20 de mai de 2015

Mônaco = tradição

Não existe F1 sem o GP de Mônaco.
Não há pontos (fáceis) de ultrapassagens, não há áreas de escape... Nem retas decentes.
Aquela que passa diante dos boxes, onde se dá a largada até é chamada de reta, mas só com muito boa vontade.
Mas não é um lugar onde não acha emoção como muitos dizem.
A emoção em Mônaco vem na forma de tensão. Porque não há outra definição cabível para se andar a duzentos quilômetros por hora a milímetros dos muros, guardrails e cercas.
Nem todos gostam.
Senna pelo visto adorava. Venceu lá seis vezes.
Schumacher outras cinco.
Emerson e Piquet nunca venceram.
Piquet, aliás, não gostava nem um pouco de lá: “-É como andar de bicicleta na sala de casa”. – dizia.

Dois GP´s de Mônaco vêm imediatamente à cabeça: 1988 e 1996.
No primeiro, Senna folgadão lá na frente com quase um minuto de vantagem sobre Alain Prost quando, (segundo Ernesto Rodrigues e seu livro “O herói revelado”) pelo rádio, recebeu dos boxes a recomendação de diminuir o ritmo. Senna perdeu a concentração e bateu no guardrail na entrada do túnel.
Para muitos, incluindo eu, foi o ponto de viragem da carreira de Ayrton.
Um outro piloto, muito mais concentrado e muito mais dedicado surgiu dali.
Foram cinco vitórias seguidas nas ruas do principado

Em 1996 a corrida foi tão amalucada que o vencedor foi um improvável Olivier Panis pilotando uma Ligier com motor Mugen-Honda.
O chove e para daquele ano fez com que apenas quatro carros cruzassem a linha de chegada na última volta, que, aliás, foi a de número 75 e não na tradicional 78.
Mais bizarrice?
David Coulthard - o único piloto de equipe grande a terminar a prova a bordo de sua McLaren – correu com um capacete emprestado por Michael Schumacher.

3 comentários:

Julio César disse...

Também tem aquela em que o Mansell ficou que nem louco atrás do Senna, mas não conseguia passar.

Ron Groo disse...

Acho que foi em 93, se não me engano...

Marcelonso disse...

Foi em 1992...