento do torcedor menos afeito a ficar pesquisando e analisando informações.
Muita grana para entrar na categoria, muita grana para se manter nela.
A chegada de novos palcos se dá mais por conta dos montantes pagos pelos organizadores do que pela necessidade – se é que há – de levar o esporte F1 a estes lugares.
Países sem história ou tradição no esporte, sem uma cultura do automóvel e sem ídolos locais. Recentes ou antigos.
Enquanto palcos históricos, ricos em tradição automobilística vão ficando de fora ou extremamente ameaçados.
A Alemanha chegou a ficar sem um GP em algumas temporadas, assim como Spa Francorchamps na Bélgica.
A França só volta em 2018.
Já se ameaçou N vezes tirar Monza do calendário bem como Interlagos.
Imola já foi cortada da lista e mutilada. Os EUA, com trocentas pistas, só voltou ao calendário por conta de uma pista nova (e chata) e vive na esperança de ter outro GP pelas ruas de Nova Jersey, que não atrai sequer patrocinadores para se realizar.
Do lado humano, idem.
O talento ficou relegado ao segundo plano.
Salvo raras exceções, chega-se a F1 mais por conta de uma carteira recheada com dinheiro de patrocinadores do que por ser uma promessa talentosa.
Não que não haja talento entre os pilotos que compõe o grid, há e até bastante.
Mas numa proporção porca, para cada Max Verstappen que aparece, três Rios Harianto assumem cockpit antes...

Parando para pensar: o que é a F1 hoje? Comente aí.

5 comentários:

Vander Romanini disse...

A Formula 1 hoje??
É muito chata!
Tecnologia pros carros de rua? A última foi o turbo e ainda em carro de bacana!!
Direção Hidráulica? Le Mans.
Espelho retrovisor? Indy.
Freio ABS? Le Mans.
Monoposto nunca foi laboratório de nada a não ser para lubrificantes!
E o Schumacher foi piloto pagante...
Ah, e essa foto da Eu Rouge é espetacular!!

Carlos disse...

Existe muita mudança de regras e cada corrida as interpretações dos comissários estão prejudicando os pilotos e também os torcedores e os expectadores que acompanham via televisão, radio ou pela internet não estão entendo nada. É muito confuso.
Deveria ter um regulamento de longo prazo para cinco anos e que os organizadores do regulamento deveriam dizer para todos e esse tipo de carro de f1 e o motor e qualquer movimento de inovação ou trapaça que esta fora do regulamento deveria ter punição severa e exigindo que aborte a tentativa de ameaçar o regulamento.

Carlos Gil disse...

O que é a F1 hoje?
É uma entidade empresarial que promove um espectáculo publicitário.

Anônimo disse...

O que é a F1 ?

É, sim, onde tudo é testado para ser entregue ao público, posteriormente. Freio a disco veio da aviação e, Colin Chapman, engenheiro aeronáutico, desenvolveu o sistema para o mundo do automobilismo e mo-to-ci-clis-mo através das corridas ! Só UM exemplo, fácil de constatar, dou. Piloto de F1 é o piloto de testes mas bem pago dentre todos os pilotos de testes.
Fórmula ! O que querem é transformar a F1 em Indy, jogada genial dos americanos já que não tinham como competir com a F1( e a tecnologia, diria, 'ideologia' dos europeus no mundo das fórmulas), mas aí mataremos a F1. Vejam, a Indy também ajudou o mundo automobilístico, principalmente se tratando da saúde dos pilotos nos tais temíveis ovais que, para muitos, são corridas chatas. Cego é cego e nada contra os cegos de verdade. Falo dos que enxergam mas não veem patavinas. Hoje, você vê dupla de paramédicos colocarem um 'colar' no pescoço de um acidentado nas ruas, na estradas, seja de um motociclista ou de um motorista, de onde veio ? O próprio motociclismo também ajuda bastante com suas roupas. Na Rio- Juiz de Fora, alguns manés nos finais de semana fazem da estrada pista de corrida. Vi de perto a roupa de um. Igual aos dos pilotos como 'o doutor'. Alpinestars. Coisa fina e cara. Em pé, parecem que estão 'cagados' mas não ajuda, nem para isto, já pronto para sentar no trono, ha !, nem para se protegerem porque é estrada e o guard-rail está ali ali. Caiu, bateu. Burros. Morrem muitos lá mas se andarem corretamente, as roupas - e rolamento - ajudam a salvar. Tudo é estudado no mundo do automobilismo - e motociclismo - esportivo mas, realmente, a F1 está se tornando vítima da sua inicial 'ideologia', ser altamente tecnológica. Não ventilaram, nem você, senhor Groo, nem os comentaristas mas a verdadeira culpa é da TV. Precisamos de heróis e de competição( daí o socialismo ser um babaquice sem tamanho), está no dna humano. O GP de Dubai me parece que o Tilke quis mostrar algo. Vendo a corrida, parece que os carros estão se arrastando. Mesma coisa para o Bahrein e para o gp da Malásia. Se deixassem a coisa livre desde o carro 'do outro planeta', onde estaríamos ? Um cotovelo sendo feito a 200 por hora ? Não há humano que aguente um força G dessas, então..., ou se cria a F-R, F-robô, e libera os nerds ou não tem jeito. O petróleo está BARATO ! A F-E surgiu quando o barril estava indo pros 200 dólares ! Agora , ninguém quer saber dela. Híbridos ? Polititicamente careta ao gosto dos jornalista da tv e, óbvio, para enganar otários. Quero ver toda a turma formulaúnica deixar de poluir o ar deixando de andar de jatinho e helicópteros. Isso, sim ! George Clooney tem híbrido mas voa, sozinho - com dois pilotos, claro, num super jatinho. Leo de Cabra também, tem os dois, que bonitinho. Por quê os esquerdóides caviares não vão num 787 primeiríssima classe com outros 200 e tantos passageiros poluindo menos o ar per capita ? Aí os manés, nós, vamos sair comprando híbridos... Tô de saco cheio desses caras, esquerdice beira viadice, aliás, é viadice ! Comprovado pelo M.C Science Company ! Vou comprar um mustangão V8 usado ! Deixa eu contar aqui os meus tostões...
Dá para um Maverick... e que faça muito barulho !
Por isso que os filhos do Zaca ficam batendo uma bolinha nos treinos.


M.C.

Anônimo disse...

http://tab.uol.com.br/f1-pessoas/


Um pouco de F1 para os desinformados...


M.C.